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Vuelvo a compartir con vosotros este correo que recibí hace unos días de Arturo Schell ...

 

"Desde hace dos años mi familia está involucrada en concienciar acerca de la importancia de la donación de medula en la lucha contra la leucemia.

El espectacular incremento de donantes en estos años nos ha animado a colaborar en Uvas de Vida destinado íntegramente al Proyecto Lydia de la Fundación Cris Cáncer.

Por ello te ruego difundas entre tus contactos y amigos el siguiente enlace

criscancer.org/uvasdevida/index.php

También te adjunto, para tu información, cómo surgió la idea

www.diariodeburgos.es/noticia/ZDC494F57-B474-0DA9-FDFAA82...

cómo empezó todo por Mateo

www.abc.es/familia-padres-hijos/20150715/abci-quefuede-me... "

 

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Situada sobre un promontorio de la costa casareña entre el río Manilva y el Arroyo Camarate, se encuentra la Torre de la Sal o Torre del Salto de la Mora, como también es conocida.

 

Cuenta con dos alturas, y además tiene la peculiaridad de poseer una planta cuadrada, lo que la diferencia del resto de torres que nos encontramos a lo largo de la costa. Y es que, a diferencia de éstas, la Torre de la Sal no sería una torre de vigilancia propiamente dicha.

Béziers é uma cidade muito antiga com 2700 anos de história, esta começou com a ocupação de uma população no início do século VI aC. durante a Idade do Ferro. É uma das principais povoações do Mediterrâneo Celta. Após a reconstrução de Narbonne e a fundação da colónia romana de Arles por Júlio César em 45 aC., Otaviano funda no ano de 36 aC. neste mesmo território a - Colónia Urbs Júlia Septimanorum Baeterra - "antigo nome de Béziers", onde manda instalar os veteranos da Sétima Legião de Júlio César. Localizada a poucos quilómetros do Mar Mediterrâneo, era atravessada pela Via Domitia que ligava a Itália à Espanha, Baeterrae cresce até ao século III, quando a forte insegurança obriga à construção de uma cintura amuralhada para a sua defesa.

O seu famoso vinho branco foi exportado para Roma nos primeiros séculos do primeiro milénio, foram descobertas recentemente algumas garrafas numa escavação perto de Roma que se encontravam marcadas com as palavras "Eu sou um vinho de Baeterrae e tenho cinco anos de idade", a outra dizia simplesmente "vinho branco de Baeterrae".

Durante a idade média, Béziers foi a sede de um bispado, e graças a Carlos Magno, um condado. Béziers continua a fortalecer-se, principalmente no início do século XII. Nesse período, Béziers foi governada por Viscondes que controlavam uma grande parte da planície costeira ao redor da cidade, incluindo também a cidade de Agde. A influente família Trencavel governou estas terras durante 142 anos, até à Cruzada dos Albigenses, a chamada guerra santa contra os Cátaros, fortemente apoiada pelo Papa Inocêncio III e com uma grande ajuda dos senhores do Norte.

Béziers foi uma grande fortaleza do Catarismo no Languedoc, que a Igreja Católica condenou como sendo forças desprezíveis e heréticas, que estes teriam de ser rapidamente exterminados na Cruzada dos Albigenses. Nesta terrível cruzada, a única dentro de portas da cristandade, Béziers foi o primeiro lugar a ser atacado. Os cruzados chegaram às portas da cidade no dia 21 de Julho de 1209. Foi então dado um ultimato a todos os católicos de Béziers para que estes entregassem os hereges ou saíssem antes da chegada dos cruzados, pois estes sitiariam a cidade e quem ai se encontrasse nessa altura compartilharia do seu terrível destino e pereceria com eles. No entanto, eles recusaram-se a obedecer a tais ordens, considerando tal ato, um gesto de abandono e cobardia.

Os católicos de Béziers ficariam com os Cátaros com quem tinham uma excelente e cordial relação, e resistiriam juntos às ameaças. A cidade foi saqueada em 22 de Julho de 1209, e no sangrento massacre, ninguém foi poupado, nem mesmo os padres católicos e os que se refugiaram nas igrejas. Um dos comandantes desta cruzada foi o Legado Papal Arnaud de Amaury, Abade de Cister. Quando perguntado por um nobre Cruzado como distinguir católicos de cátaros, uma vez que já tinham tomado a cidade, o abade supostamente terá respondido: "Caedite eos, Novit enim Dominus qui sunt eius. " "Matai-os, pois o Senhor conhece os que são seus". Esta frase citada muitas vezes é proveniente de Cesário de Heisterbach juntamente com a história de todos os hereges. Embora as discussões ainda estivessem a acontecer com os barões sobre a libertação dos seus habitantes, um grande número de outras pessoas de baixa patente e até alguns arruaceiros desarmados, atacaram por toda a cidade sem esperar por ordens dos seus líderes. No espaço de duas ou três horas, eles atravessaram as valas e as paredes, e pouco depois a cidade de Béziers seria tomada.

Ninguém conseguiu escapar, independentemente da posição, sexo ou idade, foram todos passados no fio da espada, tendo como resultado, cerca de 20 mil almas massacradas em nome de Deus. Logo após esta grande matança, toda a cidade foi saqueada e despojada dos seus bens mais preciosos e logo de seguida queimada... Os invasores queimaram a Catedral de Saint Nazaire, que caiu sobre aqueles que se haviam refugiado no seu interior. "A placa em frente à Catedral regista o Dia do Massacre perpetrado pelos barões do norte." Algumas partes românicas da Catedral de St-Nazaire sobreviveram, para mais tarde, em 1215 serem recuperadas na reconstrução. A sua lenta recuperação, juntamente com o resto desta bela cidade, continuaria ao longo do tempo até finais do século XV.

A Catedral de Saint-Nazaire-et-Saint-Celse de Béziers é um templo que transporta os ecos desses dias terríveis, que apesar de longínquos nos parecem cada vez mais próximos nos dias que correm. Quanto mais recuamos na história, mais temos a certeza de que a paz duradoura não passará nunca de uma utopia.

Esta Catedral é o maior monumento de estilo gótico da cidade de Béziers, e foi construída na parte ocidental da antiga cidade medieval, numa colina com uma vista magnífica para o vale do Orb, e que se tornaria no símbolo da cidade, visível de muito longe derivado à sua altura, especialmente quando se entra em Béziers pela estrada de Narbonne. A Catedral foi proposta para ser classificada como um monumento histórico na lista de 1840, encontra-se no local de um antigo templo romano dedicado a Augusto e à sua esposa Livia. Do lado de fora, a Catedral tem um ar de fortaleza, com os seus elementos arquitetónicos dignos de um castelo medieval, à semelhança de muitos templos cristãos desta época espalhados por toda a Europa.

 

PLEASE NOTE:

Copyright :copyright: Anselmo Sousa

All images and texts are copyrighted, with all rights reserved. Please do not use, copy or edit any of my images or text without my written permission. If you want to use my texts or photographs please contact this address. asousacar@clix.pt

Jardín Acuático Risco Bello.

 

A la derecha de la fachada principal del Hotel Taoro se encuentra uno de los jardines más bellos del Puerto de la Cruz, Tenerife - Islas Canarias.

 

El actual Risco Bello consta de dos fincas compradas por D. René de Radiguès en 1969 y 1974 respectivamente. La primera, que pertenecía a la familia de Pedro Fernández y Magdalena Ritzen, era la Casa Risco Bello, que comprende la parte este del actual jardín. Esta familia construyó la casa sobre lava y basalto, dedicando parte de la finca al cultivo del plátano. La segunda, denominada Casa Caledonia, pertenecía a la familia Reid, familia inglesa propietaria de un negocio de importación y exportación. Situada en la parte oeste del actual jardín, la más cercana al Hotel Taoro, constaba de una casa de estilo colonial inglés con más de 60 años de historia. Fue precisamente en esta finca donde ya los Reid habían introducido algunos ejemplares de flores y plantas exóticas.

 

El matrimonio belga llegó a Tenerife en busca del añorado clima que beneficiara la salud de Ana María, esposa de René, que llegó a restablecerse totalmente de sus afecciones. René diseñaría el jardín como un acto de amor hacia ella, trabajando hasta los 80 años en la restauración de las casas y la creación del jardín, que más tarde se transformaría en acuático. Debido a los problemas de abastecimiento de agua de la época, generó un auténtico microclima capaz de autoabastecerse.

 

Tras 18 años en Tenerife, en agradecimiento por la felicidad que la isla les proporcionó, decidieron compartir con el mundo la belleza de este pequeño paraíso, abriéndolo al público en 1988.

 

La finca, de cerca de dos hectáreas, está distribuida en 5 terrazas, desde las que se aprecia una privilegiada vista sobre el Valle de La Orotava y gran parte de la costa norte, pudiendo incluso avistarse en días de bonanza la isla de La Palma.

 

Este jardín posee una colección de 500 plantas exóticas, tropicales y subtropicales, que aumentan día a día gracias a la colaboración de coleccionistas y amigos de la familia.

 

En las 5 terrazas, de diferentes estilos, se conjuga el tratamiento del agua con una exuberante vegetación, dándose cita puentes colgantes, cascadas, cuevas y fuentes, creando un entorno de auténtico ensueño.

 

La primera de las terrazas introduce al visitante en un apacible jardín decorado con una pérgola en su centro y una fuente de agua en su interior. El primero de los lagos, al lado de una encantadora terraza-cafetería, da idea ya de la belleza que esconden estos jardines. En un segundo nivel accedemos a la segunda de ellas, la mayor, en la que podemos disfrutar de una extensa colección de frutales exóticos y un puente panorámico sobre el lago. Bordeando el estanque atravesamos una cueva sobre la que cae una cascada que nutre al lago.

La tercera, sembrada de acacias, mimosas y palmeras, se adorna con piletas rústicas. A continuación accedemos a la más personal de las terrazas. Plagada de enormes tinajas dentro y fuera del estanque, impresiona por su profusa vegetación acuática de la que destacan los nenúfares y papiros. En el último jardín sobresale su puente de inspiración japonesa semioculto en una espesa vegetación.

 

A lo largo de todo el recorrido, patos, cisnes, ocas y palomas disfrutan mezclándose entre los visitantes.

Descrito habitualmente como un pequeño rincón del paraíso o como auténtica poesía acuática, también César Manrique, amigo de la familia, quedó fascinado por la belleza de estos jardines, descritos por él como "sinfonía en verde". Una de sus actuales propietarias, Bernardette de Radiguès, recuerda las palabras dirigidas por Manrique a su padre alabando su labor por respetar el entorno natural: "Yo soy el artista de los colores blancos, grises, azul y negro. A ti te doy el premio al verde en jardines de Canarias".

 

Risco Bello Aquatic Garden.

 

To the right of the main facade of the Hotel Taoro is one of the most beautiful gardens of Puerto de la Cruz, Tenerife - Canary Islands.

 

The current Risco Bello consists of two farms purchased by D. René de Radiguès in 1969 and 1974 respectively. The first, which belonged to the family of Pedro Fernandez and Magdalena Ritzen, was the Risco Bello House, which comprises the eastern part of the present garden. This family built the house on lava and basalt, devoting part of the estate to banana cultivation. The second, called Caledonia House, belonged to the Reid family, an English family who owned an import and export business. Located in the western part of the present garden, the closest one to the Hotel Taoro, it consisted of an English Colonial style house with more than 60 years of history. It was precisely in this farm where the Reid had already introduced some specimens of flowers and exotic plants.

 

The Belgian marriage arrived in Tenerife in search of the longed-for climate that would benefit the health of Ana Maria, Rene's wife, who came to fully recover from their affections. René would design the garden as an act of love towards her, working until the 80 years in the restoration of the houses and the creation of the garden, that later would become aquatic. Due to the problems of water supply of the time, it generated a real microclimate capable of self-sufficiency.

 

After 18 years in Tenerife, in gratefulness for the happiness that the island provided, they decided to share with the world the beauty of this little paradise, opening it to the public in 1988.

 

The estate, of about two hectares, is distributed in 5 terraces, from which you can see a privileged view of the La Orotava Valley and much of the north coast, and you can even see the island of La Palma on good days.

 

This garden has a collection of 500 exotic plants, tropical and subtropical, which increase day by day thanks to the collaboration of collectors and friends of the family.

 

In the 5 terraces, of different styles, the treatment of the water is conjugated with an exuberant vegetation, being given appointment hanging bridges, waterfalls, caves and fountains, creating an environment of authentic dream.

 

The first of the terraces introduces the visitor in a peaceful garden decorated with a pergola in its center and a fountain of water inside. The first of the lakes, next to a charming terrace-café, gives an idea of ​​the beauty that hide these gardens. In a second level we access the second one, the largest one, where we can enjoy an extensive collection of exotic fruit trees and a panoramic bridge over the lake. Bordering the pond we cross a cave on which falls a waterfall that nourishes the lake.

The third, planted with acacias, mimosas and palm trees, is decorated with rustic pools. Then we access the most personal of the terraces. Plagued with huge jars inside and outside the pond, it is impressive for its profuse aquatic vegetation, which includes water lilies and papyrus. In the last garden stands its bridge of Japanese inspiration half-hidden in a thick vegetation.

 

Throughout the course, ducks, swans, geese and doves enjoy mingling with visitors.

Described habitually as a small corner of paradise or as authentic aquatic poetry, César Manrique, a friend of the family, was fascinated by the beauty of these gardens, described by him as "symphony in green". One of his current owners, Bernardette de Radiguès, recalls the words directed by Manrique to his father praising their work to respect the natural environment: "I am the artist of the colors white, gray, blue and black. To green in gardens of the Canary Islands".

Orden| Passeriformes

Familia:Turdidae

Genero:Myadestes

Nombre común: Jilguero

Nombre cientifico:Myadestees genibarbis

nombre Ingles:Rufous-throated Solitaire

Lugar de captura: Sierra encantada de Bahoruco

Por: Cimarron mayor Pantaleon

  

En 1979 tenía una grabadora casette y tenía una cinta de este artista ! Me pasaba las noches de guardias en el Sub Centro de Salud de Tenares escuchando la mañana esta rota,esta y otras !! Pero cuando salía esta canción de la cual NO entendía nada de ella ni de ningunas , al parecer la entendía mi corazón pues de ese álbum la elegí como la mejor canción !! No quiero decir la más bonita !! En el arte no es lo mismo BUENA que bonita !! Así que la guardé en mi memoria como la mejor y hoy gracias a los traductores me he dado cuenta no estaba equivocado !! Me costó 8 años encontrar la foto apropiada en la que aparecieran un padre y su hijo teniendo un conversatorio de esos en los que el papá le dice al hijo ...ven que tenemos que hablar o el hijo demanda por ese precario tiempo ,por esa mínima atención demandando respuestas ante la desicion que él ha tomado de marcharse para siempre de la casa

 

PADRE E HIJO POR CAT STEVENS

  

m.youtube.com/watch?v=VHjEtykqFmQ

 

Padre e Hijo

 

Padre

No es momento para cambios

Solo relájate, tómalo con calma

Aún eres joven, ese es tu error

Te queda tanto por saber

Encuentra una chica, apacíguate

Si quieres puedes casarte

Mírame a mí, soy viejo, pero soy feliz

 

Una vez fui como tú eres ahora, y sé que no es fácil

Mantener la calma cuando te das cuenta de que algo está pasando

Pero toma tu tiempo, piénsalo bien

piensa en todo lo que has conseguido

porque tú seguirás estando aquí mañana pero tus sueños quizá no

 

Hijo

Cómo puedo lograr que lo entienda sí aunque se lo explique él siempre me da la espalda

Siempre ha sido así, la misma historia de siempre

Desde que aprendí a hablar, se me ordenó que escuchara

Ahora tengo una oportunidad y sé que debo marcharme

Sé que tengo que irme.

 

Padre

No es momento para cambios

Siéntate, tómalo con calma

Aún eres joven, ese es tu error

Te queda tanto por vivir

Encuentra una chica, tranquilízate

Si quieres puedes casarte

Mírame a mí, soy viejo, pero soy feliz

 

(Hijo lejos, lejos,lejos yo sé que tengo que

Tomar esta decisión solo - no)

 

Hijo

Cuántas veces lloré, guardándome para mí todo lo que sabía por dentro

Y ha sido difícil, pero más difícil es ignorarlo.

Si tuvieran razón, estaría de acuerdo, pero es a ellos a quienes conocen, no a mí

Ahora tengo una oportunidad y sé que debo marcharme

Sé que tengo que irme.

 

(Padre: quédate, quédate, quédate, por qué debes irte y

Tomas esta decisión solo?)

 

Un gran abrazo de cimarron mayor Panta

Los jóvenes hoy en día son unos tiranos. Contradicen a sus padres, devoran su comida, y le faltan al respeto a sus maestros. - Sócrates (470 AC-399 AC) Filósofo griego.

 

California Dreamin' ..

 

La nieve no llegó, pero si una gran helada, la mañana nos trajo varios grados bajo cero y una intensa niebla, con la humedad y las bajas temperaturas las gotas estaban mas densas, camino de la congelación. Por el frío, mis manos no manejaban bien el trípode, así que prescindí de el y apoyé mi mano sobre la pared y enfoque al musgo apoyando el objetivo sobre ella, estaba tan ensimismado que no me di cuenta de que mi mano se había quedado soldada a la pared por la acción del hielo y fue doloroso despegarla, creo que mereció la pena, una familia de gotas de rocío colonizaban una minúscula mata de musgo de poco más de un centímetro de ancho. todas reflejan lo mismo, el cielo y unas montañas en el horizonte, algunas nubes y la niebla, no ofrecen mucha nitidez pues el rocío estaba mas denso de lo deseable..

The snow did not arrive, but if a large ice, the morning brought us several degrees below zero and intense fog, humidity and cold temperatures drops were more dense way to the freeze. For the cold, my hands not handled well the tripod, so I supported my right hand on the wall and she supports it on the macro lens, focusing on the drops.

