LEIRIA
Leiria

Município litoral português, pertencente ao distrito de Leiria, compreendendo 29 freguesias (Amor, Arrabal, Azoia, Bajouca, Barosa, Barreira, Bidoeira de Cima, Boa Vista, Caranguejeira, Carreira, Carvide, Chainça, Coimbrão, Colmeias, Cortes, Leiria, Maceira, Marrazes, Memória, Milagres, Monte Real, Monte Redondo, Ortigosa, Parceiros, Pousos, Regueira de Pontes, Santa Catarina da Serra, Santa Eufémia e Souto da Carpalhosa). Em termos demográficos, a população, em 1991, era constituída por cerca de 102 800 residentes para uma área bruta de 549 km2 e a variação da população residente entre 1960 e 1991 foi de 24%.

A economia municipal assenta na agro-pecuária, na silvicultura, nas indústrias alimentar, têxtil, vidreira, de moldes para plásticos, na construção civil e obras públicas, na reparação automóvel, no comércio grossista e retalhista, bem como no turismo, destacando-se ainda a administração local e algumas actividades de prestação de serviços privados e públicos. O município encontra-se dotado de uma unidade hospitalar.

Localizada a sudeste da cidade de Coimbra e a nordeste da cidade de Tomar, a cidade de Leiria é sede de município, sendo a sua população constituída por cerca de 27 800 residentes em 1991. O perímetro da cidade circunscreve-se às freguesias de Barosa, Barreira, Leiria, Marrazes, Parceiros e Pousos.

património

O património edificado mais significativo inclui o que resta do castelo (construção de D. Afonso Henriques e reconstruções de D. Sancho I, D. Dinis e D. João I), a Sé (do século XVI), o santuário de Nossa Senhora da Encarnação (do século XVI, com fachada barroca e faiança do século XVII), o antigo convento de Santo Agostinho, a Fonte Grande (do século XVII), a igreja de São Pedro (do século XII, um dos melhores exemplares do românico português), a igreja da Misericórdia (construída no local onde existiu a Sinagoga, ostenta uma decoração valiosa), as igrejas matriz de Caranguejeira, matriz de Milagre (século XVIII), matriz de Parceiros (século XVIII) e o pelourinho de Monte Real. O litoral atlântico, juntamente com o extenso pinhal, constituem os elementos mais significativos ao nível do património natural.

história

O topónimo terá origem em La Eirena, nome (medieval) de uma santa nascida na região.

Existem vestígios da fixação dos romanos, suevos, visigodos e árabes. A construção do castelo, por iniciativa de D. Afonso Henriques, terá sido iniciada por volta de 1135, após a reconquista. Em 1142, recebeu o primeiro foral e foi elevada a vila.

Várias vezes aqui se reuniram as cortes (1254, 1372 e 1438) e esteve instalada a corte (D. Dinis ergueu o Paço Real, remodelado por D. João I).

Crê-se que aqui foi instalada a primeira fábrica de papel do país, por iniciativa da comunidade judaica que se desenvolveu no século XV.

Recebeu foral novo de D. Manuel I em 1510 e a categoria de cidade em 1545 (ou 1547), simultaneamente com a elevação a cabeça de diocese.

Muito devastada pelas invasões francesas, a cidade seguiu o partido de D. Miguel nas lutas liberais.

Aqui viveu o escritor Eça de Queirós, que foi também nomeado administrador do concelho em 1870.
167 photos · 32,407 views
1