ABRANTES
Município interior português, pertencente ao distrito de Santarém, composto por dezanove freguesias (Abrantes-São João, Abrantes-São Vicente, Aldeia do Mato, Alferrarede, Alvega, Bemposta, Carvalhal, Concavada, Fontes, Martinchel, Mouriscas, Pego, Rio de Moinhos, Rossio ao Sul do Tejo, São Facundo, São Miguel do Rio Torto, Souto, Tramagal e Vale das Mós). Em termos demográficos, a população, em 1991, era de 62 600 residentes para uma área bruta de 713 34 km2, e a variação da população residente entre 1960 e 1991 foi de -12%.

O curso do rio Tejo divide administrativamente o município. Este encontra-se dotado de uma unidade hospitalar. As actividades económicas municipais mais dinâmicas prendem-se directamente com a agricultura, a pecuária, a silvicultura, as indústrias metalomecânicas, o comércio grossista e retalhista e a prestação de serviços.

Com 6000 residentes, a cidade de Abrantes é sede de município. Tem os seus limites administrativos representados na freguesia de Abrantes-São João e na freguesia de Abrantes-São Vicente.

património

Em termos de património edificado, destacam-se a igreja de Santa Maria do Castelo, a igreja de São Vicente, a igreja de São João Baptista, a igreja da Misericórdia, o convento de São Domingos, o convento de Nossa Senhora da Esperança, o hospital da Misericórdia, a fortaleza de Abrantes, o Museu de D. Lopo de Almeida, a Casa dos Almadas (em tempos, paço real) e a Casa da Câmara. O património natural mais importante a nível municipal é o rio Tejo.

história

Julga-se que o nome do município é a corrupção de Aurantes, designação dada pelos romanos, alusiva ao ouro que o Tejo deixava nas praias e ribeiras da região.

Abrantes foi tomada aos mouros por D. Afonso Henriques, em 1148. Depois da tentativa de cerco ao castelo de Abrantes por parte do filho do miramolim de Marrocos, D. Afonso Henriques (num gesto de gratidão ao povo de Abrantes) concedeu-lhe foral, em 1179. O foral foi reformado por D. Manuel em 1510. O castelo foi doado por D. Dinis à rainha Santa Isabel em 1281 e constituiu parte do dote da rainha D. Leonor Teles em 1372. Durante a primeira invasão francesa, Junot conquistou a cidade, razão pela qual Napoleão lhe concedeu o título de conde de Abrantes. A vila resistiu com bravura ao cerco das tropas de Massena entre Outubro de 1810 e Março de 1811.

Mais recentemente, para o desenvolvimento de Abrantes contribuiu a sua excelente localização geográfica e o papel que desempenhou como porto fluvial estratégico no comércio tradicional, com destino a Lisboa, até aos anos 70.
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