MONTEMOR-O-NOVO
Montemor-o-Novo

Município português, pertencente ao distrito de Évora, compreendendo 10 freguesias (Cabrela, Ciborro, Cortiçadas, Foros de Vale de Figueira, Lavre, Nossa Senhora da Vila, Nossa Senhora do Bispo, São Cristóvão, Santiago do Escoural e Silveiras). Em termos demográficos, a população, em 1991, era constituída por cerca de 18 600 residentes para uma área bruta de 1232 km2 e a variação da população residente entre 1960 e 1991 foi de -50%.

A economia municipal assenta na agro-pecuária, silvicultura, comércio retalhista, indústria alimentar, destacando-se ainda o papel da administração local e de algumas actividades de prestação de serviços privados e públicos.

Localizada a nordeste da cidade de Évora e a oeste de Vendas Novas, a cidade de Montemor-o-Novo é sede de município e tinha uma população de cerca de 6800 residentes em 1991. A cidade circunscreve-se às freguesias homónimas de Estremoz-Santa Maria e Estremoz-Santo André.

património

O património edificado mais significativo inclui o que resta do castelo (provavelmente fundado pelos romanos), o convento dominicano de Nossa Senhora da Saudação (do século XVI), as capelas de Santo André (românico-gótica), de Nossa Senhora da Conceição e da Nossa Senhora da Visitação, as torres do Relógio, da Má Hora e do Anjo, as pinturas rupestres (Paleolítico Superior), a necrópole neolítica de Santiago do Escoural, e ainda várias antas e algumas inscrições romanas.

história

A zona é habitada desde tempos remotos e foi ocupada por romanos e árabes. Foi palco das lutas da Reconquista cristã e estava arrasada no início do século XIII. O rei D. Sancho I mandou refazer a povoação e deu-lhe foral em 1203, confirmado por Afonso II em 1218. Teve foral novo em 1503, concedido pelo rei D. Manuel I. A povoação foi palco das cortes em 1477 (reinado de Afonso V) e em 1495 (reinado de D. Manuel I). Aqui passaram algumas temporadas D. Afonso V, D. João II e D. Manuel I. Foi elevada a cidade em 1988.
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