MANGUALDE
Mangualde
Aspectos Geográficos
O concelho de Mangualde, do distrito de Viseu, localiza-se na Região Centro NUT II) em Dão-Lafões (NUT III), ocupa uma área de 219,3 km2 e abrange 18 freguesias: Abrunhosa-a-Velha; Alcafache; Chãs de Tavares; Cunha Alta; Cunha Baixa; Espinho; Fornos de Maceira Dão; Freixiosa; Lobelhe do Mato; Mangualde; Mesquitela; Moimenta de Maceira Dão; Póvoa de Cervães; Quintela de Azurara; Santiago de Cassurrães; São João da Fresta; Travanca de Tavares e Várzea de Tavares.
Este concelho apresentava, em 2001, um total de 20 990 habitantes.
O concelho encontra-se limitado a norte pelo concelho de Penalva do Castelo, a oeste por Viseu, a este por Gouveia, no distrito da Guarda, a sul por Nelas e a nordeste por Fornos de Algodres(distrito da Guarda).
Possui um clima mediterrâneo com feição continental, apresentando invernos frios e verões quentes e secos, destacando-se contudo situações microclimáticas.
A sua morfologia é caracterizada por uma cadeia de pequenas montanhas que percorrem o concelho de nascente - Senhora do Bom Sucesso, que se prolonga até à Senhora do Pranto, destacando-se como áreas de maior altitude o Alto de Vila Garcia (488 m), a Senhora do Castelo (629 m) e a Pedra da Loba (506 m).
Como recursos hídricos, são de referir o rio Mondego, o rio Dão e o rio de Ludares.
História e Monumentos
O povoamento de Mangualde começou na época castreja. A prová-lo está o castro do monte do Castelo, origem da terra de (A)Zurara, contudo, existem outros vestígios históricos dessa época, como a citânia da Raposeira e a anta da Cunha de Baixo, em Guimarães de Tavares, que levantam a hipótese de povoamentos anteriores.
As terras deste concelho sofreram também a ocupação dos Romanos e mouros.
Foi-lhe outorgado o primeiro foral em 1102 pelo conde D. Henrique, posteriormente confirmado pelas ordenações afonsinas (Afonso III) e manuelinas (D. Manuel I), em 1514. Até fins do século XVIII, Mangualde teve a designação de Azurara da Beira. O nome Azurara provinha de um alcaide mouro, que teria esse nome.
A 23 de Agosto de 1986, foi elevada à categoria de cidade.
A nível do património arquitectónico, destacam-se a Igreja Matriz, em cuja face externa se encontram embutidas as armas da família Cabral. Apesar das alterações que sofreu, mantém traços de origem românica do século XII, possuindo diversas siglas e cachorros historiados. Também digno de nota é o Solar dos Pais de Amaral ou Palácio de Anadia, que foi construído em fins do século XVII. É de referir ainda a Igreja da Misericórdia, que remonta ao século XVII e possui pinturas no tecto da capela-mor e painéis de azulejos que revestem as paredes interiores do templo.
E, ainda, o Santuário de Nossa Senhora do Castelo, que possui uma escadaria com 212 degraus.
Tradições, Lendas e Curiosidades
Das manifestações populares e culturais do concelho são de destacar a Feira de Chãs de Tavares, realizada no terceiro sábado do mês, a Feira de Mangualde, na segunda quinta-feira e quarta quinta-feira do mês; a Feira dos Santos, realizada no primeiro fim-de-semana de Novembro; e a Feira de Santiago de Cassurrães, na primeira quinta-feira do mês; a festa de Nossa Senhora do Castelo, realizada a 8 de Setembro e a de Santo António dos Cavacos, realizada a 13 de Junho.
A nível de artesanato merecem referência os bordados de Tibaldinho, os tapetes de arraiolos e a olaria.
Como personalidades, destacam-se Álvaro Gil Cabral, que habitou neste concelho e que seria o avô de Álvares Cabral, descobridor do Brasil, e combatente na Batalha de Aljubarrota; e a escritora Ana e Castro Osório (1872-1935), também natural deste concelho.
Como curiosidade será de referir que a montagem do "2 cavalos" da Citröen fixou-
-se aqui em 1964, donde saiu o último exemplar a 27 de Julho de 1990, que actualmente se encontra no Museu da Citröen, em Paris.
Economia
No concelho predominam essencialmente as actividades ligadas ao sector terciário, seguindo-se o sector secundário na área da indústria ligada à metalurgia.
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