Not much time passed until I realized that my hand had been welded to the wall by the action of the ice, I did damage to "despegarla" but I think it was worthwhile, a family of drops of dew covered a tiny plant moss little more than a centimeter wide. Reflect all the same, the sky and some mountains on the horizon, do not offer the maximum sharpness the water were almost frozen ..

Jardín Acuático Risco Bello.

 

A la derecha de la fachada principal del Hotel Taoro se encuentra uno de los jardines más bellos del Puerto de la Cruz, Tenerife - Islas Canarias.

 

El actual Risco Bello consta de dos fincas compradas por D. René de Radiguès en 1969 y 1974 respectivamente. La primera, que pertenecía a la familia de Pedro Fernández y Magdalena Ritzen, era la Casa Risco Bello, que comprende la parte este del actual jardín. Esta familia construyó la casa sobre lava y basalto, dedicando parte de la finca al cultivo del plátano. La segunda, denominada Casa Caledonia, pertenecía a la familia Reid, familia inglesa propietaria de un negocio de importación y exportación. Situada en la parte oeste del actual jardín, la más cercana al Hotel Taoro, constaba de una casa de estilo colonial inglés con más de 60 años de historia. Fue precisamente en esta finca donde ya los Reid habían introducido algunos ejemplares de flores y plantas exóticas.

 

El matrimonio belga llegó a Tenerife en busca del añorado clima que beneficiara la salud de Ana María, esposa de René, que llegó a restablecerse totalmente de sus afecciones. René diseñaría el jardín como un acto de amor hacia ella, trabajando hasta los 80 años en la restauración de las casas y la creación del jardín, que más tarde se transformaría en acuático. Debido a los problemas de abastecimiento de agua de la época, generó un auténtico microclima capaz de autoabastecerse.

 

Tras 18 años en Tenerife, en agradecimiento por la felicidad que la isla les proporcionó, decidieron compartir con el mundo la belleza de este pequeño paraíso, abriéndolo al público en 1988.

 

La finca, de cerca de dos hectáreas, está distribuida en 5 terrazas, desde las que se aprecia una privilegiada vista sobre el Valle de La Orotava y gran parte de la costa norte, pudiendo incluso avistarse en días de bonanza la isla de La Palma.

 

Este jardín posee una colección de 500 plantas exóticas, tropicales y subtropicales, que aumentan día a día gracias a la colaboración de coleccionistas y amigos de la familia.

 

En las 5 terrazas, de diferentes estilos, se conjuga el tratamiento del agua con una exuberante vegetación, dándose cita puentes colgantes, cascadas, cuevas y fuentes, creando un entorno de auténtico ensueño.

 

La primera de las terrazas introduce al visitante en un apacible jardín decorado con una pérgola en su centro y una fuente de agua en su interior. El primero de los lagos, al lado de una encantadora terraza-cafetería, da idea ya de la belleza que esconden estos jardines. En un segundo nivel accedemos a la segunda de ellas, la mayor, en la que podemos disfrutar de una extensa colección de frutales exóticos y un puente panorámico sobre el lago. Bordeando el estanque atravesamos una cueva sobre la que cae una cascada que nutre al lago.

La tercera, sembrada de acacias, mimosas y palmeras, se adorna con piletas rústicas. A continuación accedemos a la más personal de las terrazas. Plagada de enormes tinajas dentro y fuera del estanque, impresiona por su profusa vegetación acuática de la que destacan los nenúfares y papiros. En el último jardín sobresale su puente de inspiración japonesa semioculto en una espesa vegetación.

 

A lo largo de todo el recorrido, patos, cisnes, ocas y palomas disfrutan mezclándose entre los visitantes.

Descrito habitualmente como un pequeño rincón del paraíso o como auténtica poesía acuática, también César Manrique, amigo de la familia, quedó fascinado por la belleza de estos jardines, descritos por él como "sinfonía en verde". Una de sus actuales propietarias, Bernardette de Radiguès, recuerda las palabras dirigidas por Manrique a su padre alabando su labor por respetar el entorno natural: "Yo soy el artista de los colores blancos, grises, azul y negro. A ti te doy el premio al verde en jardines de Canarias".

 

Risco Bello Aquatic Garden.

 

To the right of the main facade of the Hotel Taoro is one of the most beautiful gardens of Puerto de la Cruz, Tenerife - Canary Islands.

 

The current Risco Bello consists of two farms purchased by D. René de Radiguès in 1969 and 1974 respectively. The first, which belonged to the family of Pedro Fernandez and Magdalena Ritzen, was the Risco Bello House, which comprises the eastern part of the present garden. This family built the house on lava and basalt, devoting part of the estate to banana cultivation. The second, called Caledonia House, belonged to the Reid family, an English family who owned an import and export business. Located in the western part of the present garden, the closest one to the Hotel Taoro, it consisted of an English Colonial style house with more than 60 years of history. It was precisely in this farm where the Reid had already introduced some specimens of flowers and exotic plants.

 

The Belgian marriage arrived in Tenerife in search of the longed-for climate that would benefit the health of Ana Maria, Rene's wife, who came to fully recover from their affections. René would design the garden as an act of love towards her, working until the 80 years in the restoration of the houses and the creation of the garden, that later would become aquatic. Due to the problems of water supply of the time, it generated a real microclimate capable of self-sufficiency.

 

After 18 years in Tenerife, in gratefulness for the happiness that the island provided, they decided to share with the world the beauty of this little paradise, opening it to the public in 1988.

 

The estate, of about two hectares, is distributed in 5 terraces, from which you can see a privileged view of the La Orotava Valley and much of the north coast, and you can even see the island of La Palma on good days.

 

This garden has a collection of 500 exotic plants, tropical and subtropical, which increase day by day thanks to the collaboration of collectors and friends of the family.

 

In the 5 terraces, of different styles, the treatment of the water is conjugated with an exuberant vegetation, being given appointment hanging bridges, waterfalls, caves and fountains, creating an environment of authentic dream.

 

The first of the terraces introduces the visitor in a peaceful garden decorated with a pergola in its center and a fountain of water inside. The first of the lakes, next to a charming terrace-café, gives an idea of ​​the beauty that hide these gardens. In a second level we access the second one, the largest one, where we can enjoy an extensive collection of exotic fruit trees and a panoramic bridge over the lake. Bordering the pond we cross a cave on which falls a waterfall that nourishes the lake.

The third, planted with acacias, mimosas and palm trees, is decorated with rustic pools. Then we access the most personal of the terraces. Plagued with huge jars inside and outside the pond, it is impressive for its profuse aquatic vegetation, which includes water lilies and papyrus. In the last garden stands its bridge of Japanese inspiration half-hidden in a thick vegetation.

 

Throughout the course, ducks, swans, geese and doves enjoy mingling with visitors.

Described habitually as a small corner of paradise or as authentic aquatic poetry, César Manrique, a friend of the family, was fascinated by the beauty of these gardens, described by him as "symphony in green". One of his current owners, Bernardette de Radiguès, recalls the words directed by Manrique to his father praising their work to respect the natural environment: "I am the artist of the colors white, gray, blue and black. To green in gardens of the Canary Islands".

Bien podría haber ser el escenario del concierto de Año Nuevo de hoy.

 

La sala de conciertos del Palau de la Música de Barcelona es un espacio luminoso y colorido compuesto por vidrieras, en el que cada detalle está cuidado al máximo para sumergir a los espectadores en un mundo de fantasía.

 

Bustos, relieves y esculturas llenan de magia la sala y el escenario creando el ambiente ideal para disfrutar de cualquier tipo de música que se interprete en las instalaciones.

 

El Palau de la Música Catalana es una perla arquitectónica del modernismo catalán, la única sala de conciertos modernista declarada Patrimonio Mundial por la UNESCO (4 de diciembre de 1997), que en la actualidad es un punto de encuentro ineludible de la vida cultural y social de Cataluña. Además constituye un patrimonio simbólico y sentimental de todo un pueblo que se identifica con su historia.

 

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Vuelvo a compartir con vosotros este correo que recibí hace unos días de Arturo Schell ...

 

"Desde hace dos años mi familia está involucrada en concienciar acerca de la importancia de la donación de medula en la lucha contra la leucemia.

El espectacular incremento de donantes en estos años nos ha animado a colaborar en Uvas de Vida destinado íntegramente al Proyecto Lydia de la Fundación Cris Cáncer.

Por ello te ruego difundas entre tus contactos y amigos el siguiente enlace

criscancer.org/uvasdevida/index.php

También te adjunto, para tu información, cómo surgió la idea

www.diariodeburgos.es/noticia/ZDC494F57-B474-0DA9-FDFAA82...

cómo empezó todo por Mateo

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Por siempre GRACIAS, luna llena.

En el triángulo comprendido entre la Sagrada Familia, las torres gemelas y el hotel "W" transcurrió gran parte de mi adolescencia y juventud.

Desde los quince años viví con mis padres y hermanos justo en el centro de ese triángulo que, para mi, siempre será mío, siempre representará la magia de una ciudad, del aprendizaje lento y no siempre agradable de buena parte de los secretos del arte de vivir y del descubrimiento de los seres humanos, no siempre agradables, como colectivo y como individualidad.

Mi querido instituto "Jaime Balmes", mi abarrotada universidad, mi inolvidable primer beso, mi primera derrota y mi primera victoria en el deporte, mi primer gran amigo, mi primera vez descubriendo los secretos del encuentro entre un hombre y una mujer desnudos de alma y de cuerpo, mi primera pandilla de amigas y amigos, mi primer descubrimiento consciente de cómo eran mis padres, mi deliciosa y sólida maduración junto a mis hermanos, mi aprendizaje como pintor de brocha gorda, por dos veces, en el enorme (para mi lo era cuando lo pintaba junto a mi hermano) piso familiar, mi primera experiencia laboral cargando camiones, mis primeros descubrimientos de la bondad y de la maldad del mundo, mis primeras salidas nocturnas, mi primer cigarrillo (qué desafortunado momento!!!), mis paseos por el parque, mis conversaciones filosóficas, mis muchísimas horas de estudio, mis madrugadas en la estación de Francia hablando sobre Kierkegaard o sobre Schopenhauer, mi primera borrachera, mis verbenas de Sant Joan, mis Nocheviejas tan diferentes, mi descubrimiento y amor a primera vista de la música, el PSUC y los mítines y manifestaciones en la Ciutadella, los conciertos de Santana y Bob Marley en la Monumental, Chema y Ángel, Carlos, Boi, Joaquín, Manolo, Juan Esteban... Verdadero cariño de amigos del alma.

Casi todo está metido ahí, encerrado en un cofre de oro guardado en mi mente, pero casi todo está ahí.

Gran parte de los mejores años de mi vida transcurrieron en ese triángulo.

 

Música recomendada: "Rumba dels 60's". Gato Pérez.

Dedicada a la memoria de nuestros padres, en este día en que se cumplen 20 años desde el fallecimiento de nuestro padre. Nuestra madre ya lo acompaña desde 1999.

 

"Siempre estareis entre nosotros".

 

Gracias por todo lo que nos habéis dado.

Nuestro Padre Jesús de la Divina Misericordia

María Santísima de la Esperanza Macarena

San Juan Apóstol y Evangelista

Santa María Magdalena

  

SEMANA SANTA 2012

06 de Abril de 2012 - Procesión del Viernes Santo

  

Hermandad y Cofradía de la Sagrada Pasión de Nuestro Señor y de María Santísima de la Esperanza, Inc.

Santa María, Bulacán

  

Familia Pérez, Díaz y Mendoza

Heirs of the Late Mario Pérez y Raymundo

Local: Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

  

Classificação Científica

Reino: Animalia

Filo: Chordata

Classe: Aves

Ordem: Passeriformes

SubOrdem: Tyranni

Parvordem: Tyrannida

Superfamília: Tyrannoidea

Família: Tyrannidae

Subfamília: Tyranninae

  

Características

 

O padrão geral da coloração da plumagem é o seguinte: lado inferior amarelo com a garganta branca, dorso e asas marrom-esverdeados; acima dos olhos possui uma evidente faixa branca que se estende desde o bico até a nuca, onde é interrompida; bico e olhos negros. Com esse padrão de plumagem, o bentevizinho-de-penacho-vermelho poderia ser considerado uma miniatura do bem-te-vi, mas as semelhanças terminam por aí. O bentevizinho, que também é chamado de bentevizinho-topete-vermelho, em virtude da existência de um pequeno topete vermelho visto quando se olha a ave por cima estando a mesma excitada, possui características ecológicas muito distintas.

 

Alimentação

 

Alimenta-se de insetos capturados durante pequenos vôos, e de pequenas frutas.

 

Reprodução

 

Na época da reprodução constrói um ninho de capim que écolocado em uma forquilha. As vezes o ninho fica localizado em galhos sobre a água ou próximo a colmeias e formigueiros, garantindo, assim, uma proteção extra contra predadores. A fêmea põe de dois a três ovos que são esbranquiçados com pequenas pintas marrons.

 

Hábitos

 

Ocorre aos pares ou em pequenos grupos familiares, que são muito barulhentos. Em termos de ambiente, prefere matas ou capoeiras mais conservadas, quase sempre próximo a algum curso d'água. Não se adapta muito às regiões campestres ou cidades pouco arborizadas.

 

Distribuição Geográfica

 

Distribui-se em grande parte do Brasil, em alguns países vizinhos da América do Sul e também na América Central. Os indivíduos que ocorrem em regiões com clima mais severo (Brasil meridional e países do sul) podem realizar movimentos de migração para regiões mais quentes nas épocas de inverno

 

Fonte: Wikiaves

El Colegio de Nuestra Señora de La Antigua está en Monforte de Lemos (Lugo, España). Construido en estilo Herreriano, es conocido a menudo como El Escorial gallego por ser una de las pocas manifestaciones de este estilo en esta comunidad.

  

Su fundador fue el cardenal Rodrigo de Castro, quizás el último gran príncipe eclesiástico del Renacimiento en España, Arzobispo de Sevilla, benefactor de Monforte y mecenas de las artes.

  

El colegio fue Real Seminario de Estudios hasta 1773 y germen de la Universidad, ostentando hasta siete cátedras en un momento en que apenas estaban implantadas en la provincia. Primero fue regentado por los jesuitas. La Pragmática Sanción de 1767 expulsó a los jesuitas de España y eliminó los símbolos que recordaran su estancia en el país, lo cual se puede constatar observando el espacio en blanco que dejó su escudo tras ser retirado del retablo de Francisco de Moure. A mediados del siglo XVIII pasó a manos de la Familia de Alba, que lo cedió en 1873 a los Padres Escolapios.

 

www.youtube.com/watch?v=H4aR_mGn3fg

 

PUEBLO MIO POR JOSE FELICIANO

 

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En homenaje a mis padres que nacieron en el pueblo de Santorcaz a 40 km de Madrid

 

Estas uvas son de una casa tomado hace unos años cuando lo visité

 

Ese pueblo es hermoso, como todos lleno de historia y por alli caminaron siendo niños y luego jóvenes mis amados padres y tengo toda la familia de ambos lados

cada vez que lo piso elevo la vista al cielo y AGRADEZO¡¡¡¡

 

♪♫Imprescindible ver y escuchar♪♫

 

Leyenda China :-))

 

Nacido en buena familia, Daye era un niño guapo y muy inteligente. Cuando tenía diecisiete años se convirtió en el joven más solicitado de su pueblo. Venían los casamenteros casi todos los días para recomendarle chicas guapas de buena familia. Pero sus padres los rechazaron tajantemente, porque el padre de Daye había tenido un sueño, en el que un viejo inmortal le anunció que su hijo tenía que casarse con la Princesa de las Nubes. Pasaron dos años, al ver que no venía la anunciada novia de su hijo, los padres se ponían cada vez más nerviosos, porque ningún casamentero volvió a pisar su casa. Se arrepintieron de no haber escogido una chica de buena familia para su hijo.

 

Un día, cuando Daye estaba leyendo en su estudio, súbitamente una agradable fragancia le llamó la atención. Levantó la cabeza y vio a una joven bellísima entrando por su puerta. Varias criadas vestidas con fina seda y de buen porte le seguían el paso. Enseguida, su estudio se perfumó de un aroma embriagador y se iluminó con la extraordinaria presencia femenina.

 

El joven quedó totalmente sorprendido de la extraordinaria aparición de la bellísima y elegante dama en su casa. Se puso sonrojado y un poco cohibido, pero acertó a decir algo que podía encajar en esa situación:

 

—¡Dichosos ojos que ven la hermosura que ennoblece mi casa! La bella visitante sonrió dulcemente, tapándose los dientes de perlas con la larga manga de seda. En eso, una de las criadas dijo:

 

—La dama es la Princesa de las Nubes. Venimos de la Residencia Celestial.

 

Daye se quedó casi anonadado con la súbita aparición de la Princesa tan largamente esperada. Hechizado por la belleza de la lindísima mujer, se quedó en el acto enamorado. Pero la emoción le robó las palabras. Por rubor, la joven tampoco encontraba de momento tema de conversación. Los dos se quedaron durante un buen rato, que se interrumpió, afortunadamente, con la intervención de una criada inteligente, quien puso entre los dos un tablero de damas chinas.

 

Nunca antes Daye había perdido una partida en el pueblo, pero hoy no podía ganar de ninguna manera a la Princesa de las Nubes. Antes de despedirse, la bella mujer le dejó mil monedas de oro para que construyera una casa, y quedaron en verse cuando estuviese concluida la obra. La Princesa se fue, dejando en el joven enamorado una viva añoranza.

 

Antes de que pasaran dos meses, la nueva casa quedó construida y amueblada. Esa misma noche se presentó misteriosamente la princesa. El joven le pidió la mano, pero la princesa le dijo:

 

—Si nos casamos, podemos vivir juntos sólo seis años. En cambio, podemos ser amigos durante treinta años. Tienes que elegir.

 

—Vamos a casarnos primero dijo Daye—, luego veremos lo que se puede hacer después.

