VILA REAL
Vila Real

Município português, pertencente ao distrito de Vila Real, compreendendo 30 freguesias (Abaças, Adoufe, Andrães, Arroios, Borbela, Campeã, Constantim, Ermida, Folhadela, Guiães, Justes, Lamares, Lamas de Olo, Lordelo, Mateus, Mondrões, Mouçós, Nogueira, Parada de Cunhos, Pena, Quinta, São Tomé do Castelo, Torgueda, Vale de Nogueiras, Vila Cova, Vila Marim, Vila Real-Nossa Senhora da Conceição, Vila Real-São Dinis, Vila Real-São Pedro e Vilarinho de Samardã). Em termos demográficos, a população, em 1991, era constituída por cerca de 46 300 residentes para uma área bruta municipal de 370 km2 e a variação da população residente entre 1960 e 1991 foi de -3%.

A economia municipal assenta na agro-pecuária, indústria alimentar, comércio retalhista, construção civil, serviços privados (banca e seguros) e públicos (correios, tribunais, finanças, saúde), destacando-se ainda o papel da administração local.

Localizada a nor-nordeste da cidade de Peso da Régua, a cidade de Vila Real é sede de município e registava uma população de cerca de 13 800 residentes em 1991. A cidade tem o seu perímetro delimitado às freguesias de Vila Real-Nossa Senhora da Conceição, Vila Real-São Dinis e Vila Real-São Pedro.

património

O património edificado mais importante inclui o solar de Mateus (o ex libris da região, na freguesia homónima, de elevado interesse arquitectónico, datado do século XVIII), o que resta da muralha, a sé (quatrocentista, com capitéis, arcas tumulares e cruzeiro), o pelourinho, as igrejas de São Dinis (com elementos românicos e góticos, e azulejos do século XVI), de São Pedro (setecentista, barroca, com azulejos do século XVII), da Misericórdia (quinhentista), a igreja de Vila Marim (românica, do século XIII), e a ponte romana de Torneiros. O Parque Natural do Alvão constitui o elemento mais significativo do património natural.

história

Ocupada durante a romanização, era região quase desabitada nos inícios da nacionalidade. O povoamento ocorreu nos finais do século XIII, incentivado pelos forais de D. Dinis em 1289 e em 1293 e depois de algumas tentativas anteriores sem sucesso: forais do conde D. Henrique (Constância) e de Afonso III, a quem se deve o topónimo. Em 1515 recebeu foral novo de D. Manuel I.

É diocese desde 1922, tendo sido pouco depois elevada a cidade, em 1925.
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