VENDAS NOVAS
Vendas Novas é uma cidade portuguesa, no Distrito de Évora, região Alentejo e subregião do Alentejo Central, com cerca de 10 900 habitantes.

É sede de um município com 222,51 km² de área e 11 619 habitantes (2001), subdividido em 2 freguesias. O município é limitado a leste pelo município de Montemor-o-Novo, a sul por Alcácer do Sal, a oeste por Palmela e a noroeste pela parte oriental do Montijo. O município foi criado em 1962. Anteriormente era apenas uma freguesia de Montemor-o-Novo.
As freguesias de Vendas Novas são as seguintes:

* Landeira
* Vendas Novas

BREVE HISTORIAL

A estrada que hoje em dia, atravessa a cidade de Vendas Novas foi, em tempos, caminho de vários reis. Daí poder dizer-se que foi essa mesma estrada que originou o verdadeiro nascimento da cidade. Vendas Novas viveu muito tempo no anonimato, quase sem história, até ao dia em que um rei mandou construir na Charneca, então praticamente deserta, um Palácio Real para que a princesa das Astúrias e o príncipe do Brasil, futuro D. José I, aqui encontrassem a sua pousada. Assim, graças ao ouro do Brasil e ao grande do império de D. João V, este Palácio devido á sua majesteosidade, tornou-se pousada de vários reis, tendo ao longo dos tempos servido também de aquartelamento de cavalaria, posta, telégrafo, hospital improvisado para combater a febre amarela e finalmente se ter tornado no que é hoje, ou seja a actual Escola Pratica de Artilharia. Mais tarde, foi construído em Vendas Novas um caminho de ferro que veio aproximar a cidade do progresso técnico e das mercadorias, trazendo também consigo novas indústrias. O seu maior desenvolvimento deu-se a partir deste momento, uma vez que com o aparecimento da indústria, os habitantes desta localidade através do seu trabalho, conseguiram dar a conhecer a existência e importância deste local. A 21 de Agosto de 1911, Vendas Novas, vê então reconhecida a sua importância com a passagem a Vila mas somente a 7 de Setembro de 1962 consegue, após várias lutas a sua independência do concelho de Montemor-o-Novo com a criação do respectivo concelho. Através da atitude liberiosa das suas gentes e da visão dos seus dirigentes, Vendas Novas vê concretizar-se a sua tão desejada elevação a cidade em 1993.


PATRIMÓNIO

Apesar da sua história ser recente, o concelho de Vendas Novas possui um conjunto de património erudito de que é exemplo o edifício onde se encontra instalada a Escola Prática de Artilharia, antigo Palácio Real mandado construir pelo rei D. João V. São também referência o Palácio e Capela do Vidigal (sec. XIX) e um conjunto de capelas e igrejas tais como a Capela de S. Fernando (hoje Igreja de Santo António do Outeiro), único imóvel classificado do concelho, a Igreja de Nª Sr.ª de Nazaré, Landeira (sec. XV), a Capela do Monte Velho da Ajuda (secs. XVII e XVIII), a Capela Real, junto ao Palácio Real (sec XVIII) e outras de construção mais recente como a Igreja Matriz de St.º António, Igreja de S. Domingos Sávio, Capela de S. Pedro, Bombel, Capela de S. Gabriel, Marconi, Capela de N.ª Sr.ª Auxiliadora, Afeiteira. De realçar ainda a existência de um moinho de vento do sec. XIX, actualmente recuperado e transformado em Posto de Turismo. Em termos museológicos de referir a existência de três núcleos sendo eles o Museu da Escola Prática de Artilharia, o Museu Etnográfico e do Artesanato do R. Folclórico de Landeira e o Museu Etnográfico do Rancho Folclórico das Piçarras. Existem igualmente algumas estações arqueológicas reconhecidas, como a estação paleolítica da Bica-Fria, a estação romana da Sesmaria de Cuncos, a Ferraria da Lavra de Maio e a Ferraria do Quintal do Henrique Rosa situadas na Landeira e duas estações medievais no olival de Amieira e nas terras frias (Moinhola, Landeira).

ORIGEM DO CONCELHO

A origem provável e o subsequente desenvolvimento de Vendas Novas, devem-se essencialmente a três acontecimentos que tiveram lugar quase simultaneamente. O primeiro e segundo acontecimento devem-se essencialmente à criação da Posta Sul, por ordem de D.João III, estabelecendo-se uma estação e uma sede da Posta em Aldeia Galega (o actual Montijo). De igual modo, com licença do rei, mandou Luís Afonso, Correio-Mor do Reino, abrir um caminho de Aldeia Galega a Montemor, que atravessava uma vasta charneca que o rei utilizava para as suas caçadas reais, de maneira a diminuir o percurso e o tempo das viagens. Nesse caminho, o rei mandou construir uma estalagem, no sítio que hoje é Vendas Novas. O terceiro acontecimento está ligado à construção, por ordem de D.Teodósio, de duas pousadas, uma em Evoramonte e outra em Vendas Novas, perto das duas estações, para melhor se deslocar de Lisboa a Vila Viçosa. Terá sido então, a aberta do caminho para a Posta do Sul, através da charneca, em 1526, e a construção de duas estalagens, (a da Mala-Posta, em 1526, e a do Duque D. Teodósio I, em 1930). Estes foram os três factores determinantes para a origem de Vendas Novas. Quanto ao nome do povoado terá provavelmente origem nas construções - "Estalagens" ou "Vendas", que por serem de recente construção, eram novas, denominadas pelos viajantes como "Vendas Novas".

(Wikipedia)
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