 

Esa misma noche se casaron. Vivieron seis años juntos impregnados de felicidad. Tuvieron un hijo y una hija. Parecía que iban a vivir toda la vida felices, hasta el punto que Daye perdió la noción del tiempo y olvidó la separación anunciada. Un buen día desapareció misteriosamente la Princesa de las Nubes. Daye se acordó repentinamente de que ese día se cumplía el sexto aniversario de su matrimonio y comprendió que toda opción inevitablemente comporta una renuncia.

 

Toni Duarte Freelance Photographer

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El origen de la población parece estar en una primitiva alquería cuyos propietarios eran los Farnals, familia musulmana, y que debió de estar, según la tradición, en el lugar que hoy ocupa la iglesia parroquial, frente a la fuente Caduf. La interpretación que hacen Cabanes, Herrero y Alonso a su estudio "Documentos y datos para un estudio toponímico de la región valenciana" es que Farnals sería un topónimo de origen latino (Fenale=fenar), del que derivarían las formas Fenals>Fanals, con el añadido de una -r- secundaria. También el que fue cronista de la Pobla de Farnals, Emili Beüt i Belenguer, se decanta por la etimología premusulmana del nombre de lugar Farnalis/Farnals, aunque algunos autores defienden que se trata de un topónimo árabe. Hace falta decir que también a un antiguo pergamino que recoge varias donaciones hechas por el Cid al efímero obispo de Valencia J. de Perigord, aparece documentada la variante castellanizada Frenales. la puebla de farnals también denominada con el nombre de la creu.

A su término existen como vestigio del pasado islámico una partida denominada de Cebolla, una antigua fuente –la de Caduf– frente a la iglesia, y el Camino de los Moriscos, que empieza en la carretera de Barcelona frente al barrio del Moratall y se dirige, dibujando un tortuoso trayecto, hacia el litoral.

Al códice medieval de las donaciones hechas al antiguo Reino de Valencia por el rey Jaime I esta población aparece como alquería de Fernalis. De esta se hace donación a fecha de 28 de diciembre de 1240 a Deusdat, Sanç d’Aimà y el corretger Pere Martí, fuera de los hornos y molinos, por tal que la repartiesen entre sus vecinos. Se especifica, además, que la donación comprendía tanto el núcleo de arriba (Aufaquia) como el de bajo (Aciflia).

A un tal Guillermo de Alcalá, en compensación (por la revocación de la donación) de Fernalis se le entrega el 29 de diciembre de 1240 la alquería de Godayla (Godella), con menoscabo de Eiximén Sanç de Geraix. Y es que el de 17 de junio de 1238, la donación que se le había hecho de la alquería de Fernalis a un tal Guillem d'Alcalà, que podría ser el anterior Guillem d'Alcalà, aparece borrada. Esto no obstante, el mismo año y día (17 de junio de 1238), a un Guillem Alcalá se le otorga la alquería de Fernalis.

Así las cosas, y resumiendo, podamos decir que el Conquistador entregó a Guillem de Alcalà la alquería de Fernalis a fecha de 17 de junio de 1238. Dos años después, el monarca de Montpellier encargó el reparto de tierras y casas a Farnals y a tres individuos: los mencionados Deudat, Aimà y Martí. El mismo año de 1240, Jaime I revocó la donación que de Farnals había hecho a G. Alcalà y le entregó, en compensación, la alquería de Godella.

En tiempo del cronista Gaspar Joan Escolano Farnals recibía también el nombre de la Cruz del Puig, que es en realidad como se conoce todavía el pueblo entre sus vecinos y los de los pueblos de las cercanías, y como creuetins sus naturales (creuers, en valenciano). En aquellos años, a caballo entre los siglos XVI y XVII, la Pobla de Farnals tenía 9 casas, es decir, unos 36 habitantes. Años antes, al plano del Reino de Valencia de Abraham Orteli (XVI) el lugar aparece, pero, llamado como las Tascas del Puig, topónimo que ya se encuentra registrado en la primera mitad del siglo XV al libro de vecindades de la ciudad de Valencia.

La Puebla y Puig formaron antiguamente una baronía que perteneció por los alrededores de 1340 a Margarita de Llúria, mujer del conde de Terranova, Nicolau de Janvila. Al morir la baronesa sin descendencia, cedió el señorío para obras a la jurisdicción criminal del rey, el cual a su vez hizo beneficiario de esta la cabeza y casal. Por su parte, la jurisdicción civil pasó con el tiempo a la familia Exarch, que señoreaba la vecina localidad de Rafelbunyol.

En este punto no podemos dejar de mencionar la dicotomía que existía en el pasado entre los dos núcleos de Farnals, tal y como se desprende de la lectura del Reparto, que probablemente albergarían los repobladores cristianos y la población musulmana, respectivamente. Farnalis Aciflia o de abajo constituiría la morería, tal y como delata el apelativo de Moratall con que lo encontramos documentado a las postrimerías del siglo XVIII y que es con el que todavía se conoce la barriada meridional de este municipio de la Huerta Norte, quedando por lo tanto despoblado con la expulsión de los moriscos en 1609, un año después de que la Puebla dejara de depender del Puig Santa Maria. Por esos años nos informa Cavanilles que había "170 [vecinos] entre la Crey y el Moratall, lugarcillo que aumenta cada día", es decir, unos 680 habitantes, y que algunos autores como Sanchis Sivera han querido identificar (basándose en una cierta homofonía) con Morman, una alquería musulmana que es mencionada al Reparto. Sanchis Guarner, en cambio, propone para Moratalla el significado de pequeña muralla o muro.

Un hijo de la población, el padre Joaquín Ferrer, solicitó al Vaticano que se trasladaran los despojos de San Félix hasta la Puebla, petición que fue concedida por el pontífice y que significó que el cuerpo del santo llegara hasta tierras valencianas el año 1785, convirtiéndose desde aquel momento en el patrón del pueblo. Como la capilla que existía entonces no era el marco más adecuado por acoger la reliquia, se construyó una nueva iglesia –todavía no tenía el título de parroquia y dependía eclesiásticamente de Masamagrell–, que fue bendecido el día 16 de agosto de 1789, donde fue trasladada desde su albergue provisional del convento de madres capuchinas de la ciudad de Valencia acompañada por solemne comitiva.

El templo creuetí fue posteriormente ensanchado (1887) y elevado a curado independiente el año 1902.

El cucut reial és un ocell de la família dels cucúlids d'uns 40 cm de llarg.

Les parts superiors són de color marró fosc tacades de blanc; en canvi per sota és de color blanc crema.

El cap per sobre és gris i té una petita cresta.

La cua és llarga i fosca, amb la part final blanca.

El bec és fort i de color gris fosc. Les potes són fosques.

Menja insectes, cargols, sargantanes i petits mamífers.

La femella pon un o uns quants ous de color verd blavós amb taques marronoses en el niu de garses, de corbs o de cornelles. En total pot pondre fins a 18 ous en diferents nius.

Els ous són incubats pels pares adoptius durant uns 15 dies. Un cop neixen conviuen perfectament amb els pollets propis del niu. Marxen del niu uns 24 dies més tard.

Viu en zones obertes amb arbres esparsos, sobretot a les comarques de la plana de Lleida (El Segrià, El Pla d'Urgell L'Urgell, La Noguera, Les Garrigues), si bé també se'l pot veure per tot Catalunya.

Es capaç d'estar moltes hores immòbil, vigilant, espiant els moviments de les garses. Un cop aquestes fan els seus nius, el cucut reial es prepara per parasitar-los.

És un ocell que podem trobar a Catalunya durant la primavera i l'estiu; els mesos freds emigra a l'Àfrica, al sud del desert del Sàhara.

 

El críalo es un pájaro de la familia de los cucúlidos de unos 40 cm de largo.

Las partes superiores son de color marrón oscuro manchadas de blanco; en cambio por debajo de es de color blanco crema.

La cabeza por encima es gris y tiene una pequeña cresta.

La cola es larga y oscura, con la parte final blanca.

El pico es fuerte y de color gris oscuro. Las patas son oscuras.

Come insectos, caracoles, lagartijas y pequeños mamíferos.

La hembra pone uno o unos cuantos huevos de color verde azulado con manchas marronáceas en el nido de urracas, de cuervos o de cornejas. En total puede poner hasta 18 huevos en diferentes nidos.

Los huevos son incubados por los padres adoptivos durante unos 15 días. Una vez nacen conviven perfectamente con los polluelos propios del nido. Se marchan del nido unos 24 días más tarde.

Vive en zonas abiertas con árboles sueltos.

Es capaz de estar muchas horas inmóvil, vigilando, espiando los movimientos de las urracas. Una vez éstas hacen sus nidos, el críalo se prepara para parasitarlos.

Es un pájaro que podemos encontrar en Cataluña durante la primavera y el verano; en los meses fríos emigra a África, hacia el sur del desierto del Sáhara.

Interesante documento familiar, dos pintores pintando el mismo tema en Horta de Sant Joan, Tarragona.El pintor ERNEST DESCALS y su padre el también pintor DESCALS MUNT codo a codo en plena calle.Ambos acudieron a pintar sus respectivos cuadros para participar en el Certémen de Pintura celebrado en esta bella localidad, ambos resultaron galardonados y sus cuadros residen desde entonces en dicha población que también había obtenido el interes de artistas tan conocidos como el mismo Pablo Picasso, por decir sólo uno.De esta foto hace unos años yá, seguimos con las Nostalgias de los tiempos yá pasados,,,,,,

 

ernestdescals-lahistoriadelpintor.blogspot.com/

Es muy triste que en la mayoria de casos solamente este plasmado en un papel

enriqueciendo intereses de organizaciones que solo tienen un fin politico o personal :(

 

Declaración de los Derechos del Niño

 

Proclamada por la Asamblea General en su resolución 1386 (XIV), de 20 de noviembre de 1959

Principio 1

El niño disfrutará de todos los derechos enunciados en esta Declaración. Estos derechos serán reconocidos a todos los niños sin excepción alguna ni distinción o discriminación por motivos de raza, color, sexo, idioma, religión, opiniones políticas o de otra índole, origen nacional o social, posición económica, nacimiento u otra condición, ya sea del propio niño o de su familia.

Principio 2

El niño gozará de una protección especial y dispondrá de oportunidades y servicios, dispensado todo ello por la ley y por otros medios, para que pueda desarrollarse física, mental, moral, espiritual y socialmente en forma saludable y normal, así como en condiciones de libertad y dignidad. Al promulgar leyes con este fin, la consideración fundamental a que se atenderá será el interés superior del niño.

Principio 3

El niño tiene derecho desde su nacimiento a un nombre y a una nacionalidad.

Principio 4

El niño debe gozar de los beneficios de la seguridad social. Tendrá derecho a crecer y desarrollarse en buena salud; con este fin deberán proporcionarse, tanto a él como a su madre, cuidados especiales, incluso atención prenatal y postnatal. El niño tendrá derecho a disfrutar de alimentación, vivienda, recreo y servicios médicos adecuados.

Principio 5

El niño física o mentalmente impedido o que sufra algún impedimento social debe recibir el tratamiento, la educación y el cuidado especiales que requiere su caso particular.

Principio 6

El niño, para el pleno y armonioso desarrollo de su personalidad, necesita amor y comprensión. Siempre que sea posible, deberá crecer al amparo y bajo la responsabilidad de sus padres y, en todo caso, en un ambiente de afecto y de seguridad moral y material; salvo circunstancias excepcionales, no deberá separarse al niño de corta edad de su madre. La sociedad y las autoridades públicas tendrán la obligación de cuidar especialmente a los niños sin familia o que carezcan de medios adecuados de subsistencia. Para el mantenimiento de los hijos de familias numerosas conviene conceder subsidios estatales o de otra índole.

Principio 7

El niño tiene derecho a recibir educación, que será gratuita y obligatoria por lo menos en las etapas elementales. Se le dará una educación que favorezca su cultura general y le permita, en condiciones de igualdad de oportunidades, desarrollar sus aptitudes y su juicio individual, su sentido de responsabilidad moral y social, y llegar a ser un miembro útil de la sociedad.

El interés superior del niño debe ser el principio rector de quienes tienen la responsabilidad de su educación y orientación; dicha responsabilidad incumbe, en primer término, a sus padres.

 

El niño debe disfrutar plenamente de juegos y recreaciones, los cuales deben estar orientados hacia los fines perseguidos por la educación; la sociedad y las autoridades públicas se esforzarán por promover el goce de este derecho.

 

Principio 8

El niño debe, en todas las circunstancias, figurar entre los primeros que reciban protección y socorro.

Principio 9

El niño debe ser protegido contra toda forma de abandono, crueldad y explotación. No será objeto de ningún tipo de trata.

No deberá permitirse al niño trabajar antes de una edad mínima adecuada; en ningún caso se le dedicará ni se le permitirá que se dedique a ocupación o empleo alguno que pueda perjudicar su salud o su educación o impedir su desarrollo físico, mental o moral.

 

Principio 10

El niño debe ser protegido contra las práticas que puedan fomentar la discriminación racial, religiosa o de cualquier otra índole. Debe ser educado en un espíritu de comprensión, tolerancia, amistad entre los pueblos, paz y fraternidad universal, y con plena conciencia de que debe consagrar sus energías y aptitudes al servicio de sus semejantes.

MENHIRES POR LA PAZ (Manolo Paz)

Esta obra también se denomina Familia de Menhires. Es un grupo escultórico de doce piezas, que representan por sus tamaños, los más altos, al padre y la madre, y los demás más pequeños y variados, a los hijos. A cada uno se le realizó una abertura por la cual se puede ver el mar, la Torre de Hércules, el atardecer... Es una obra habitable, se puede entrar en ella, recorrerla y sentir la energía.

 

Menhirs for peace or Family of menhirs, it is a group of twelve, the tallest respresent the parents, and the smallest, the children. Each one has a hole and you can see the sea, the Hercules Tower or the sunset through it. You can walk among the menhirs and feel the energy.

Collalba Gris

Oenanthe oenanthe 14,5 cm.

 

A primeros de marzo empieza a llegar la Collalba Gris desde sus cuarteles de invierno en África, esparciéndose prácticamente por todo el país. Cuando alcanzan sus lugares de cría, comienza una curiosa danza de cortejo nupcial. En un hoyo somero se enfrentan un macho y una hembra empezando el primero a brincar en el aire con el plumaje esponjado, saltando del hoyo a un borde o de éste al otro en rápido ritmo. Luego se tumba frente a su pareja, las alas y la cola caídas y la cabeza estirada sobre el suelo.

Esta collalba lanza su rechinante y a la vez melodioso canto, bien desde un posadero bajo, o en vuelo danzante, después de un cortejo en tierra, aunque otras veces lo hace cerniéndose en el aire. Cuando se alimenta caza los insectos en el suelo, sacudiendo la cabeza y saltando. También ha sido observada cerniéndose como un cernícalo y picando hacia tierra.

Frecuenta terrenos secos en general, como páramos, dunas, labrantíos, etc. En época de cría el macho es agresivo, no sólo con aves de su misma especie, sino también con otras que considera intrusas en su territorio.

 

Identificación: Ambos sexos tienen obispillo blanco; el macho en verano tiene dorso gris-azulado; auriculares y alas negras; partes inferiores ocráceas; en invierno, dorso, auriculares y alas más pardas; la hembra siempre es similar al macho en invierno.

Nidificación: Anida en eriales ásperos, grietas de rocas, huras de conejo e incluso en latas; nido de hierba y musgo, forrado con pelo y plumas, construido principalmente por la hembra; pone, en abril-junio, 6 huevos azules claro, a veces con puntos pardo-rojizos; incubación, 14 días, en su mayoría por la hembra; los pollos, alimentados por ambos padres, vuelan tras unos 14 días; a veces dos crías.

Alimentación: Principalmente, insectos y larvas; algunos arácnidos, ciempiés y caracoles.

Hábitat: Matorrales y campos baldíos.

 

Dentro do imaginário de cada um de nós, haverá certamente momentos em que sonhamos com locais mágicos que nos transportam no tempo a sítios onde jamais chegaríamos de outra maneira, no entanto, se procurarmos com alguma persistência, verificamos que não precisamos sequer de sonhar ou sair do nosso País para encontrar sítios que em muito se aproximam desses lugares imaginários, e se alguém tiver dúvidas desta afirmação, pois que arrepie caminho e se faça à estrada em direção a marialva e talvez se surpreenda por ainda existirem lugares assim…

 

No topo de um penedo granítico, em posição dominante sobre a vila e a planície cortada pela antiga estrada romana, encontra-se estrategicamente colocado na região fronteiriça do rio Côa um Verdadeiro complexo medieval, as suas raízes mergulham nas brumas do tempo e no passado histórico de Portugal, ligando-se ao trágico destino dos Távora. Não se pode afirmar com certezas absolutas qual a origem do nome de Marialva, mas crê-se que terá sido assim atribuído por Fernando Magno como tributo à Virgem Maria (Maria Alba) visto o culto Mariano ser uma prática comum durante os séculos XI e XII. Embora carecendo de maiores estudos acredita-se que a primitiva ocupação humana deste sítio remonte a um castro dos Aravaros, uma das várias tribos em que se dividiam os Lusitanos (não confundir com Avaros, povo que só viria a surgir na Era Cristã e que nunca pisou solo português). Após a Invasão romana da Península Ibérica, sob o reinado dos imperadores Adriano e Trajano novas obras terão ampliado a povoação que se constituiu numa cidade, denominada nos primeiros séculos da Era Cristã como Civitas Aravorum. Dominando a antiga estrada romana que ligava Celorico da Beira ao Douro, a urbe espraiava-se das fraldas da elevação à planície circundante, conforme o testemunho de restos de construções e da documentação epigráfica resgatada dos trabalhos da arqueologia no subsolo da Devesa.

