MOITA
Moita
Aspectos Geográficos
O concelho de Moita, do distrito de Setúbal, ocupa uma área de 54,6 km2 e abrange seis freguesias: Alhos Vedros; Baixa da Banheira; Moita; Gaio-rosário; Sarilhos Pequenos e Vale da Amoreira.
Este concelho apresentava, em 2001, um total de 67 446 habitantes.
O concelho encontra-se limitado a oeste pelo Barreiro, a noroeste pelo rio Tejo, a sudeste por Palmela, a oeste pelo Barreiro e a norte e nordeste pelo Montijo.
Possui um clima mediterrânico, com um período seco de cerca de 80 a 100 dias, durante o Verão, em que a temperatura média ronda os 29 °C. No Inverno, as temperaturas são moderadas.
Como recursos hídricos, referência para o rio da Moita, o rio Tejo e o estuário do Tejo.
Destaca-se no concelho o Parque Municipal José Afonso, que se prolonga por 2 quilómetros ao longo da margem do Tejo, englobando as freguesias de Baixa da Banheira e Alhos Vedros. Possui vastas áreas de utilização polivalente e um grande número de equipamentos desportivos, educativos, pedagógicos e de recreio.
História e Monumentos
O facto de estar situada na margem do rio foi determinante para o desenvolvimento desta povoação e é confirmado pelos vestígios arqueológicos descobertos que atestam a existência de um povoado neolítico com seis mil anos, cuja subsistência provinha, essencialmente, da pesca e da recolecção de moluscos.
Esta relação directa com o rio como meio e recurso económico das populações locais definiu ou delineou, nos séculos passados, a origem dos núcleos habitacionais primitivos do concelho.
Existem referências ao ano de 1690, quando Moita ascendeu a vila, por decisão de D. Pedro II, que doou estas terras ao conde de Alvor e vice-rei da Índia, D. Francisco de Távora.
As actividades económicas ribeirinhas, porém, entram em declínio, devido ao desenvolvimento da indústria e dos transportes terrestres. Este facto provocou uma alteração a nível urbano, levando as populações da beira-rio para as zonas mais interiores do concelho.
Nos anos 80, deu-se a reabilitação da área ribeirinha, devolvendo-a às populações.
A nível do património arquitectónico, destacam-se: a Igreja da Misericórdia, localizada em Alhos Vedros, a Igreja de São Lourenço, do século XV, em estilo gótico, e a Capela de Nossa Senhora do Rosário, fundada em 1532 por Cosme Bernardo Macedo, a qual foi de invocação de S. João Evangelista mas, na actualidade, conserva uma imagem de Nossa Senhora a que o povo presta grande devoção.
Tradições, Lendas e Curiosidades
Existem muitas manifestações populares e culturais no concelho, sendo de destacar a festa anual do concelho, realizada no quarto domingo de Maio, a festa de Nossa Senhora dos Anjos, que ocorre entre os finais do mês de Julho e inícios de Agosto, a festa de Nossa Senhora da Boa Viagem e as touradas.
No artesanato, destacam-se as miniaturas de barcos, os bonecos em barro, a olaria, a pintura em azulejo, a cestaria, a tapeçaria e a alfaiataria.
Como personalidade natural digna de realce surge D. Afonso, que foi conde de Barcelos e era filho de D. João I, tendo tido o seu palácio situado na freguesia de Alhos Vedros, pertencente a este concelho.
Economia
O sector terciário é o de maior importância, seguido pelo secundário, com as indústrias alimentares, indústria de confecções, metalomecânica e construção civil.
O sector primário mantém ainda uma relativa importância, com 34,4% da área do concelho a ser dedicada à exploração agrícola, destacando-se os cultivos de cereais para grão, prados temporários e culturas forrageiras, batata, pousio, culturas hortícolas intensivas, prados e pastagens permanentes.
Na pecuária destaca-se a criação de aves, bovinos e suínos.
Somente 24 ha do seu território são cobertos de floresta.
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