LISBOA / Lisbon
Município litoral português, pertencente ao distrito de Lisboa, compreendendo 53 freguesias (Ajuda, Alcântara, Alto do Pina, Alvalade, Ameixoeira, Anjos, Beato, Benfica, Campo Grande, Campolide, Carnide, Castelo, Charneca, Coração de Jesus, Encarnação, Graça, Lapa, Lumiar, Madalena, Mártires, Marvila, Mercês, Nossa Senhora de Fátima, Pena, Penha de França, Prazeres, São Cristóvão e São Lourenço, São Domingos de Benfica, São Francisco Xavier, São João, São João de Brito, São João de Deus, São Jorge de Arroios, São José, São Mamede, São Miguel, São Nicolau, São Paulo, São Sebastião da Pedreira, São Vicente de Fora, Sacramento, Santa Catarina, Santa Engrácia, Santa Isabel, Santa Justa, Santa Maria de Belém, Santa Maria dos Olivais, Santiago, Santo Condestável, Santo Estêvão, Santos-o-Velho, Sé e Socorro).
Vasto e grandioso, o património mais significativo inclui dois monumentos quinhentistas classificados como património mundial — a Torre de Belém (manuelina) e o mosteiro de Santa Maria de Belém, ou dos Jerónimos (no qual se destacam os claustros e o pórtico sul);
o castelo de São Jorge, com a muralha medieval (construído no século X e recuperado em 1938, residência régia de D. Dinis até D. Manuel I); a Sé (edificada no pátio da antiga mesquita, após a conquista aos mouros; escavações feitas, a partir de 1990, revelaram vestígios da presença fenícia, púnica, romana e islâmica); a capela da Senhora da Saúde (de onde saíu, em 20 de Abril de 1570, a primeira procissão); do século XIV, o convento do Carmo (em ruínas desde o terramoto de 1755); do século XVI, os conventos da Graça (com o túmulo de Afonso de Albuquerque) e da Madre de Deus (com pórtico e claustro manuelinos) e a Casa dos Bicos (construída por Afonso de Albuquerque, o filho do governador da Índia); do século XVII, o convento da Encarnação e o Palácio Fronteira (famoso pelos seus azulejos); do século XVIII, o aqueduto das Águas Livres (18 605 m), o arco da Rua Augusta, a basílica da Estrela, a igreja de Santa Engrácia (Panteão Nacional desde 1966), os palácios de Belém (residência oficial do Presidente da República) e das Necessidades (residência real de D. João V até D. Manuel II), o Teatro Nacional de São Carlos; do século XIX, os palácios de São Bento (Parlamento e residência oficial do primeiro-ministro) e da Ajuda (nunca concluído) e o Teatro Nacional D. Maria II; do século XX, a Praça do Império, com o Padrão dos Descobrimentos.
Existem vestígios de um passado mais remoto: dos romanos, o teatro (colina do castelo), a via (que ligava a mesma colina ao Tejo) e as termas de Cassius (Rua de São Mamede); dos islamitas, a cerca velha.
A serra de Monsanto e o rio Tejo com a sua área ribeirinha, constituem os elementos mais significativos ao nível do património natural.
Lisboa terá sido fundada pelos fenícios (século VIII a.C.), a quem se deve também o topónimo de Olisipo. Existem vestígios de construções ibero-púnicas (século III a.C.). Floresceu com a ocupação romana, designada por Felicitas Julia.
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