 

Ocupada sucessivamente por Visigodos (que a denominaram como Castro de São Justo), e por Muçulmanos, a povoação viria a entrar em decadência nos séculos seguintes. À época da Reconquista cristã da península, esta foi tomada aos mouros por Fernando Magno, admitindo-se que já existisse uma fortificação na época. Mais tarde D. Afonso Henriques viria a encontrar a povoação abandonada. Para incentivar o seu repovoamento e defesa, passou-lhe Carta de Foral, garantindo privilégios não só aqueles que por iniciativa régia ali se estabeleciam na ocasião, mas a todos os que assim o fizessem no futuro. Embora esse documento não apresente data, acredita-se que tenha sido passado posteriormente a 1158, admitindo-se a data de 1179. Acredita-se que a primitiva feição de seu castelo remonte a esta fase, a partir da observação das características construtivas do aparelho da muralha e de uma das torres. Na transição para o século XIII, o rei D. Sancho I prosseguiu as obras da edificação do castelo, ampliando-lhe os muros que passaram a envolver a vila. O seu filho e sucessor, D. Afonso II, viria a confirmar-lhe o foral em 1217. Em 1296 D. Dinis partiu de Castelo Rodrigo à invasão de Castela, reivindicando as terras além do Côa, que efetivamente vieram a ser incorporadas a Portugal pelo Tratado de Alcanises em 1297. Nesse contexto, Marialva incluía-se no rol das povoações atendidas por aquele monarca, e assim lhe foi procedida a reconstrução do castelo. Este soberano instituiu, em 1286, a feira mensal de três dias, oferecendo privilégios a quem ali praticasse o comércio, visando o mesmo objetivo de incentivo ao povoamento.

 

À época, a vila já se espalhava extramuros, na direção Norte. Com a crise de 1383-1385, Marialva e o seu castelo tomaram o partido do Mestre de Avis. No século XV, D. Afonso V concedeu-lhe o título de condado tendo D. Vasco Fernandes Coutinho recebido o título de conde de Marialva no ano de 1440. As "Memórias Paroquiais de 1758" referem que, no início do século XVIII, as muralhas, as quatro torres e as quatro portas, se encontravam em perfeito estado. Entretanto, na segunda metade do mesmo século a situação inverteu-se: a tentativa de regicídio contra D. José I em 1758 causou profundas repercussões na vila de Marialva, uma vez que era o seu alcaide à época, o marquês de Távora, um dos principais implicados no atentado. A partir da sentença da família Távora em Lisboa, no ano seguinte, a população da vila começou a abandoná-la, resumindo-se os seus moradores à área extramuros dos arrabaldes a Oeste e da Devesa, no sopé da encosta a Sul hoje o local mais desenvolvido de Marialva. Apenas no final do século XX este conjunto arquitetónico despertou o interesse público, tendo sido classificado como Monumento Nacional através do Decreto de 12 de Setembro de 1978. A formalização de um protocolo entre o IPPC e a Câmara Municipal de Meda em 1986 possibilitou a realização de obras de recuperação e beneficio neste conjunto monumental. A zona urbana compreendida no interior das muralhas foi vítima do tempo e do abandono, mas ainda se podem percorrer os caminhos revestidos a calçada portuguesa, especialmente na zona da Praça, neste espaço podem ainda ser observadas alguns conjuntos de ruínas e outros edifícios mais recentes, destacando-se a antiga casa da Câmara, Tribunal e Cadeia. O pelourinho - possivelmente do século XVI com características manuelinas, ergue-se num plano ligeiramente inclinado e está assente em quatro degraus de fora octogonal. A coluna é de fuste liso e rematada por um capitel em forma de pirâmide invertida, também de secção octogonal. O conjunto é coroado com outra pirâmide octogonal com uma esfera esguia no topo e que é separada da pirâmide inferior por uma pequena coluna central fina e apoios de ferro.

 

As duas igrejas estão assentes numa plataforma horizontal e que são visíveis nesta foto acima, são a Igreja da Misericórdia ou Igreja do Senhor dos Passos - possivelmente do século XVII em estilo maneirista de inspiração clássica. Apresenta uma planta retangular simples e um portal de linhas retas na fachada principal, rematado por um frontão em que se insere um nicho com abóbada em forma de concha, no interior encontra-se um retábulo em talha dourada e policromada que deverá ter sido introduzido no século XVIII.A Igreja de Santiago - edificada em 1585, apresenta características manuelinas e barrocas, constituída por uma nave retangular única de cobertura em abóbada totalmente revestida a talha sem pintura e sacristia anexada. A fachada principal é composta por um portal em arco pleno com remate de linhas entrelaçadas. Há uma lenda em Portugal que fala da Dama Pés de Cabra. Existem várias versões, sendo a original aqui de Marialva, concelho de Mêda, no distrito da Guarda. Até hoje, alguns crêem que se pode ver a Dama Péz de Cabra a vaguear na torre de menagem do castelo que se encontra em ruínas. Dizem mesmo que o nome de Marialva tem origem no nome desta dama muçulmana, que se chamava Maria Alva. A Lenda transmitida de boca em boca ao longo dos séculos e com variações como todas as Lendas, surgiu na tentativa de explicar o nome da terra e como não podia deixar de ser, tem muito a ver com histórias e lendas imaginadas na Idade Media, o Tempo das trevas e dos Castelos…Esta é uma das muitas Lendas e reza assim:

 

A Lenda da Aldeia Histórica de Marialva

 

Reza a lenda que um nobre senhor da Biscaia chamado D. Diogo Lopes era um caçador infatigável, não se importava com o calor, a neve, nem se era de dia ou de noite quando andava a caça. Um dia bem cedinho, esperava ele um porco-montês que estava a ser emboscado numa caçada. Mas então, ao invés de ouvir o porco a aproximar-se ouviu um belo canto, olhou adiante, para um penedo, e viu sentada sobre ele uma formosa dama de uma beleza arrebatadora e sem igual cantando. D. Diogo nem se lembrou mais do porco e correu o mais rápido possível até o penhasco, ai chegado pergunta então à bela dama quem era, ao que esta lhe responde ser tão nobre quanto ele e que o seu nome era Maria Alva. D. Diogo oferece o seu coração à dama, assim como as suas terras e vassalos. Ela pouco interesse mostrou pela oferta, dizendo que ele precisava mais dos seus bens do que ela. D. Diogo pergunta então o que poderia oferecer-lhe para que fosse digno do seu amor. É quando a bela dama lhe diz que a única coisa que precisava fazer para que ela fosse sua seria esquecer-se do sinal da cruz para o resto da sua vida. Caindo em tentação, D. Digo pesou prós e contras, e chegou à conclusão que se fizesse algumas boas ações em nome de Deus, até valia a pena nunca mais se benzer, desde que ficasse com aquela bela senhora.

 

Concordou assim D. Diogo com a sua exigência e levou-a para o seu castelo, mas à noite, quando pôde vislumbrar a formosa dama mais atentamente da cabeça aos pés é que notou que ela tinha os pés como os de uma cabra. Mesmo com esta estranha deficiência, dama e cavaleiro viveram felizes, chegando mesmo a ter dois filhos, Dom Inigo Guerra e Dom Sol. Nesse tempo o Senhor D. Diogo tinha um cão da raça alano, tão destemido quanto ele próprio para as caçadas. Já a sua amada Dama, tinha uma cadela podenga de pelo muito negro. Enquanto o alano estava prostrado sem querer saber de nada, a podenga não parava de pular e só queria brincadeira. D. Diogo, tentando animar o seu cão, deu-lhe um grande osso, mas no final das contas a podenga roubou-lhe o osso e no meio da confusão feriu gravemente o alano. D. Diogo, assustado com o que fizera a cadela, começou a dizer que aquilo era coisa do diabo e fez o sinal da cruz, conforme se benzia, a mulher começou a gritar como se estivesse a arder numa fogueira, com os olhos brilhantes, o rosto enegrecido, a boca retorcida e os cabelos arrepiados! Ao mesmo tempo, começou a levitar, a subir, com a filha segura no braço esquerdo e de mão dada ao menino. D. Diogo entrou em pânico ao ver a cena, e quanto mais a mulher subia pelos ares, mais o seu braço se estendia segurando o menino. D. Diogo agarrou o filho e segurou-o firmemente enquanto a mulher terminava a sua subida e sumia com a menina na imensidão do Céu, assim como a mulher, também a sua cadela sumiu sem deixar rastro.

 

D. Diogo, profundamente triste, passou muito tempo sem saber o que fazer, até que resolveu voltar a lutar contra os mouros. Nesta época, Dom Inigo já era um rapaz, D. Diogo deixou tudo nas mãos do filho e partiu, ficando muito tempo sem dar qualquer notícia do seu paradeiro, era a sua penitência por ter vivido tantos anos com aquela mulher de pés de cabra. Mataria tantos mouros quanto os dias que vivera com ela, e lutaria por tantos anos quantos os anos de Felicidade junto dela, eis quando numa batalha acabou por tornar-se prisioneiro em Toledo. Os seus aliados de guerra faziam trocas de prisioneiros, mas nunca tiveram consigo um mouro de tão grande nobreza como D. Diogo, nunca conseguindo assim prisioneiros suficientes para a troca. Sem saber como poderia ajudar o seu pai, Dom Inigo decidiu procurar a sua mãe, que se tornara uma fada para a maioria dos habitantes da aldeia, segundo outros, uma alma penada. A Dama dos Pés de Cabra aceitou ajudar o seu filho, dando-lhe um onagro, espécie de cavalo selvagem, que o levou a Toledo. Quando chegaram, o cavalo abriu a porta da cela com um coice e pai e filho cavalgaram em fuga durante longas horas, mas no decorrer do caminho viram um cruzeiro de pedra que fez o cavalo parar.

 

A voz da Dama dos pés de Cabra indicou ao cavalo para este evitar a cruz, D. Diogo depois de tantos anos e sem saber da aliança do filho com a sua mãe, benzeu-se ao ouvir a voz da sua amada, tal gesto fez com que o onagro o cuspisse da sua cela e do nada a Terra começou a tremer, uma fenda abriu-se e era possível ver o fogo do inferno que engoliu o animal. Com o susto, pai e filho desmaiaram. Depois de recolhidos pelos seus vassalos e ao chegar às suas terras D. Diogo penalizou-se, indo todos os dias à missa e confessando-se todas as semanas. Mas não viveu muito mais tempo, fosse pela idade ou por a sua consciência, não se sabe ao certo, o que se sabe é que passados apenas alguns anos, D. Diogo faleceu, deixando o título de Senhor de Biscaia para o seu filho Inigo. Já D. Inigo, depois do resgate do pai, nunca mais entrou numa igreja. Ninguém sabe qual foi o acordo que fez com a sua mãe para conseguir resgatar o seu pai, mas entrar em igrejas la isso não entrou mais. Muito se disse sobre isto, inclusive que fizera um pacto com o Diabo. E para acrescentar a esta desconfiança das pessoas, D. Inigo, desde então, tornara-se imbatível, nunca mais perdendo uma batalha.

 

Diz-se ainda que a terra tomou o nome da linda Princesa que se tornou senhora de D. Diogo e mais tarde uma fada encantada mas que para muitos, mais não era que uma alma penada, de seu nome, Maria Alva: MARIALVA…

  

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Para ellos los padres y por supuesto para ellas y ellos en el día de San José.

 

Platycapnos spicata es una planta de la familia de la papaveráceas.

Herbácea anual de tallos erectos y glaucos, que pueden legar a medir 40 cm. Las hojas, divididas dos veces, quedan convertidas en segementos paralelos que hacia el final de la hoja llegan a ser filiformes. Inflorescencia en racimos muy apretados que contienen hasta 60 flores. Estas son de color rosado o blanquecino, si bien el extremo de los pétalos puede estar teñido de rojo, sobre todo tras las fecundación. Los dos pétalos más internos están soldados hacia el ápice. Sépalos coloreados igual que los pétalos. El fruto es aplanado, con el margen engrosado y una sola semilla, también plana, de color marrón oscuro y con estrías concéntricas. Florece en primavera.

Santa Lucía (Siracusa (Sicilia), ¿283 - 304?) es una mártir de la Iglesia Católica.

Nacida en Siracusa, entonces ciudad de la provicia romana de Sicilia, de acuerdo con la tradición Lucía era de padres nobles y ricos, y fue educada en la fe cristiana. Perdió a su padre durante la niñez, consagró su vida a Dios e hizo un voto de virginidad. Su madre, que estaba enferma, la comprometió a casarse con un joven pagano y ella, para librarse de ese compromiso, la persuadió para que fuese a rezar a la tumba de Águeda de Catania a fin de curar sus heridas. Su madre se curó y Lucía le pidió que abandonara el compromiso, le dejara consagrar su vida a Dios y donara su fortuna a los más pobres. Su madre, de nombre Eutiquía, accedió. Pero su pretendiente la acusó ante el procónsul Pascacio debido a que era cristiana, en tiempos del emperador Diocleciano.

 

Se le sometió a un juicio, durante el cual se intentó que abandonara la fe cristiana y adorara a los dioses paganos, pero Lucía no accedió, por lo que fue decapitada.

Es la patrona de la vista debido a una leyenda en la Edad Media que decía que, cuando Lucía estaba en el tribunal, ordenaron a los guardias que le sacaran los ojos, pero ella siguió viendo. También es patrona de los pobres, los ciegos, de los niños enfermos y de las ciudades de Siracusa, Venecia y de Pedro del Monte. También es patrona de los campesinos, electricistas, choferes, afiladores, cortadores, cristaleros y escritores.

Durante la Edad Media, debido al retraso acumulado por el Calendario Juliano, la festividad de Lucía coincidía con el solsticio de invierno y, por tanto, el día más corto del año. El nombre de la santa, que significa la que porta luz y la fecha en que se conmemoraba su martirio, explicarían el origen de esa leyenda posterior sobre sus ojos.

 

Día de conmemoración

 

Desde tiempos inmemorables se ha tenido a Santa Lucía como patrona de Ciegos y abogada de problemas de la vista. Sus devotos como agradecimiento de curaciones le ofrecen como exvoto ojos de oro o plata. Las iglesias católica, ortodoxa y luteranas escandinavas celebran su fiesta el día 13 de diciembre.

  

Iconografía

 

Se le representa normalmente con una espada que le atraviesa el cuello, una palma, un libro, una lámpara de aceite y en ocasiones también con dos ojos en un platón.

 

Veneración de sus restos

 

Según la leyenda, el cuerpo de Lucía, mártir siracusana (13-12-304), conservado intacto hasta nuestros días, después de haber sido cedido a Constantinopla (1040) fue nuevamente traído a Italia durante la cuarta cruzada. Desde hace más de siete siglos, Venecia lo guarda celosamente. En 1955, por expreso deseo del Patriarca Cardenal Roncalli (futuro Juan XXIII), el rostro de la santa fue cubierto con una máscara de plata.

El sarcófago de cristal expuesto bajo el altar, se encuentra en la Iglesia de los Santos Geremias y Lucia. En muchos mapas y planos de Venecia, la Iglesia figura sólo con el nombre de San Geremia, en la plaza del mismo nombre. Los restos de la santa fueron trasladados a esta iglesia en 1861, cuando la dedicada a ella fue demolida para construir la estacion del metro, que lleva por ello su mismo nombre y su velación fue en San Vicente de Paul de Faseras

 

Fiesta de Santa Lucía en Suecia

 

Debido a una fiesta cuyos orígenes se remontan a la edad media, iniciada en los siglo XVIs y XVII en Suecia (y en partes de Finlandia), al comienzo de la temporada de adviento se comenzó a celebrar formalmente en Estocolmo una fiesta, en la que se come y bebe. Hoy en día, en la mañana del 13 de diciembre, los niñas se visten de "Lucia" (llevando un vestido blanco largo y una corona de siete velas en la cabeza) y los niños de "stjärngossar" ("chicos con estrellas", debido al sombrero puntiagudo decorado con estrellas que usan). Luego hornean en la familia pastelitos (llamados "lussekatter", "gatos de Lucía" y decorados a veces con forma de ojos) y se los come luego de cantar canciones tradicionales. Se presentan también a los maestros de escuela, jueces y políticos de la región para desearles suerte y que sean justos en sus labores. Una chica en particular es elegida como "Reina de Lucia de Suecia" (Sveriges Lucia) y se la corona el 13 de diciembre en Skansen.

 

Bibliografía

 

Ottavio Garana: Santa Lucia di Siracusa. Siracusa, 1955

Sigebert von Gembloux: Acta Sanctae Luciae, ed. Tino Licht, Heidelberg 2008 (=Editiones Heidelbergenses 34), ISBN 978-3-8253-5368-1

Maria-Barbara von Stritzky: Lexikon der Heiligen und der Heiligenverehrung. 2. Band. Herder, Freiburg i. B. 2003, ISBN 3-451-28190-2

Otto Wimmer, Hartmann Melzer, Josef Gelmi (Bearb.): Lexikon der Namen und Heiligen. Nikol, Hamburg 2002, ISBN 3-933203-63-5

 

www.campaners.com/santallucia/index.php

 

es.wikipedia.org/wiki/Luc%C3%ADa_de_Siracusa

 

Gracias a la intervención de Antonio Marín Segovia, secretario de Cercle Obert de Benicalap, entre otras personas y entidades, la Dirección General de Patrimonio Cultural Valenciano ha empezado las obras de emergencia para evitar que la hermosa y recoleta ermita de nuestra Santa Lucía pueda seguir manteniendo su esplendor y ofrecer su cobijo a los fieles y amantes de nuestra memoria histórica-artística.

  

A Santa Lucía se le hunde su ermita

 

Las vibraciones del paso del metro figuran entre las causas de la caída de la techumbre

    

El conjunto de la ermita de Santa Lucía de Valencia, que incluye la iglesia y la casa de la cofradía, se encuentra en un estado alarmante agravado por un desplazamiento lateral de los muros de carga que se ha detectado en las últimas semanas y amenaza con provocar hundimientos del tejado central.

El presidente de la Cofradía de Santa Lucía, Francesc Llop, manifestó ayer que se ha registrado ya el hundimiento parcial del tejado de la iglesia en más de un palmo que afecta a una superficie de 20 metros cuadrados de su cubierta. El templo, cuya primera construcción data del siglo XV, necesita una actuación urgente y deberá cerrar al culto si no se actúa a tiempo, según informaciones recogidas por la agencia AVAN.

