new icn messageflickr-free-ic3d pan white
View allAll Photos Tagged planur-e

“... Sempre vivi de a cavalo

porque o meu povo é assim:

alma costeando horizontes

e campos dentro de mim...

Sendo mestiço de raça,

assomei nestas planuras

e analisei-me a figura

no espelho das aguadas...

E, ao toque das clarinadas,

os meus ímpetos serenos

já se faziam lerenos

para pontear as vanguardas... “

 

Fragmento de “Pátria de a cavalo”, de Eron Vaz Mattos

Pelotas, Rio, Grande do Sul, Brasil

 

Vista aérea del río Ebro a su paso por Zaragoza, durante la crecida de febrero de 2003. En primer plano, obras de construcción del puente del AVE.

 

Fuente: www.planur-e.es/

 

Proyecto GAZA ("Gran Archivo Zaragoza Antigua") es un compendio de imágenes de la antigua Zaragoza (España), acompañadas de textos creados por José María Ballestín Miguel y la colaboración de Antonio Tausiet.

adioszaragoza.blogspot.com

MANIA DA SOLIDÃO

 

Como um jantar frugal junto à clara janela.

Na sala já está escuro mas ainda se vê o céu.

Se saísse, as ruas tranquilas deixar-me-iam

ao fim de pouco tempo em pleno campo.

Como e observo o céu - quem sabe quantas mulheres

estão a comer a esta hora - o meu corpo está tranquilo;

o trabalho atordoa o meu corpo e também as mulheres.

 

Lá fora, depois do jantar, as estrelas virão tocar

a terra na ancha planura. As estrelas são vivas,

mas não valem estas cerejas que como sozinho.

Vejo o céu, mas sei que entre os tectos de ferrugem

brilha já alguma luz e que, por baixo, há ruídos.

Um grande golo e o meu corpo corpo saboreia a vida

das árvores e dos rios e sente-se desprendido de tudo.

Basta um pouco de silêncio e as coisas imobilizam-se

no seu verdadeiro sítio, como o meu corpo imóvel.

 

Cada coisa está isolada ante os meus sentidos,

que a aceitam impassível: um cicio de silêncio.

Cada coisa na escuridão posso sabê-la,

como sei que o meu sangue circula nas veias.

A planura é água que escorre entre a erva,

um jantar de todas as coisas. Cada planta e cada pedra

vivem imóveis. Escuto os alimentos e eles alimentam-me as veias

com todas as coisas que vivem esta planura.

 

A noite importa pouco. O rectângulo de céu

sussurra-me todos os fragores e uma estrela miúda

debate-se no vazio, longe dos alimentos,

das casas, distinta. Não se basta a si mesma

e precisa de muitas companheiras. Aqui no escuro, sozinho,

o meu corpo está tranquilo e sente-se soberano.

 

Cesare Pavese, traduzido por Carlos Leite

É sempre noite

quando retornas

em fragatas

de frágil trajetória.

 

Pressentimentos estranhos,

planuras.

 

É sempre noite

quando recolhes

o vinho tombado

no copo recomposto.

 

Gesto amargo

de áspero exílio.

 

É sempre noite

quando ensejas voos

em negras caravanas

 

ao inscrever a lua

no círculo das lágrimas.

 

É sempre noite

quando voltas à casa dos ventos

para recolher o verbo.

 

Memória indivisa

nos vitrais do mundo.

 

É sempre noite

quando voltas ao ninho das serpentes

para recolher a sombra da lua.

 

Autor: Onévio Zabot

Suporte: compensado

 

Caminhamos

E caminhamos numa solidão de areia,

 

Onde nada foi dito ainda das coisas que atravessamos

E das coisas que nos atravessam

Sem que o saibamos,

 

Onde a neve é a neve,

Onde a neve cobre toda a planura

E torna ainda mais espessas as nossas incertezas.

 

Caminhamos

Caminhamos desde sempre.

 

E não percebemos nada de nada.

 

Yves Namur

 

soundcloud.com/paulo-renato-paim/que-homens-sao-esses-ces...

Que homens são esses

Que fogem a luta

Será que não sabem as glórias do pago

Que homens são esses que nada respondem, que calam verdades, que reprimem afagos

Que homens são esses que trazem nas mãos o freio, o cabresto, a rédea e o buçal

Que homens são esses que tem o dever de fazer o bem, mas só fazem o mal

 

Eu quero ser gente igual aos avós

Eu quero ser gente igual aos meus pais

Eu quero ser homem sem mágoas no peito

Eu quero respeito e direitos iguais

Eu quero este pampa semeando bondade

Eu quero sonhar com homens irmãos

Eu quero meu filho sem ódio nem guerra

Eu quero esta terra ao alcance das mãos

 

Que sejam mais justos os homens de agora

Que cantem cantigas, antigas e puras

Relembrem figuras sem nada temer

 

Procurem um mundo de paz na planura

E encontrem na luta, na força e na raça

Um novo caminho no alvorecer

 

Desperta meu povo do ventre de outrora

Onde marcas presentes não são cicatrizes

Desperta meu povo liberta teu grito

Num brado mais forte que as próprias raízes

 

Eu quero ser gente igual aos avós

Eu quero ser gente igual aos meus pais

Eu quero ser homem sem mágoas no peito

Eu quero respeito e direitos iguais

Eu quero este pampa semeando bondade

Eu quero sonhar com homens irmãos

Eu quero meu filho sem ódio nem guerra

Eu quero esta terra ao alcance das mãos

 

Composição de Carlos Moacir Rodrigues e Francisco Castilho, interpretada por Cézar Passarinho.

 

(25/08/17) - Ministério das Cidades - Audiência - Na última quarta-feira (23/08/17) o Deputado Federal Tenente Lúcio (PSB/MG) esteve em audiência no Ministério das Cidades com o chefe de gabinete, Dr. Adriano e a Secretária Nacional de Habitação, Maria Henriqueta Arantes. Estiveram presentes também os prefeitos Wanderley Lemes (Abadia dos Dourados) Ualisson Carvalho (Canápolis), Paulão (Planura) e Ronaldo Machado (Grupiara).

Durante a reunião, Tenente Lúcio juntamente com os prefeitos solicitou uma atenção especial na análise das propostas apresentadas para a construção de moradias populares do Programa Minha Casa Minha Vida – Faixa 1 – Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) nas cidades de Planura (150 unid.), Canápolis (100 unid.), Rio Paranaíba (46 unid.), Abadia dos Dourados (50 unid.), Centralina (67 unid.), Grupiara (35 unid.), Delta (87 unid.), Conquista (60 unid.) e Gurinhatã (100 unid.), todas na região de Minas Gerais.

A Faixa 1 do Minha Casa, Minha vida atende famílias com renda de até R$ 1.800,00 (Um mil e oitocentos reais) por mês com juros mais baixos. As propostas de empreendimentos devem ser submetidas a um processo de pré-qualificação, realizado pelo Ministério das Cidades. Após essa etapa, um edital estabelecerá os critérios de pontuação e classificação desses projetos, que considerará a disponibilidade de metas.

  

Da esquerda esquerda para direita:

 

Ualisson Carvalho (Prefeito de Canápolis-MG)

Wanderley Lemes (Prefeito de Abadia dos Dourados-MG)

Maria Henriqueta Arantes Ferreira Alves (Secretária Nacional de Habitação - Ministério das Cidades)

Dep. Federal Tenente Lúcio (PSB/MG)

Paulão (Prefeito de Planura-MG)

Ronaldo Machado (Prefeito de Grupiara-MG).

 

Propriedade rural, numa reverência ao Rio Grande, na altura das Cidades Planura e Colômbia