ARRAIOLOS
Arraiolos

Município português, pertencente ao distrito de Évora, composto por sete freguesias (Arraiolos, Gafanhoeira-São Pedro, Igrejinha, São Gregório, Sabugueiro, Santa Justa e Vimieiro). Em termos demográficos, a população, em 1991, era de 8200 residentes para uma área bruta de 684 km2, e a variação da população residente entre 1960 e 1991 foi de -36%.

Em termos económicos, salientam-se as actividades ligadas à agricultura, pecuária, silvicultura, tapeçaria (os famosos tapetes de Arraiolos), indústria extractiva (granito), comércio, restauração e hotelaria.

A vila de Arraiolos é sede de município e registava uma população, em 1991, de cerca de 2300 residentes. A vila fica localizada cerca de 20 km a noroeste de Évora.

património

Em termos de património, salientam-se o castelo (do século XIV), a igreja de Senhor dos Passos (reconstruída no século XIX), o pelourinho (do século XVII), a igreja de Santa Ana do Campo, a igreja da Misericórdia (início do século XVI), o solar da Sempre Noiva (séculos XV e XVI) e o convento dos Loios (a quinta do convento foi doada em 1526 aos frades de São João Evangelista, que no ano seguinte iniciaram a construção do convento; no seu interior encontram-se azulejos, com data de 1700, assinados por Gabriel Barco). Arraiolos é um município famoso pelos seus tapetes, cujo fabrico remonta talvez ao século XVII.

história

A fundação desta vila é atribuída, por uns, aos galo-celtas, no século IV a. C., sob o nome de Calantia, e, por outros, aos sabinos, tusculanos e albanos, que viveram nesta área, antes de Sertório, no ano 200 a. C., governados por um capitão grego Rayeo, daí derivando o nome Rayolos e, depois, Arrayolos. Com a chegada dos povos nórdicos, esta cidade foi destruída e despovoada.

Em 1217, D. Afonso II doou a vila de Arraiolos ao bispo de Évora, concedendo-lhe licença para aí construir um castelo, que não chegou a ser edificado. D. Afonso III recuperou a vila para a coroa e D. Dinis reconstruiu-a, erguendo o seu castelo e concedendo-lhe foral em 1310. D. Fernando I doou a vila de Arraiolos a D. Álvaro Pires de Castro, irmão de D. Inês de Castro, e D. João I doou a vila ao condestável D. Nuno Álvares Pereira. Em 1511 recebeu novo foral de D. Manuel I.

Durante as Guerras de Independência, os espanhóis tomaram esta vila e incendiaram o castelo.
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