Ante esta situación, ayer comenzaron las primeras catas en el edificio, para apuntalar las zonas más débiles, a la espera de las correspondientes licencias municipales. No obstante, no existen peligros o riesgos inmediatos para los fieles por lo que la ermita continuará abierta.

Entre otras causas del desplazamiento lateral de los muros de carga el presidente de la cofradía cita "la desaparición de los edificios que rodeaban la ermita, y que fueron demolidos con el viejo Hospital General, las filtraciones producidas por los jardines que rodean al inmueble así como las continuas vibraciones producidas por el metro, que pasa a escasa distancia de la ermita", ha precisado.

"En 2003, se decidió pintar el templo, para convertirlo en un lugar luminoso, propio de su titular", según Llop, que ha añadido que "el importe de dicha actuación, que superó los 60.000 euros, lo asumió la cofradía, gracias a la generosidad constante y repetida de sus cofrades".

Tras registrar la ermita graves deterioros, la cofradía encargó al arquitecto Salvador Vila un proyecto de restauración en 1998. El proyecto ha sido modificado y adaptado a las necesidades urgentes de conservación de los inmuebles. El importe de estas obras de emergencia ronda los 450.000 euros aunque el presupuesto anual de la cofradía sobre unos 30.000 euros . La Generalitat lo autorizó como proyecto de emergencia en 2008 pero la licencia de obras se está demorando por la ubicación de los árboles, de unos 40 años, que rodean el templo.

   

LEVANTE - EMV

Levante-El Mercantil Valenciano (02-06-2009)

Esta fotografía –¿pueden creerlo?– es la única que de mi infancia se conserva en el álbum familiar, infestado, sin embargo, de empalagosos testimonios –no pienso exhibir aquí ni uno solo más– de los primeros años de las gemelas.

 

En la foto, como verán, no aparezco en brazos de mamá sino de tata Bora, con ese viejo batín de paño azul, mugriento y lleno de bolitas, en el que se iba acumulando la sustancia de su persona y que constituía el sempiterno uniforme que solo en ocasiones muy especiales consentía en mudar por una indumentaria algo más vistosa. La tolerancia de mis padres –tan mirados en lo tocante a las apariencias– respecto a la vestimenta de su criada solo puede explicarse desde el conocimiento por ésta de algún secreto familiar inconfesable que le otorgara indulgencia plenaria. Pues bien, al socaire de aquel paño azulón de fragancias complejas y ambiente de zulo clandestino se fraguó mi temperamento. Retorcido, al decir de los simples.

 

¿Infancia feliz? ¿desdichada? Tonterías. La infancia es un tejido hecho de retales mal hilvanados, en el que la felicidad y la desolación se suceden de un instante a otro sin solución de continuidad. La ventaja es que el niño –tanto más cuanto más niño– carece de pasado (y por tanto de remordimientos) y de conciencia del futuro (y por tanto de la ansiedad de la incerteza). Privilegio de niños y de imbéciles profundos es el carpe diem más radical, lo cual no implica, en modo alguno, la felicidad: sencillamente uno es tan dichoso o desgraciado como lo sea el momento que vive. Considero pues mi fallido intento de fratricidio de las gemelas neonatas (www.flickr.com/photos/morasio/9197805443/) y el consiguiente guantazo de mamá, como el final de mi infancia, pues ese acontecimiento se instalaría en mi memoria de forma indeleble fijando un pasado, un hito "a partir del cual", y abriendo en mi futuro un horizonte de venganza. O sea que dejé de ser niño el día que cumplí los dos años de edad.

 

Mis primeros anhelos profesionales se concretaron en una prematura vocación de portero de finca urbana, pues en los entorchados del uniforme de Fermín, nuestro conserje, personalizaba yo la potestad de impedir a las gemelas subir en el ascensor o calentar su entrepierna deslizándose por la barandilla del zaguán. Se iban a enterar las muy zorras.

 

Pero el prestigio de mi ídolo quedó fulminado cuando una mañana lo descubrí en la escalera, con guardapolvo y mocho, aguantando cabizbajo la bronca de doña Concha, la gorda del entresuelo. El desengaño actuó de catalizador de mi maduración personal y, tras unos días de zozobra y otros de meditación, me convencí de que el verdadero poder se hallaba en el dinero y adopté la firme decisión de convertirme en cajero de supermercado. La reputación del oficio también decayó con la edad y, por una u otra razón, orienté mi porvenir, sucesivamente, hacia el comercio de ortopedia, las pompas fúnebres, la fabricación de chapitas de latón para el marcaje de embutidos, el despacho ambulante de regaliz y la procuraduría de tribunales. Finalmente, a los seis años y medio, con ocasión de una visita familiar a la notaría tras el óbito del abuelo, quedé tan deslumbrado por los oropeles de la escribanía y el tufo de dignidad que emanaba de su titular, que decidí de forma irrevocable que algún día había de ocupar la poltrona de D. Lauro: yo sería notario.

 

Pero el tesón y la constancia no son precisamente mis más destacadas virtudes, y al conocer los hercúleos esfuerzos de voluntad que se requerían para concurrir a las oposiciones con un mínimo de posibilidades, resolví desistir y encaminar mi persona, ya sin más distracciones, hacia mi verdadero destino en lo universal: el arte. Contaba ya para entonces casi ocho años de edad y el próspero negocio de bolsas iniciado por el cabrón del bisabuelo (www.flickr.com/photos/morasio/8887352320/) me permitía augurar un brillante futuro como rentista, garante a su vez, de la libertad de creación que todo verdadero artista requiere. Y aquí me tienen hoy : artista.

 

El hecho de que tantos años después de tomada aquella decisión mi arte no se haya materializado todavía en obra alguna no desmerece en modo alguno mi condición : esperen y verán.

 

Significa mucho para mí , para mi familia.

En ella , mi madre de niña , restablecia su salud y mi padre nos fascinaba contando nostálgicas aventuras de pescadores y buenos nadadores . En una playa contigüa , hay una cueva misteriosa que dá cobijo a una xana y dicen que aparece en noches de luna...

 

Jilgueros de la variedad "Parva" que es la que con más frecuencia habita la peninsula, a la izquierda la hembra, en el centro uno de los pollos ya creciditos y a la derecha el padre de la criatura...

Ilustración digital, 40 x 20 cns tiene el original.

 

www.angelfebrero.blogspot.com

Orden:Paseriformes

Familia:Fringilidae

Especie:Carduelis carduelis

Nombre comun:Jilguero, Colorin, Cardenera

Frances: Chardonneret elegant.

Italiano:Cardellino

Lugar de Captura: Villareal de San Carlos, Monfrague, Extremadura,Espana

Por: Cimarron mayor Panta.

 

COLORIN COLORADO ESTE CUENTO SE HA ACABADO!!

Hace justamente un ano descubri la existencia de esta hermosa avecilla en Extremadura. Lamentablemente la descubri muy tarde y en los dias previos en que tenia que partir! No niego que esta avecilla me dejo con el coco "divoriao" . Mi mayor frustracion fue no haberla logrado, pues aunque es debil por los cardos, ellos me veian y se me desaparecian. Esto se constituyo en un juego del gato contra el raton y no hay dudas que me vencieron en esa ocasion.

Ya habia olvidado mi derrota, hasta ver unas imagenes de mi amigo y maestro Jose Angel Rodriguez a quien va dedicada esta serie! Al ver sus hermosas imagenes la herida se me abrio y recuerdo que le dije.... Yo espero hacer venganza contra esta especie maestro!!

Asi que desde que llegue a Monfrague mi vista se dirigio a los cardos en busca de los colorines!

Creo que me he extralimitado en la venganza jajaja. En este momento puedo decirles a todos que pidan por su boca, pues debo tener unas 4,000 fotos de estos Carduelis.

Los fotografie todos los dias antes de desayunar y con ellos cerraba mi dia bajo la luz dorada a las 9 de la noche!

Adultos, juveniles, familias completas empezando a volar,padres alimentando a las crias boca a boca donde se puede apreciar hasta la saliva mezclada con las semillas de los cardos.Esta especie no me debe nada y por fin he saldado mi cuenta con ellos!

Esta serie de 6 fotos fueron escogidas de uno de los gratos momentos que pase con ellos y es posible que tenga mejores fotos de esta especie, pero decidi mostrar esta serie en accion, pues representan mi vuelo hacia Temecula, California el Domingo proximo!

 

Asi que estare ausente por unos dias.

Un gran fin de semana para todos y luego mostrare los retratos de los padres y los hijos colgando como expertos malabaristas de los cardos extremenos!!

 

Un abrazo de Cimarron mayor Panta.

     

Según parece fui yo quien rompió las hostilidades cuando el día de mi segundo cumpleaños entré en la alcoba de mis padres y estrené el revolver que me acababan de regalar vaciando el tambor –pum,pum,pum...– sobre las gemelas recién nacidas que yacían en la cama de matrimonio a ambos lados de mamá. Menudo fiasco : aquello no servía ni para matar a esas dos pequeñas arpías que habían llegado para arrebatarme el amor de mi madre, así que no me quedó más remedio que dejar a un lado las sofisticaciones armamentísticas, encaramarme a la cama y emprenderla a culatazo limpio con las intrusas. Mamá, que aún convalecía del complicado parto doble, comenzó a gritar como una perturbada a la vez que me apeaba de la cama de un guantazo. Para cuando llegaron los refuerzos yo me hallaba, incrédulo, en el suelo. Aquello me escoció en la cara, sí, pero sobre todo escoció en mi alma infantil que no pudiendo creer que ella hubiera tomado partido por el enemigo, quedó definitivamente perpleja. El rencor por aquella traición me impulsó a asilarme bajo las faldas de la tata Bora. En el cálido microclima imperante bajo aquel toldo de prolija estratificación –delantal, falda, enaguas, faja, medias, bragas...– y fragancias inefables en el que pasé buena parte de mi infancia, se fraguó mi carácter introvertido y retorcido, así como una compulsiva inclinación onanista, según diagnóstico del ínclito Carl Salvador Friod y Rodriguez, doctor en psiquiatría.

Cuando por edad y tamaño hube de abandonar el confort de aquel aromático refajo la cosa ya era irreversible: las gemelas habían triunfado en nuestra particular guerra cainita y, lejos de mostrarse magnánimas con el vencido, no perdían ocasión de ensañarse con él, o sea conmigo, en la forma más vil que tal agresión puede adoptar: la de la benevolente compasión. ¡Hipócritas! ¿acaso creeis que podeis engañarme con vuestra falsa misericordia? En cada uno de sus gestos bondadosos yo descubría la verdad de su desprecio, y mi odio crecía. ¡Con que humillante indulgencia me invitaban a acompañarlas en sus paseos diarios con mamá por los jardines de nuestra casa solariega! Yo, por supuesto, declinaba la invitación y rabiaba y clamaba venganza al oír sus risas en las que intuía burlas hacia mí.

En el colmo de la crueldad, conocedoras de mi devoción por ella y con el espurio pretexto de levantarme el ánimo, invitaron a casa a la prima Romina (www.flickr.com/photos/morasio/8970530528/in/photostream/) precisamente en uno de mis momentos más bajos. Pero yo, que sabía que detrás de aquello lo que realmente se escondía era el deseo de humillarme, de mostrarle a la prima mi condición abyecta, evité la visita –ahora puedo confesarlo– pegándole fuego a la habitación de invitados y, de paso, a toda esa ala de nuestra mansión, donde las nenas tenían su cuarto de juegos con todas aquellas ridículas casitas de muñecas que tanto apreciaban. ¡Cómo lloraban las muy cerdas!

La concatenación de causas y efectos acabaría dibujando un bucle que se iba a resolver en el mismo punto donde empezó, o sea en mi frustración: así, mi vergonzoso estado de ánimo me llevó a evitar la visita de la prima provocando el incendio que daría lugar al llanto de las gemelas por sus juguetes quemados; la consecuencia inmediata de esas lágrimas fue una exaltación de mi espíritu que a su vez derivaría en el deseo vehemente –ahora sí– de ver a Romina, de que viniera a estar conmigo en la confianza de que mi optimismo habría de conquistarla; pero claro, la cosa no pudo ser pues con media casa chamuscada mis padres decretaron que aquel no era momento de recibir visitas, provocando de nuevo mi desdicha. Lo que el fuego te da, el fuego te lo quita y yo, como siempre, jodido.

 

–Ve usted, doctor Friod y Rodriguez, ¿qué quiere si toda mi vida ha discurrido entre el acecho de mis enemigos, las trampas de mis allegados, sus deslealtades..., la traición de mamá, el ninguneo del bisabuelo, la humillante indulgencia fraternal de las gemelas, el desdén de Romina…? ¿qué podía resultar de todo eso? Sólo tata Bora me dio su amor incondicional. Algunas noches sueño que sigo bajo sus faldones, aunque ahora, cuando miro hacia arriba ya no veo nada, ni faja, ni ligas, ni bragas, solo un agujero oscuro y acogedor en su entrepierna que me llama dulcemente invitándome a entrar. Allí es donde quiero ir, donde quiero estar, y empiezo a ascender, muy poco a poco, como succionado en una especie de parto inverso…, voy entrando… y, de repente, mi cabeza queda aprisionada en el tubo, ¡ostia, estoy atascado!, mis pies patalean en el vacío… ¡Socooorrooo!

  

Santa Lucía (Siracusa (Sicilia), ¿283 - 304?) es una mártir de la Iglesia Católica.

Nacida en Siracusa, entonces ciudad de la provicia romana de Sicilia, de acuerdo con la tradición Lucía era de padres nobles y ricos, y fue educada en la fe cristiana. Perdió a su padre durante la niñez, consagró su vida a Dios e hizo un voto de virginidad. Su madre, que estaba enferma, la comprometió a casarse con un joven pagano y ella, para librarse de ese compromiso, la persuadió para que fuese a rezar a la tumba de Águeda de Catania a fin de curar sus heridas. Su madre se curó y Lucía le pidió que abandonara el compromiso, le dejara consagrar su vida a Dios y donara su fortuna a los más pobres. Su madre, de nombre Eutiquía, accedió. Pero su pretendiente la acusó ante el procónsul Pascacio debido a que era cristiana, en tiempos del emperador Diocleciano.

 

Se le sometió a un juicio, durante el cual se intentó que abandonara la fe cristiana y adorara a los dioses paganos, pero Lucía no accedió, por lo que fue decapitada.

Es la patrona de la vista debido a una leyenda en la Edad Media que decía que, cuando Lucía estaba en el tribunal, ordenaron a los guardias que le sacaran los ojos, pero ella siguió viendo. También es patrona de los pobres, los ciegos, de los niños enfermos y de las ciudades de Siracusa, Venecia y de Pedro del Monte. También es patrona de los campesinos, electricistas, choferes, afiladores, cortadores, cristaleros y escritores.

Durante la Edad Media, debido al retraso acumulado por el Calendario Juliano, la festividad de Lucía coincidía con el solsticio de invierno y, por tanto, el día más corto del año. El nombre de la santa, que significa la que porta luz y la fecha en que se conmemoraba su martirio, explicarían el origen de esa leyenda posterior sobre sus ojos.

 

Día de conmemoración

 

Desde tiempos inmemorables se ha tenido a Santa Lucía como patrona de Ciegos y abogada de problemas de la vista. Sus devotos como agradecimiento de curaciones le ofrecen como exvoto ojos de oro o plata. Las iglesias católica, ortodoxa y luteranas escandinavas celebran su fiesta el día 13 de diciembre.

  

Iconografía

 

Se le representa normalmente con una espada que le atraviesa el cuello, una palma, un libro, una lámpara de aceite y en ocasiones también con dos ojos en un platón.

 

Veneración de sus restos

 

Según la leyenda, el cuerpo de Lucía, mártir siracusana (13-12-304), conservado intacto hasta nuestros días, después de haber sido cedido a Constantinopla (1040) fue nuevamente traído a Italia durante la cuarta cruzada. Desde hace más de siete siglos, Venecia lo guarda celosamente. En 1955, por expreso deseo del Patriarca Cardenal Roncalli (futuro Juan XXIII), el rostro de la santa fue cubierto con una máscara de plata.

El sarcófago de cristal expuesto bajo el altar, se encuentra en la Iglesia de los Santos Geremias y Lucia. En muchos mapas y planos de Venecia, la Iglesia figura sólo con el nombre de San Geremia, en la plaza del mismo nombre. Los restos de la santa fueron trasladados a esta iglesia en 1861, cuando la dedicada a ella fue demolida para construir la estacion del metro, que lleva por ello su mismo nombre y su velación fue en San Vicente de Paul de Faseras

 

Fiesta de Santa Lucía en Suecia

 

Debido a una fiesta cuyos orígenes se remontan a la edad media, iniciada en los siglo XVIs y XVII en Suecia (y en partes de Finlandia), al comienzo de la temporada de adviento se comenzó a celebrar formalmente en Estocolmo una fiesta, en la que se come y bebe. Hoy en día, en la mañana del 13 de diciembre, los niñas se visten de "Lucia" (llevando un vestido blanco largo y una corona de siete velas en la cabeza) y los niños de "stjärngossar" ("chicos con estrellas", debido al sombrero puntiagudo decorado con estrellas que usan). Luego hornean en la familia pastelitos (llamados "lussekatter", "gatos de Lucía" y decorados a veces con forma de ojos) y se los come luego de cantar canciones tradicionales. Se presentan también a los maestros de escuela, jueces y políticos de la región para desearles suerte y que sean justos en sus labores. Una chica en particular es elegida como "Reina de Lucia de Suecia" (Sveriges Lucia) y se la corona el 13 de diciembre en Skansen.

