CHAMUSCA
Chamusca
Aspectos Geográficos
O concelho de Chamusca, do distrito de Santarém, localiza-se na região de Lisboa e Vale do Tejo, na Lezíria do Tejo. Situado na margem esquerda do rio Tejo e limitado a noroeste pelas serras d'Aire e Candeeiros, faz fronteira a norte com os concelhos de Vila Nova da Barquinha e de Constância, a sul com o de Coruche, a este com os de Constância, Abrantes e Montargil e a oeste com os de Almeirim, Golegã e Alpiarça. Chamusca está inserida na bacia sedimentar do Tejo, formada na Era Terciária, que foi preenchida por aluviões e areias do quaternário.
No total, o concelho abrange uma área de cerca de 746 km2 e é constituído por sete freguesias: Chamusca, Chouto, Pinheiro Grande, Ulme, Vale dos Cavalos, Parreira e Carregueira.
Em 2001 o concelho apresentava 11 492 habitantes.
História e Monumentos
Do ponto de vista urbanístico, arquitectónico e cultural, o concelho é bastante rico.
A passagem de uma margem para a outra do rio era feita de barca a partir do porto medieval de Arraiolos. Actualmente é feita através de uma ponte - a Ponte da Chamusca - que data do início do século.
De entre os vários monumentos destacam-se os de cariz religioso, nomeadamente a Igreja Matriz (1510; D. João da Silva), que foi sofrendo várias alterações ao longo da sua história e que é dotada de uma rica decoração à base de azulejos, pinturas e talha dourada. São também monumentos de cariz religioso a Igreja da Misericórdia (1622); a Capela do Senhor dos Passos; a Igreja de S. Francisco (1733; Ordem Terceira da Penitência), que desde 1912 cedeu as suas instalações ao Lar Chamusquense; a Igreja de S. Pedro; a Ermida do Senhor do Bonfim e a Ermida de N. Sra. do Pranto (1738), cuja origem se deve a uma promessa do povo. Segundo reza a história, o povo prometeu, aos prantos, a construção de outra capela, caso os Franceses, durante as Invasões Francesas, não conseguissem alcançar a Capela de S. José. Esta ainda hoje tem cravada na parede da sacristia uma das balas lançadas pelos Franceses.
Será de salientar, ainda, o coreto, construído no início do século, o qual tem anexado o Núcleo Museológico da Música, onde podem ser encontrados instrumentos e documentos musicais antigos.
Tradições, Lendas e Curiosidades
Durante uma semana, incluindo a quinta-feira de Ascensão, realiza-se uma festa, com exposições de artesanato, tourada, largada de touros e espectáculo de folclore.
O feriado municipal decorre na quinta-feira de Ascensão, também conhecida por quinta-feira de Espiga (40 dias após a Páscoa).
A nível de artesanato podem encontrar-se trabalhos em cortiça e em ferro forjado, bonecas de pano, trapo e cana (monas), botas e botins, carroças e alfaias agrícolas, trabalhos de correaria, empalhados em pita, trabalhos de tanoaria e tapeçarias em tear manual.
Merece destaque a aldeia do Arrepiado, que é uma aldeia rústica desenvolvida em declive até à beira-rio.
Economia
A maior parte da população encontra-se empregada no sector primário, face à riqueza dos solos. De facto, a maior parte das explorações agrícolas situa-se ao longo da margem esquerda do rio (5273 hectares) pelo que as culturas são essencialmente de regadio - milho e arroz -, e outras, como o olival, a vinha, os pomares de pêssegos e citrinos, o tomate, o melão, o trigo e a aveia. Na produção florestal dominam as espécies de eucalipto, montado de sobro e pinheiro. Na pecuária dominam os ovinos.
Do sector secundário destacam-se as indústrias de construção e obras públicas, de metalurgia, de metalomecânica, de material eléctrico, de transportes, de calçado, de vestuário e de têxteis, de alimentação e de bebidas, de madeira e de cortiça.
O sector terciário está ligado ao comércio, aos bancos, aos seguros, aos transportes e às comunicações, à administração pública e aos serviços.
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