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Casa sede do Engenho Corredor, Pilar-PB.  Infância de José Lins do Rêgo. | by Vale da Neblina
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Casa sede do Engenho Corredor, Pilar-PB. Infância de José Lins do Rêgo.

 

Nascido no Engenho Corredor, município paraibano de Pilar, filho de João do Rego Cavalcanti e de Amélia Lins Cavalcanti.É atribuído a José Lins do Rego a invenção de um novo romance moderno brasileiro.[7] O conjunto de suas obras são um marco histórico na literatura regionalista por representar o declínio do Nordeste canavieiro. Alguns críticos acreditam que o autor ajudou a construir uma nova forma de escrever fundada na "obtenção de um ritmo oral", que foi tornada possível pela liberdade conquistada e praticada pelos modernistas de 1922.[8] Sua magnum opus, Fogo Morto (1943), é visto como o "romance dos grandes personagens."[9] Massaud Moisés escreveu que esta obra-prima de José Lins "é uma das mais representativas não só da ficção dos anos 30 como de todo o Modernismo."[10]

José Lins nasceu na Paraíba; seus antepassados, que eram em grande parte senhores de engenho, legaram ao garoto a riqueza do engenho de açúcar que lhe ocupou toda a infância. Seu contato com o mundo rural do Nordeste lhe deu a oportunidade de, nostalgicamente e criticamente, relatar suas experiências através das personagens de seus primeiros romances. Lins era ativo nos meios intelectuais. Ao matricular-se em 1920 na Faculdade de Direito do Recife, ampliou seus contatos com o meio literário de Pernambuco, tornando-se amigo de José Américo de Almeida (autor de A Bagaceira).[5] Em 1926, partiu para o Maceió, onde reunia-se com Graciliano Ramos, Rachel de Queiroz, Aurélio Buarque de Holanda e Jorge de Lima. Quando partiu para o Rio de Janeiro, em 1935, conquistou ainda mais a crítica e colaborou para a imprensa, escrevendo para os Diários Associados e O Globo.[6]

Principais obras de José Lins do Rego

 

- Menino de engenho (1932)

- Doidinho (1933)

- Bangüê (1934)

- O Moleque Ricardo (1935)

- Usina (1936)

- Pureza (1937)

- Pedra bonita (1938)

- Riacho doce (1939)

- Fogo morto (1943)

- Eurídice (1947)

- Cangaceiros (1953)

- Gordos e magros (1942)

- Poesia e vida (1945)

- Homens, seres e coisas (1952)

- A casa e o homem (1954)

- Meus verdes anos (1956)

- O vulcão e a fonte (1958)

- Dias idos e vividos (1981)

   

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Taken on January 4, 2008