 

Bibliografía

 

Ottavio Garana: Santa Lucia di Siracusa. Siracusa, 1955

Sigebert von Gembloux: Acta Sanctae Luciae, ed. Tino Licht, Heidelberg 2008 (=Editiones Heidelbergenses 34), ISBN 978-3-8253-5368-1

Maria-Barbara von Stritzky: Lexikon der Heiligen und der Heiligenverehrung. 2. Band. Herder, Freiburg i. B. 2003, ISBN 3-451-28190-2

Otto Wimmer, Hartmann Melzer, Josef Gelmi (Bearb.): Lexikon der Namen und Heiligen. Nikol, Hamburg 2002, ISBN 3-933203-63-5

 

www.campaners.com/santallucia/index.php

 

es.wikipedia.org/wiki/Luc%C3%ADa_de_Siracusa

 

Gracias a la intervención de Antonio Marín Segovia, secretario de Cercle Obert de Benicalap, entre otras personas y entidades, la Dirección General de Patrimonio Cultural Valenciano ha empezado las obras de emergencia para evitar que la hermosa y recoleta ermita de nuestra Santa Lucía pueda seguir manteniendo su esplendor y ofrecer su cobijo a los fieles y amantes de nuestra memoria histórica-artística.

  

A Santa Lucía se le hunde su ermita

 

Las vibraciones del paso del metro figuran entre las causas de la caída de la techumbre

    

El conjunto de la ermita de Santa Lucía de Valencia, que incluye la iglesia y la casa de la cofradía, se encuentra en un estado alarmante agravado por un desplazamiento lateral de los muros de carga que se ha detectado en las últimas semanas y amenaza con provocar hundimientos del tejado central.

El presidente de la Cofradía de Santa Lucía, Francesc Llop, manifestó ayer que se ha registrado ya el hundimiento parcial del tejado de la iglesia en más de un palmo que afecta a una superficie de 20 metros cuadrados de su cubierta. El templo, cuya primera construcción data del siglo XV, necesita una actuación urgente y deberá cerrar al culto si no se actúa a tiempo, según informaciones recogidas por la agencia AVAN.

Ante esta situación, ayer comenzaron las primeras catas en el edificio, para apuntalar las zonas más débiles, a la espera de las correspondientes licencias municipales. No obstante, no existen peligros o riesgos inmediatos para los fieles por lo que la ermita continuará abierta.

Entre otras causas del desplazamiento lateral de los muros de carga el presidente de la cofradía cita "la desaparición de los edificios que rodeaban la ermita, y que fueron demolidos con el viejo Hospital General, las filtraciones producidas por los jardines que rodean al inmueble así como las continuas vibraciones producidas por el metro, que pasa a escasa distancia de la ermita", ha precisado.

"En 2003, se decidió pintar el templo, para convertirlo en un lugar luminoso, propio de su titular", según Llop, que ha añadido que "el importe de dicha actuación, que superó los 60.000 euros, lo asumió la cofradía, gracias a la generosidad constante y repetida de sus cofrades".

Tras registrar la ermita graves deterioros, la cofradía encargó al arquitecto Salvador Vila un proyecto de restauración en 1998. El proyecto ha sido modificado y adaptado a las necesidades urgentes de conservación de los inmuebles. El importe de estas obras de emergencia ronda los 450.000 euros aunque el presupuesto anual de la cofradía sobre unos 30.000 euros . La Generalitat lo autorizó como proyecto de emergencia en 2008 pero la licencia de obras se está demorando por la ubicación de los árboles, de unos 40 años, que rodean el templo.

   

LEVANTE - EMV

Levante-El Mercantil Valenciano (02-06-2009)

Villa Ortiz (Estación Coronel Mom) (más conocido como Coronel Mom, o simplemente Mom) es una localidad del Partido de Alberti, Provincia de Buenos Aires, Argentina. Cuenta con 815 habitantes (INDEC, 2010), lo que representa un descenso del 5% frente a los 857 habitantes (INDEC, 2001) del censo anterior.

Coronel Mom es una estación ferroviaria del Ferrocarril Domingo Faustino Sarmiento de la Red Ferroviaria Argentina, en el ramal que une las estaciones de Suipacha y Bayauca. o presta servicios de pasajeros. Sus vías están a cargos de la empresa Trenes Argentinos Cargas,sin embargo las vías se encuentran sin uso y en estado de abandono.

 

Recibía los servicios provenientes de Once con destino a Lincoln, General Villegas y Realicó. No posee servicios de pasajeros desde 1994.

 

El tren que transformaba lo cotidiano en mágico

 

Por Alberto Jesús González

DNI 23.215.534

Coronel Mom, provincia de Buenos Aires

Como tantos, mi pueblo surgió a la vera del ferrocarril y por consecuencia directa del paso del mismo. Corría el año 1907 y el ramal, que luego recibió el nombre de Domingo Faustino Sarmiento, comenzaba a extenderse desde Capital Federal hacia el oeste de la provincia de Buenos Aires y al establecerse la estación, que años más tarde se iba a llamar Coronel Mom, un puñado de casas comenzaron a levantarse alrededor de la misma.

Esta puede ser la historia de innumerables poblados de todo el país, que al igual que mi pueblo, Villa Ortiz .en honor a Alberto Ortiz, propietario de las tierras donde se erigió el mismo., se conformaron a partir del paso del primer tren. Y fue tanta la importancia del tren como motor de vida para las pequeñas poblaciones que Villa Ortiz, también como muchos pueblos del interior, es en realidad, mucho más conocido en la zona, la provincia y por que no el país, con el nombre de Coronel Mom, precisamente la denominación de su estación ferroviaria.

Resulta casi imposible de imaginar lo que los primeros trenes, allá por principios del siglo pasado, provocaban en las sensaciones o sentimientos de la gente. Enormes moles de hierro y humo que con sus sonidos hacían temblar la tierra y seguramente a más de algún desprevenido espectador.

Sí, espectador, porque durante tantísimos años el tren, el simple hecho de observar su paso, era una de las citas obligadas de mis abuelos, por no decir una de las pocas diversiones que podía entregarles un pueblo demasiado pequeño para tantas cosas.

Y esta sencilla acción que puede parecer no implicar muchos matices a su alrededor, tiene en cambio una o varias explicaciones.

No se trataba pura y exclusivamente de una diversión, más allá de que sí lo era, sino que el tren arribaba los viernes por la noche, procedente de Buenos Aires, y volvía a pasar los domingos por la tarde retornando hacía la capital de nuestro país. Lo cual significaba que irremediablemente los viernes llegaban familiares o amigos para disfrutar durante todo el fin de semana de la tranquilidad que podía ofrecerles este pueblo.

Todos, esa gran parte de los habitantes de Villa Ortiz, que concurrían cada viernes y cada domingo a la estación de trenes, vestían sus mejores ropas, porque se trataba indudablemente de un gran acontecimiento social.

También, debo narrarles, que los motivos y los fines que movían a cada segmento de la población a concurrir a observar la llegada del ferrocarril no eran los mismos, más allá, insisto, de que era un denominador común para todos el tomarlo como una diversión.

Por lo tanto, para las señoras mayores, que son un poco más proclives a los comentarios, se trataba de ir para enterarse y ver qué familias recibían visitas. Por su parte, los señores mayores iban para acompañar a sus esposas, pero más de una vez veían descender del tren a alguna novia de su juventud o a aquel amigo que tantos años hacía que había abandonado el pueblo, obviamente, una u otra situación provocaba un sentimiento de nostalgia irrefutable en ellos.

Y los jóvenes, los que no pasaban los veinte y algo de años, concurrían porque si llegaban parientes de alguna de las familias de la localidad, seguramente también lo hacía alguna bella chica que tal vez, a la vuelta de la vida y después de algún guiño del destino, podía ser la futura madre de sus hijos. Cuántas parejas se formaron ciertamente a partir del flechazo de esa primera mirada que se dio en el andén de la estación.

Pero la otra cara de la moneda, para muchos, era el tren del domingo porque se trataba de esa maldita máquina que llegaba para llevarse, y quién sabe hasta cuando, a la novia, o al novio, o a algún nieto, o en fin, a un ser querido que iba a extrañarse bastante.

Pero así como el progreso trajo innumerables factores positivos también impuso algunos que fueron lo contrario. Cada vez hubo mejores caminos y rutas, además de vehículos cada vez más sofisticados, por lo tanto, el viajar en tren pasó a ser algo demasiado lento y hasta incómodo, y como consecuencia, poco rentable para las empresas ferroviarias.

Y así llegó ese nefasto día en que pasó por la localidad el último tren de pasajeros. Un día que seguramente nuestros abuelos nunca imaginaron que llegaría; cómo podían hacerlo si el ferrocarril era todo o casi todo para muchos de ellos.

Pero llegó y cuando el último tren dejó la estación y comenzó a marcharse fue como que con él también se marchó una parte grande, importante y en cierto modo legendaria de la historia pasada del pueblo. Tal vez suene demasiado exagerado pero el último tren casi firmó la partida de defunción de este pueblo, es que luego en forma lenta pero inexorable los habitantes fueron siendo cada vez menos.

En mi caso, sólo llegué a vivir los últimos años de este medio de transporte que tan ligado está al desarrollo de innumerables pueblos del interior del país. De todos modos, me atrevo a afirmar que el tren de pasajeros le daba otra vida a mi Villa Ortiz, por eso cada vez que hago referencia al tema es imposible que no me invada la nostalgia y se me escape alguna que otra lágrima, fundamentalmente por mis padres y mis abuelos, ya que fueron ellos los que tras la partida del último tren tuvieron que aceptar con resignación que sus hijos comenzaran a marcharse en búsqueda de un futuro mejor…

 

Publicado por editor el Jueves 31 de Agosto de 2006

Un padre de familia acompaña y apoya a sus dos hijas en la fiesta de disfraces del Fancon. (Que daría por tener un padre así, pero papa nunca tuvo tiempo para mí… Yo no era importante)

Padres e hijos... de las uniones más poderosas que existen

Un poco de historia

Junto con el Palacio del Mexuar y el de Comares, forman la llamada Casa Real. Este Palacio es donde hacían vida privada el rey y su familia, como lo indica la ausencia de ventanas hacia el exterior y jardín interior, propio de la idea árabe de lo que es el Paraiso. Se componía de un patio central, el de los Leones y unas estancias alrededor, como la Sala de los Mocárabes, la Sala de Abencerrajes, Sala de los Reyes y la Sala de Dos Hermanas.

  

Muhammed V (1354-1359), Continuando la labor de su padre Yussuf I, de enbellecer la Alhambra, redecora algunas partes del Palacio de Comares, como la fachada. Pero su gran aportación fue la construcción del Palacio de los Leones con la belleza de su patio y las salas adyacentes.

  

El Patio de los Leones tiene forma rectangular y a su alrededor cuenta con ciento veinticuatro columnas de mármol de Macael, Almería, recordando un bosque de palmeras. La disposición del patio se asemeja bastante al romano.

  

Este patio, con su fuente, es una de las más famosas del planeta, y de las más visitadas. Labrada en una sola pieza con doce leones en su base que funcionan como surtidores, está en el corazón de la Alhambra.

 

Las doce piezas para algunos autores representa los doce meses del año, para otros los doce signos del zodíaco, e incluso, según una leyenda, son las doce lágrimas de una princesa, que al caer por el patio se convirtieron en doce leones. La más factible es la del origen hebreo: doce leones de mármol blanco que sostienen el mar, los doce leones de Judá o las doce tribus de Israel. Y esto porque dos de los leones muestran un triángulo equilátero en la frente, que representarían las dos tribus elegidas (Judá y Leví). Además esta fuente, construída mucho antes del palacio, quizá en el siglo XI, fue un regalo al rey. Esto demuestra la buena convivencia que en algunos espacios de tiempo mantuvieron las tres religiones monoteístas (judía, musulmana y cristiana) en España.

  

Los leones han sido restaurados meticulosamente a lo largo de los últimos diez años, todo un proyecto profesional que enorgullece a restauradores e ingenieros, que han dado su vida en la tarea y que ahora en 2012 han salido a la luz.

 

En primer lugar se inició la tarea de limpieza y restauración con una de las esulturas, un primer león que bautizaron como Félix, para ver como resultaba la intervención, si se deterioraba mucho o se podía restaurar satisfactoriamente. Cinco años después se han restaurado los otros once que completan la fuente. Durante la restauración se han estudiado con detenimiento los leones, y se ha visto que tienen rasgos faciales y ornamentos, pudiendo distinguirse tres tipologías.

 

Con la nueva incorporación de los leones, el patio toma de nuevo el esplendor que podía haber tenido en origen y puede seguir siendo uno de los monumentos más visitados por los turistas del mundo.

Villa Ortiz (Estación Coronel Mom) (más conocido como Coronel Mom, o simplemente Mom) es una localidad del Partido de Alberti, Provincia de Buenos Aires, Argentina. Cuenta con 815 habitantes (INDEC, 2010), lo que representa un descenso del 5% frente a los 857 habitantes (INDEC, 2001) del censo anterior.

Coronel Mom es una estación ferroviaria del Ferrocarril Domingo Faustino Sarmiento de la Red Ferroviaria Argentina, en el ramal que une las estaciones de Suipacha y Bayauca. o presta servicios de pasajeros. Sus vías están a cargos de la empresa Trenes Argentinos Cargas,sin embargo las vías se encuentran sin uso y en estado de abandono.

 

Recibía los servicios provenientes de Once con destino a Lincoln, General Villegas y Realicó. No posee servicios de pasajeros desde 1994.

 

El tren que transformaba lo cotidiano en mágico

 

Por Alberto Jesús González

DNI 23.215.534

Coronel Mom, provincia de Buenos Aires

Como tantos, mi pueblo surgió a la vera del ferrocarril y por consecuencia directa del paso del mismo. Corría el año 1907 y el ramal, que luego recibió el nombre de Domingo Faustino Sarmiento, comenzaba a extenderse desde Capital Federal hacia el oeste de la provincia de Buenos Aires y al establecerse la estación, que años más tarde se iba a llamar Coronel Mom, un puñado de casas comenzaron a levantarse alrededor de la misma.

Esta puede ser la historia de innumerables poblados de todo el país, que al igual que mi pueblo, Villa Ortiz .en honor a Alberto Ortiz, propietario de las tierras donde se erigió el mismo., se conformaron a partir del paso del primer tren. Y fue tanta la importancia del tren como motor de vida para las pequeñas poblaciones que Villa Ortiz, también como muchos pueblos del interior, es en realidad, mucho más conocido en la zona, la provincia y por que no el país, con el nombre de Coronel Mom, precisamente la denominación de su estación ferroviaria.

Resulta casi imposible de imaginar lo que los primeros trenes, allá por principios del siglo pasado, provocaban en las sensaciones o sentimientos de la gente. Enormes moles de hierro y humo que con sus sonidos hacían temblar la tierra y seguramente a más de algún desprevenido espectador.

Sí, espectador, porque durante tantísimos años el tren, el simple hecho de observar su paso, era una de las citas obligadas de mis abuelos, por no decir una de las pocas diversiones que podía entregarles un pueblo demasiado pequeño para tantas cosas.

Y esta sencilla acción que puede parecer no implicar muchos matices a su alrededor, tiene en cambio una o varias explicaciones.

No se trataba pura y exclusivamente de una diversión, más allá de que sí lo era, sino que el tren arribaba los viernes por la noche, procedente de Buenos Aires, y volvía a pasar los domingos por la tarde retornando hacía la capital de nuestro país. Lo cual significaba que irremediablemente los viernes llegaban familiares o amigos para disfrutar durante todo el fin de semana de la tranquilidad que podía ofrecerles este pueblo.

Todos, esa gran parte de los habitantes de Villa Ortiz, que concurrían cada viernes y cada domingo a la estación de trenes, vestían sus mejores ropas, porque se trataba indudablemente de un gran acontecimiento social.

También, debo narrarles, que los motivos y los fines que movían a cada segmento de la población a concurrir a observar la llegada del ferrocarril no eran los mismos, más allá, insisto, de que era un denominador común para todos el tomarlo como una diversión.

Por lo tanto, para las señoras mayores, que son un poco más proclives a los comentarios, se trataba de ir para enterarse y ver qué familias recibían visitas. Por su parte, los señores mayores iban para acompañar a sus esposas, pero más de una vez veían descender del tren a alguna novia de su juventud o a aquel amigo que tantos años hacía que había abandonado el pueblo, obviamente, una u otra situación provocaba un sentimiento de nostalgia irrefutable en ellos.

Y los jóvenes, los que no pasaban los veinte y algo de años, concurrían porque si llegaban parientes de alguna de las familias de la localidad, seguramente también lo hacía alguna bella chica que tal vez, a la vuelta de la vida y después de algún guiño del destino, podía ser la futura madre de sus hijos. Cuántas parejas se formaron ciertamente a partir del flechazo de esa primera mirada que se dio en el andén de la estación.

Pero la otra cara de la moneda, para muchos, era el tren del domingo porque se trataba de esa maldita máquina que llegaba para llevarse, y quién sabe hasta cuando, a la novia, o al novio, o a algún nieto, o en fin, a un ser querido que iba a extrañarse bastante.

Pero así como el progreso trajo innumerables factores positivos también impuso algunos que fueron lo contrario. Cada vez hubo mejores caminos y rutas, además de vehículos cada vez más sofisticados, por lo tanto, el viajar en tren pasó a ser algo demasiado lento y hasta incómodo, y como consecuencia, poco rentable para las empresas ferroviarias.

Y así llegó ese nefasto día en que pasó por la localidad el último tren de pasajeros. Un día que seguramente nuestros abuelos nunca imaginaron que llegaría; cómo podían hacerlo si el ferrocarril era todo o casi todo para muchos de ellos.

Pero llegó y cuando el último tren dejó la estación y comenzó a marcharse fue como que con él también se marchó una parte grande, importante y en cierto modo legendaria de la historia pasada del pueblo. Tal vez suene demasiado exagerado pero el último tren casi firmó la partida de defunción de este pueblo, es que luego en forma lenta pero inexorable los habitantes fueron siendo cada vez menos.

En mi caso, sólo llegué a vivir los últimos años de este medio de transporte que tan ligado está al desarrollo de innumerables pueblos del interior del país. De todos modos, me atrevo a afirmar que el tren de pasajeros le daba otra vida a mi Villa Ortiz, por eso cada vez que hago referencia al tema es imposible que no me invada la nostalgia y se me escape alguna que otra lágrima, fundamentalmente por mis padres y mis abuelos, ya que fueron ellos los que tras la partida del último tren tuvieron que aceptar con resignación que sus hijos comenzaran a marcharse en búsqueda de un futuro mejor…

 

Publicado por editor el Jueves 31 de Agosto de 2006

Torres

 

Torres es una localidad de Argentina de la provincia de Buenos Aires perteneciente al partido de Luján. Cuenta con 2664 habitantes (INDEC, 2010), lo que representa un incremento del 54% frente a los 1727 habitantes (INDEC, 2001) del censo anterior.

Debe su nombre al Doctor Melchor Torres ( 1840-1916 ) quién prestó servicios en las epidemias de fiebre amarilla y cólera en Buenos Aires. Su familia era dueña de gran parte del territorio; fue su hijo Juan quién donó la superficie para la estación de tren, con la condición de que lleve el nombre de su padre.

El 24 de mayo de 1889 Federico Lacroze inauguró el tramo entre empalme Lacroze Km. 60 y Giles, pasando por Torres. Esto dio inicio a la formación del Pueblo, el origen de sus tierras fue la compra y su división realizadas en los años 1835, 1851, 1859 y 1889 por Melchor Torres y Juan Torres.

La estación de ferrocarril, que en un principio era solo un apeadero, tuvo en 1892 la llegada de la primer formación propulsada por una locomotora a vapor. Hasta entonces los vagones eran tirados por caballos percherones. La estación actual recién fue inaugurada en 1910, aunque el ferrocarril funcionó desde 1889.

Torres es un pueblo chico, de casas sencillas y esquinas antiguas; cuenta con una parroquia, unas dos cuadras con varios comercios, un gran predio verde frente a la estación con juegos para chicos, y un buen restaurante de campo frente a ella. Tranquilo y pintoresco son las dos palabras que describen a este lindo pueblito.

En Torres además se encuentra la La Colonia Montes de Oca para enfermos mentales, fundada en 1915 por el profesor Domingo Cabred para ubicar a los pacientes oligofrénicos en un ámbito natural y hermoso donde pudieran realizar algunas tareas muy sencillas y así resocializarse. Este fin utópico e ideal nunca se cumplió. En junio de 1985, la misteriosa desaparición de la doctora Cecilia Giubileo ganó la primera plana de los periódicos, y atrajo por primera vez la atención pública hacia las condiciones de abandono y deterioro en que se encontraba la colonia.

 

Texto de "Conoce la provincia"

 

La casa de Silverio Barneto frente a la "Estación del Ferrocarril Urquiza", con una cancha del tradicional juego de los vascos "pelota a paleta". Esa antigua arquitectura de ladrillo sin revocar fue decorado en la filmación del largometraje "Un tal Funes" basada en la novela de Jorge Luis Borges, en la que se observa parte de su interior

 

TRASLATOR

 

Torres

 

Torres is a locality of Argentina of the province of Buenos Aires pertaining to the party of Luján. It has 2664 inhabitants (INDEC, 2010), which represents an increase of 54% compared to the 1727 inhabitants (INDEC, 2001) of the previous census.

It owes its name to Dr. Melchor Torres (1840-1916) who served in the yellow fever and cholera epidemics in Buenos Aires. Her family owned much of the land; it was his son John who donated the surface for the train station, on the condition that he bear the name of his father.

On May 24, 1889 Federico Lacroze inaugurated the section between Lacroze Km 60 and Giles, passing through Torres. This began the formation of the People, the origin of their lands was the purchase and division made in 1835, 1851, 1859 and 1889 by Melchor Torres and Juan Torres.

The railway station, which at first was only a stop, had in 1892 the arrival of the first train powered by a steam locomotive. Until then the wagons were pulled by Percherones horses. The current station was only inaugurated in 1910, although the railroad operated since 1889.

Torres is a small town, with simple houses and old corners; It has a parish, some two blocks with several shops, a large green lot in front of the station with games for boys, and a good restaurant in front of it. Quiet and picturesque are the two words that describe this cute little town.

In Torres also is the La Colonia Montes de Oca for mentally ill, founded in 1915 by Professor Domingo Cabred to locate the patients oligofrénicos in a natural and beautiful area where they could perform some very simple tasks and thus be socialized. This utopian and ideal end was never fulfilled. In June 1985, the mysterious disappearance of Dr. Cecilia Giubileo won the front page of the newspapers, and for the first time attracted public attention to the conditions of neglect and deterioration of the colony.

 

Text of "Conoce la provincia"

  

The house of Silverio Barneto in front of the "Estación del Ferrocarril Urquiza", with a field of the traditional game of the Basques "pelota a palette". This old unremoved brick architecture was decorated in the filming of the feature film "Un tal Funes" based on the novel by Jorge Luis Borges, in which part of its interior is observed

 

Villa Ortiz (Estación Coronel Mom) (más conocido como Coronel Mom, o simplemente Mom) es una localidad del Partido de Alberti, Provincia de Buenos Aires, Argentina. Cuenta con 815 habitantes (INDEC, 2010), lo que representa un descenso del 5% frente a los 857 habitantes (INDEC, 2001) del censo anterior.

Coronel Mom es una estación ferroviaria del Ferrocarril Domingo Faustino Sarmiento de la Red Ferroviaria Argentina, en el ramal que une las estaciones de Suipacha y Bayauca. o presta servicios de pasajeros. Sus vías están a cargos de la empresa Trenes Argentinos Cargas,sin embargo las vías se encuentran sin uso y en estado de abandono.

 

Recibía los servicios provenientes de Once con destino a Lincoln, General Villegas y Realicó. No posee servicios de pasajeros desde 1994.

 

El tren que transformaba lo cotidiano en mágico

 

Por Alberto Jesús González

Coronel Mom, provincia de Buenos Aires

Como tantos, mi pueblo surgió a la vera del ferrocarril y por consecuencia directa del paso del mismo. Corría el año 1907 y el ramal, que luego recibió el nombre de Domingo Faustino Sarmiento, comenzaba a extenderse desde Capital Federal hacia el oeste de la provincia de Buenos Aires y al establecerse la estación, que años más tarde se iba a llamar Coronel Mom, un puñado de casas comenzaron a levantarse alrededor de la misma.

Esta puede ser la historia de innumerables poblados de todo el país, que al igual que mi pueblo, Villa Ortiz .en honor a Alberto Ortiz, propietario de las tierras donde se erigió el mismo., se conformaron a partir del paso del primer tren. Y fue tanta la importancia del tren como motor de vida para las pequeñas poblaciones que Villa Ortiz, también como muchos pueblos del interior, es en realidad, mucho más conocido en la zona, la provincia y por que no el país, con el nombre de Coronel Mom, precisamente la denominación de su estación ferroviaria.

Resulta casi imposible de imaginar lo que los primeros trenes, allá por principios del siglo pasado, provocaban en las sensaciones o sentimientos de la gente. Enormes moles de hierro y humo que con sus sonidos hacían temblar la tierra y seguramente a más de algún desprevenido espectador.

Sí, espectador, porque durante tantísimos años el tren, el simple hecho de observar su paso, era una de las citas obligadas de mis abuelos, por no decir una de las pocas diversiones que podía entregarles un pueblo demasiado pequeño para tantas cosas.

Y esta sencilla acción que puede parecer no implicar muchos matices a su alrededor, tiene en cambio una o varias explicaciones.

No se trataba pura y exclusivamente de una diversión, más allá de que sí lo era, sino que el tren arribaba los viernes por la noche, procedente de Buenos Aires, y volvía a pasar los domingos por la tarde retornando hacía la capital de nuestro país. Lo cual significaba que irremediablemente los viernes llegaban familiares o amigos para disfrutar durante todo el fin de semana de la tranquilidad que podía ofrecerles este pueblo.

Todos, esa gran parte de los habitantes de Villa Ortiz, que concurrían cada viernes y cada domingo a la estación de trenes, vestían sus mejores ropas, porque se trataba indudablemente de un gran acontecimiento social.

También, debo narrarles, que los motivos y los fines que movían a cada segmento de la población a concurrir a observar la llegada del ferrocarril no eran los mismos, más allá, insisto, de que era un denominador común para todos el tomarlo como una diversión.

Por lo tanto, para las señoras mayores, que son un poco más proclives a los comentarios, se trataba de ir para enterarse y ver qué familias recibían visitas. Por su parte, los señores mayores iban para acompañar a sus esposas, pero más de una vez veían descender del tren a alguna novia de su juventud o a aquel amigo que tantos años hacía que había abandonado el pueblo, obviamente, una u otra situación provocaba un sentimiento de nostalgia irrefutable en ellos.

Y los jóvenes, los que no pasaban los veinte y algo de años, concurrían porque si llegaban parientes de alguna de las familias de la localidad, seguramente también lo hacía alguna bella chica que tal vez, a la vuelta de la vida y después de algún guiño del destino, podía ser la futura madre de sus hijos. Cuántas parejas se formaron ciertamente a partir del flechazo de esa primera mirada que se dio en el andén de la estación.

Pero la otra cara de la moneda, para muchos, era el tren del domingo porque se trataba de esa maldita máquina que llegaba para llevarse, y quién sabe hasta cuando, a la novia, o al novio, o a algún nieto, o en fin, a un ser querido que iba a extrañarse bastante.

Pero así como el progreso trajo innumerables factores positivos también impuso algunos que fueron lo contrario. Cada vez hubo mejores caminos y rutas, además de vehículos cada vez más sofisticados, por lo tanto, el viajar en tren pasó a ser algo demasiado lento y hasta incómodo, y como consecuencia, poco rentable para las empresas ferroviarias.

Y así llegó ese nefasto día en que pasó por la localidad el último tren de pasajeros. Un día que seguramente nuestros abuelos nunca imaginaron que llegaría; cómo podían hacerlo si el ferrocarril era todo o casi todo para muchos de ellos.

Pero llegó y cuando el último tren dejó la estación y comenzó a marcharse fue como que con él también se marchó una parte grande, importante y en cierto modo legendaria de la historia pasada del pueblo. Tal vez suene demasiado exagerado pero el último tren casi firmó la partida de defunción de este pueblo, es que luego en forma lenta pero inexorable los habitantes fueron siendo cada vez menos.

En mi caso, sólo llegué a vivir los últimos años de este medio de transporte que tan ligado está al desarrollo de innumerables pueblos del interior del país. De todos modos, me atrevo a afirmar que el tren de pasajeros le daba otra vida a mi Villa Ortiz, por eso cada vez que hago referencia al tema es imposible que no me invada la nostalgia y se me escape alguna que otra lágrima, fundamentalmente por mis padres y mis abuelos, ya que fueron ellos los que tras la partida del último tren tuvieron que aceptar con resignación que sus hijos comenzaran a marcharse en búsqueda de un futuro mejor…

 

Publicado por editor el Jueves 31 de Agosto de 2006

Museu Nacional de Arte Contemporânea (MNAC), Lisbon, Portugal

 

Materials : Enamed on acrylic and platex

 

Biografia (in Wikipedia):

 

Eduardo Nery nasce na Figueira da Foz em 1938. No ano seguinte a família instala-se em Lisboa; frequenta o Liceu D. João de Castro e em 1956 inscreve-se no curso de pintura da ESBAL. Participa pela primeira vez numa exposição coletiva em 1957 (na Sociedade Nacional de Belas Artes, Lisboa). Em 1959 transita para o curso de arquitetura da ESBAL, de que desiste. Nesse mesmo ano viaja até Paris e, no ano seguinte, inicia um estágio com Jean Lurçat em Saint-Céré, França, familiarizando-se com o universo da tapeçaria contemporânea.

 

A sua obra inicial fica marcada pela influência de gestualistas como Hans Hartung ou Pierre Soulages. A partir de 1965 evolui para um idioma diverso, próximo da Op Art, "revelando-nos um trabalho inovador, de um cromatismo vibrante e jogos cinéticos" 2 em que faz a desmontagem dos mecanismos da percepção visual. A sua pintura por vezes tridimensionaliza-se, expande-se para lá dos suportes tradicionais.

 

Através de padrões de repetição, Nery multiplica e desmultiplica terceiras dimensões, revelando-nos "espacialidades perturbadas, onde a vertigem ou o labirinto se instalam como metáfora de uma geometria plana", como acontece com a tapeçaria Espaço Ilusório (1969-70), onde encontramos "um espaço ilimitado, silenciosamente dobrado e desdobrado […] que espelha o capricho cósmico ou, talvez antes, se apropria, por intuição racionalizada, da sua misteriosa razão de ser" 3 .

  

Vida e Morte, 1972, pintura sobre platex, 120 x 100 cm

"Depois, por lógica coerência interna, Nery chegou a soluções dadaistas de anti-pintura, na destruição dos quadros desmantelados [...] atravessados duma nostalgia mordaz, no seu peso dourado de molduras rotas que ressuscitavam memórias do outro antigo jogo do «trompe l'oeil»" 4 . Estes trabalhos abrem as portas para as imagens que se seguem, "de mistério e humor" 5 (veja-se, por exemplo, Vida e Morte, 1972) , onde joga com paradoxos da representação do espaço no plano da pintura.

 

De um "enorme rigor de perspetiva, [...] luminosidade intensa e [...] cromatismo penetrante" 6 estas pinturas articulam, com efeitos inesperados, a representação perspética tradicional e fundos ou imagens totalmente planos. "vemos casas fantasmas, flutuando no espaço. Ou deparamos com felinos, feitos pássaros, a voar sobre caixões vazios [...]. A instabilidade das formas suspensas, a estranheza dos conjuntos representados [...] onde nenhuma presença humana surge, criam uma atmosfera de «suspense» e ameaça [...]" 7 .

 

A espacialidade da imagem dilata-se, depois, quando inicia a sua fase de Paisagismo abstrato de temática cósmica, que coincide temporalmente com o desenvolvimento de trabalhos diferentes em que utiliza a colagem e a fotografia.

 

"Um dos aspetos mais peculiares da obra de Eduardo Nery tem que ver com o seu gosto (e imensa competência) em adequar as pesquisas visuais a uma grande diversidade de técnicas e suportes. Sendo fundamentalmente pintor, ele dedicou parte substancial da sua carreira à decoração de espaços arquitetónicos, através do azulejo, da tapeçaria e do vitral" 8 , realizando, nestes domínios, uma obra vasta e diversificada.

 

Realizou numerosas exposições individuais, nomeadamente: Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa (1976); Museu Nacional Soares dos Reis, Porto (1976; 2004); Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão , Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (1981; 1987; 1997; 2005); Culturgest, Lisboa (1997); Museu Nacional do Azulejo, Lisboa (2003).

 

A 8 de Junho de 2012 foi feito Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique.

Cícero Romão Batista (Crato, 24 de março de 1844 — Juazeiro do Norte, 20 de julho de 1934) foi um sacerdote católico brasileiro. Na devoção popular é conhecido como Padre Cícero ou Padim Ciço. Proprietário de terras, gado e dono de diversos imóveis, o Padre Cícero fazia parte da sociedade e política conservadora do sertão do Cariri. Tinha no médico Floro Bartolomeu seu braço direito e integrava o sistema político cearense que ficou sob o controle da família Accioli durante mais de duas décadas. Carismático, obteve grande prestígio e influência sobre a vida social, política e religiosa do Ceará e da Região Nordeste do Brasil. Em março de 2001, foi escolhido "O Cearense do Século" em votação promovida pela TV Verdes Mares. (By Wikipedia)

 

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__________

 

"Padre Cícero" (Crato, March 24, 1844 - Juazeiro do Norte, July 20, 1934) was born Cícero Romão Batista in Ceará, Brazil. He was the son of Joaquim Romão Batista and Joaquina Vicência Romana. When he was 6 years old, he started to study with professor Rufino de Alcântara Montezuma. One important thing about his infancy is his pledge of chastity, made when he was twelve. This was influenced by him reading about the life of São Francisco de Sales. (...) Today, a large statue of Padre Cícero stands in Juazeiro do Norte. A pilgrimage to this statue takes place in his honour every November, attracting hundreds of thousands of followers.

Padre Cícero was posthumously canonized by the Brazilian Catholic Apostolic Church, a dissident religious organization. (By Wikipedia)

 

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Villa Ortiz (Estación Coronel Mom) (más conocido como Coronel Mom, o simplemente Mom) es una localidad del Partido de Alberti, Provincia de Buenos Aires, Argentina. Cuenta con 815 habitantes (INDEC, 2010), lo que representa un descenso del 5% frente a los 857 habitantes (INDEC, 2001) del censo anterior.

Coronel Mom es una estación ferroviaria del Ferrocarril Domingo Faustino Sarmiento de la Red Ferroviaria Argentina, en el ramal que une las estaciones de Suipacha y Bayauca. o presta servicios de pasajeros. Sus vías están a cargos de la empresa Trenes Argentinos Cargas,sin embargo las vías se encuentran sin uso y en estado de abandono.

 

Recibía los servicios provenientes de Once con destino a Lincoln, General Villegas y Realicó. No posee servicios de pasajeros desde 1994.

 

El tren que transformaba lo cotidiano en mágico

 

Por Alberto Jesús González

Coronel Mom, provincia de Buenos Aires

Como tantos, mi pueblo surgió a la vera del ferrocarril y por consecuencia directa del paso del mismo. Corría el año 1907 y el ramal, que luego recibió el nombre de Domingo Faustino Sarmiento, comenzaba a extenderse desde Capital Federal hacia el oeste de la provincia de Buenos Aires y al establecerse la estación, que años más tarde se iba a llamar Coronel Mom, un puñado de casas comenzaron a levantarse alrededor de la misma.

Esta puede ser la historia de innumerables poblados de todo el país, que al igual que mi pueblo, Villa Ortiz .en honor a Alberto Ortiz, propietario de las tierras donde se erigió el mismo., se conformaron a partir del paso del primer tren. Y fue tanta la importancia del tren como motor de vida para las pequeñas poblaciones que Villa Ortiz, también como muchos pueblos del interior, es en realidad, mucho más conocido en la zona, la provincia y por que no el país, con el nombre de Coronel Mom, precisamente la denominación de su estación ferroviaria.

Resulta casi imposible de imaginar lo que los primeros trenes, allá por principios del siglo pasado, provocaban en las sensaciones o sentimientos de la gente. Enormes moles de hierro y humo que con sus sonidos hacían temblar la tierra y seguramente a más de algún desprevenido espectador.

Sí, espectador, porque durante tantísimos años el tren, el simple hecho de observar su paso, era una de las citas obligadas de mis abuelos, por no decir una de las pocas diversiones que podía entregarles un pueblo demasiado pequeño para tantas cosas.

Y esta sencilla acción que puede parecer no implicar muchos matices a su alrededor, tiene en cambio una o varias explicaciones.

No se trataba pura y exclusivamente de una diversión, más allá de que sí lo era, sino que el tren arribaba los viernes por la noche, procedente de Buenos Aires, y volvía a pasar los domingos por la tarde retornando hacía la capital de nuestro país. Lo cual significaba que irremediablemente los viernes llegaban familiares o amigos para disfrutar durante todo el fin de semana de la tranquilidad que podía ofrecerles este pueblo.

Todos, esa gran parte de los habitantes de Villa Ortiz, que concurrían cada viernes y cada domingo a la estación de trenes, vestían sus mejores ropas, porque se trataba indudablemente de un gran acontecimiento social.

También, debo narrarles, que los motivos y los fines que movían a cada segmento de la población a concurrir a observar la llegada del ferrocarril no eran los mismos, más allá, insisto, de que era un denominador común para todos el tomarlo como una diversión.

Por lo tanto, para las señoras mayores, que son un poco más proclives a los comentarios, se trataba de ir para enterarse y ver qué familias recibían visitas. Por su parte, los señores mayores iban para acompañar a sus esposas, pero más de una vez veían descender del tren a alguna novia de su juventud o a aquel amigo que tantos años hacía que había abandonado el pueblo, obviamente, una u otra situación provocaba un sentimiento de nostalgia irrefutable en ellos.

Y los jóvenes, los que no pasaban los veinte y algo de años, concurrían porque si llegaban parientes de alguna de las familias de la localidad, seguramente también lo hacía alguna bella chica que tal vez, a la vuelta de la vida y después de algún guiño del destino, podía ser la futura madre de sus hijos. Cuántas parejas se formaron ciertamente a partir del flechazo de esa primera mirada que se dio en el andén de la estación.

Pero la otra cara de la moneda, para muchos, era el tren del domingo porque se trataba de esa maldita máquina que llegaba para llevarse, y quién sabe hasta cuando, a la novia, o al novio, o a algún nieto, o en fin, a un ser querido que iba a extrañarse bastante.

Pero así como el progreso trajo innumerables factores positivos también impuso algunos que fueron lo contrario. Cada vez hubo mejores caminos y rutas, además de vehículos cada vez más sofisticados, por lo tanto, el viajar en tren pasó a ser algo demasiado lento y hasta incómodo, y como consecuencia, poco rentable para las empresas ferroviarias.

Y así llegó ese nefasto día en que pasó por la localidad el último tren de pasajeros. Un día que seguramente nuestros abuelos nunca imaginaron que llegaría; cómo podían hacerlo si el ferrocarril era todo o casi todo para muchos de ellos.

Pero llegó y cuando el último tren dejó la estación y comenzó a marcharse fue como que con él también se marchó una parte grande, importante y en cierto modo legendaria de la historia pasada del pueblo. Tal vez suene demasiado exagerado pero el último tren casi firmó la partida de defunción de este pueblo, es que luego en forma lenta pero inexorable los habitantes fueron siendo cada vez menos.

En mi caso, sólo llegué a vivir los últimos años de este medio de transporte que tan ligado está al desarrollo de innumerables pueblos del interior del país. De todos modos, me atrevo a afirmar que el tren de pasajeros le daba otra vida a mi Villa Ortiz, por eso cada vez que hago referencia al tema es imposible que no me invada la nostalgia y se me escape alguna que otra lágrima, fundamentalmente por mis padres y mis abuelos, ya que fueron ellos los que tras la partida del último tren tuvieron que aceptar con resignación que sus hijos comenzaran a marcharse en búsqueda de un futuro mejor…

 

Publicado por editor el Jueves 31 de Agosto de 2006

Pinóquio (em italiano Pinocchio) é uma personagem de ficção cuja primeira aparição deu-se em 1883, no romance As aventuras de Pinóquio escrita por Carlo Collodi, e que desde então teve inúmeras adaptações. Esculpido a partir do tronco de um pinheiro por um entalhador chamado Geppetto numa pequena aldeia italiana, Pinóquio nasceu como um boneco de madeira, mas que sonhava em ser um menino de verdade. O nome Pinocchio é uma palavra típica do italiano falado na Toscana e significa pinhão (em italiano padrão seria pinolo).

 

As aventuras de Pinóquio

 

As Aventuras de Pinóquio (em italiano Le avventure di Pinocchio. Storia di un burattino) é um romance escrito pelo italiano Carlo Collodi em Florença no ano de 1881 e publicado dois anos depois com ilustrações de Enrico Mazzanti. Trata-se de um clássico da literatura infanto-juvenil.

Escrita originalmente em capítulos, por numa série publicada no jornal infantil italiano de Ferdinando Martini, Giornale per i Bambini, entre julho de 1881 e janeiro de 1883, foi publicada em livro pela Felice Paggi - Libraio Editore, com ilustrações de Enrico Mazzanti, em 1883.

Com o título de Storia di un burattino (História de um boneco), foram publicados os quinze primeiros capítulos, mas quando Pinóquio está moribundo, Collodi interrompe a história.

Os capítulos recomeçam, após algum tempo, já com o título que consagraria a história para sempre, As Aventuras de Pinóquio, completando assim os 36 episódios originais da obra.

Desde a sua publicação, o livro de Pinóquio tem sido traduzido para os mais diferentes idiomas. Muito adaptada, a versão mais conhecida foi realizada por Walt Disney, em 1940, que conta uma história muito diferente da que foi escrita por Collodi. A versão adaptada por Walt Disney, foi considerada uma obra-prima do cinema de animação, sendo a versão mais conhecida da história de Pinóquio pela capacidade, que uma vez mais foi demonstrada por Walt Disney e suas equipas de transformar histórias em algo de maravilhoso.

A história original de Pinóquio, e das suas aventuras ou desaventuras, é muito mais rica. Permite inúmeras leituras por públicos de diferentes idades. É, por si só, uma grande aventura entregar-se a este Pinóquio que erra, sofre e se redime para chegar a ser gente.

A história ultrapassou as fronteiras da Itália e se tornou um património universal.

Diferentemente das versões amplamente divulgadas, a história original de Pinóquio narra sua evolução de simples boneco para merecedor da condição de "ser humano". A seguir, um resumo dos 36 capítulos.

 

Mestre Cereja, um carpinteiro, toma dum pedaço de pau, comum, para fazer uma perna de mesa, mas, ao tocar com a machadinha, ele respondeu. Prestes a crer estar ficando maluco, recebe uma inesperada visita.

Bonecos de madeira, um souvenir, na Itália

Chega o Mestre Gepeto, que ignora a existência de um pedaço de pau falante. E Mestre Cereja o presenteia para o seu amigo Gepeto. Isso se dá não sem as provas de mútua amizade: Gepeto tem o apelido de Polentinha, por conta da cor estranha de sua peruca. Chamado pelo apelido que odeia pelo pedaço de pau, discutem ambos, surram-se a valer, jurando em seguida continuar tão bons amigos por toda a vida. Gepeto vai-se, sonhando transformar o pau num belo boneco.

Em sua "rica" mansarda, Gepeto dá início ao labor. A sala tem uma lareira, pintada. Sobre esta, uma chaleira ferve… mas também é pintada. Gepeto decide logo pelo nome: "Quero chamá-lo Pinóquio. Este nome lhe dará sorte. Conheci uma família inteira de Pinóquios: - era Pinóquio pai, Pinóquia, a mãe, Pinóquios, os filhos (…) O mais rico deles pedia esmola." À medida que trabalha, o pedaço de pau reage: os olhos piscam, mal feita a boca e esta dá-lhe língua. Feitas as pernas, e Pinóquio foge correndo para a rua. Capturado, arma um escândalo. Gepeto é preso.

Pinóquio volta para casa, sozinho. Um grilo falante surge e dá-lhe conselhos. Pouco tolerante a tais imiscuências em sua curta vida, Pinóquio atira-lhe um martelo e esmaga-lhe a cabeça.

Sentindo fome, o boneco encontra um ovo. Mas, ao romper a casca para fritá-lo, sai um pintinho que ganha o mundo, feliz da vida.

Esfaimado, sai Pinóquio à rua, pedindo comida… ganha um belo dum banho frio. Era pleno inverno, o boneco acende um fogareiro para se aquecer. Assim, esquece os pés de madeira no fogo. Ao raiar o dia, Pinóquio acorda com uma voz chamando na porta: é Gepeto quem volta.

O bom velhinho pede ao "filho" que lhe abra as portas. Pinóquio inventa que seus pés foram comidos por um gato. Para aplacar a fome do boneco, dá-lhe três pêras que trazia para seu próprio almoço.

Gepeto faz novos pés e vende seu próprio capote para com o produto comprar uma cartilha: Pinóquio lhe promete ir à escola. Vendo o sacrifício do bondoso pai, o boneco salta-lhe ao pescoço, beijando-lhe efusivamente o rosto.

O boneco sai para seu primeiro dia de aula, pleno de sonhos: num dia, quer aprender a ler, no outro, a escrever; no terceiro, os números… Mas, no caminho, escuta uma musiquinha alegre. Desviando-se do rumo, chega a um local onde se anuncia o Grande Teatro dos Bonecos de Pau. Pinóquio vende sua cartilha para comprar o ingresso.

Polichinelo e Arlequim representam no palco quando este último reconhece o boneco de pau, e todos os bonecos festejam a presença do "irmão". Surge o diretor Come-fogo e pendura o boneco num prego. Com uma grande barba negra e olhos vermelhos, brande um chicote com o qual apavora todos os bonecos. Durante o jantar, ordena aos bonecos da trupe que lhe tragam Pinóquio: quer usá-lo como lenha.

Come-fogo dá um espirro, ao ouvir os gritos de Pinóquio.

Collodi e seu boneco

O espirro é sinal de que sente compaixão. Come-fogo resolve então lançar Arlequim às chamas, mas o boneco oferece-se em sacrifício, para salvar o amigo. Come-fogo fica condoído e poupa a ambos.

No dia seguinte o diretor do teatrinho chama Pinóquio. Quer saber quem era seu pai e qual sua profissão: "É pobre" - responde-lhe. Come-fogo dá-lhe 5 moedas de ouro para que leve a Gepeto. No caminho Pinóquio encontra-se com a Raposa e um Gato cego. Tão cego que engole um melro num bote. Levando o boneco na conversa, convencem-no que deve plantá-las para que venham a render duas mil e quinhentas iguais - e o ingênuo fantoche esquece-se dos planos que fizera de dar um novo capote ao pai, comprar uma cartilha…

Antes de irem ao local do plantio, passam no albergue do "Caranguejo Vermelho", uma estalagem onde todos comem fartamente, às expensas de Pinóquio, pois seus amigos não fariam a desfeita de pagarem o jantar. Querem encontrá-lo num "campo dos Milagres", e o boneco parte na escuridão. Uma voz o alerta para não confiar nos que prometem riquezas da noite para o dia: é o espírito do Grilo-falante.

Pinóquio segue adiante. No escuro, é atacado por dois mascarados. O boneco esconde as moedas na boca, e nada o faz abri-la. Escapando-lhes, sobe num pinheiro. Ateiam fogo à árvore. Pinóquio foge novamente, saltando um fosso, onde caem os dois perseguidores. Mas nada os faz parar.

Chega finalmente a uma casa, onde encontra uma menina. Ela informa que todos os moradores, inclusive ela, morreram - é uma linda menina de cabelos azuis. Pinóquio, apesar de falar com uma morta, vai pedir ajuda, mas é brutalmente agarrado pelo pescoço: são os perseguidores que o alcançam e, esperando que abra a boca, enforcam-no num grande carvalho. Pinóquio agoniza.

A menina de cabelos azuis, pedindo a um falcão que use seu bico, liberta Pinóquio de sua morte certa. O boneco é levado pelo cão Medoro, cocheiro da menina, para o interior da casa. Ali é atendido por 3 médicos: um Corvo, uma Coruja e um Grilo-falante. Os doutores divergem se o boneco está vivo ou morto, até que do leito o boneco emite um soluço: "Quando o morto chora, é que está em vias de curar-se" - vaticina o médico Corvo.

Pinóquio recusa-se a tomar um remédio amargo, mas aceita o açúcar primeiro. Surgem, então 4 coelhos vestidos de coveiros e, com medo da morte, ele toma o remédio. A menina pede e o boneco narra-lhe suas desventuras, mas tanto inventa que o seu nariz cresce a cada mentira… Envergonhado, ele tenta fugir, mas o nariz não deixa que passe pela porta.

Depois de muito chorar, a menina bate palmas e mil pássaros bicam-lhe o narigão até devolver-lhe a forma original. A menina diz que seu pai está vindo a seu encontro, e ansioso o boneco parte para encontrá-lo no caminho. Em vez de Gepeto, encontra a Raposa e o Gato… Estes de novo o convencem a ir plantar as moedas no Campo dos Milagres. Atravéssam uma estranha cidade, chamada "Agarra-pepinos", cheia de sórdidos moradores. Chegam a um campo, e ali Pinóquio semeia suas moedas. Seus amigos se retiram, para cuidar da própria vida…

Pinóquio volta à cidade, esperando o tempo para sua maravilhosa colheita. Mas não há a tal árvore e, ao cavar o local da sementeira, nada encontra. Um papagaio ri-lhe da ingenuidade e revela o engodo dos meliantes. Revoltado, o boneco volta à cidade e denuncia ao juiz, que era um grande gorila, o roubo. A sentença foi imediata: Pinóquio é condenado a 4 meses de cadeia. Por sorte o rei daquela cidade festeja uma vitória, e todos os prisioneiros são libertos.

Pinóquio corre feliz, pensando em rever a menina de cabelos azuis. Mas pára, assustado: encontra uma gigantesca cobra. O boneco pede licença, mas nada. Quando vai finalmente, passar pela serpente, esta dá um bote. Pinóquio cai de cabeça para baixo, enfiando-se na lama - e o réptil morre de tanto rir! Segue, então, sua viagem, mas a fome o faz entrar numa fazenda para colher uvas. Pinóquio fica preso numa armadilha para pegar raposas.

Capturado pelo lavrador, este prende o boneco numa coleira, a fim de substituir o cão-de-guarda (chamado Melampo) que morrera, mandando-o vigiar.

Duas horas de sono e é acordado por quatro raposas que chamam por Melampo: o cão era-lhes cúmplice dos roubos. Pinóquio as prende no galinheiro e dá o alerta. Em recompensa, é posto em liberdade.

Voltando a correr rumo à casa da menina de cabelos azuis, Pinóquio finalmente chega, descobrindo que sua amiga está morta "de dor por ter sido abandonada por seu irmão Pinóquio". Um enorme Pombo surge, à sua procura, para informar que Gepeto fizera um barco e partia no oceano a fim de encontrar o filho desaparecido. O Pombo carrega o boneco em suas costas e ao chegar à praia, vê apenas um ponto ao longe. Pinóquio atira-se nágua para salvar o pai.

Após nadar por toda a noite, na manhã seguinte avista terra. É uma ilha que, informado por um "peixe" (um golfinho, em verdade), tem aldeias. O "peixe" também conjectura que Gepeto deve ter naufragado, e sido engolido por um grande tubarão que ronda aquela área. Pinóquio encontra a "Aldeia das Abelhas Laboriosas". Pinóquio pede esmolas e recusa trabalho, mas acaba por ajudar uma mulher que carregava vasos de água, recebendo comida em pagamento. Na casa dela, reconhece a fadinha de cabelos azuis.

Pinóquio revela à fada seu sonho de ser como gente. Então a fada promete-lhe conceder esse sonho, se for um menino bondoso. O boneco jura que tudo fará para conquistar essa dádiva.

O boneco vai para a escola, fazendo-se bom aluno. Apesar disso, cultiva amizades com moleques. Um dia, estes o convencem a faltar à aula para, na praia, verem um tubarão que morrera ali.

Na praia nenhum tubarão havia, e Pinóquio luta com os moleques. Um caranguejo adverte-os, sem sucesso. Um dos moleques alveja o boneco com um livro, mas, desviando-se, quem é atingido foi outro menino, Eugênio, que cai feito morto. Ao socorrer o garoto, soldados prendem Pinóquio. Este foge correndo, e os soldados soltam um cachorro para o capturar.

O cão, de nome Alidoro, persegue o boneco, ambos levantando uma nuvem de poeira. Fugindo para a praia, Pinóquio salta na água, mas Alidoro não sabia nadar e cai ao mar. Pede socorro e o fantoche salva-o. Depois, volta para o mar e entra numa gruta onde vira uma fumaça. É pescado pela rede de um monstro verde, que esfomeado aprecia a pescaria até deparar-se com aquele estranho animal, que imagina ser um caranguejo, depois um raro-peixe boneco. Apesar das súplicas, passa farinha em Pinóquio e vai jogá-lo à frigideira…

Naquele exato momento, entra na gruta um cão faminto. O pescador tenta afugentá-lo, mas uma vozinha suplica: "Salva-me, Alidoro". Pinóquio foi salvo pelo agora amigo, e cada um tomou seu rumo. Pinóquio sabe que o menino ferido se recuperara, por um velho. Conta-lhe mentiras a respeito de si mesmo, e sente o nariz crescer; fala a verdade, e volta ao normal. Voltando à casa da Fada, Pinóquio é recebido por uma Lesma enorme, que leva toda a noite para abrir a porta. Impaciente, chuta a porta e fica com o pé preso. Sentindo fome, a Lesma lhe traz a comida que era de gesso, papelão e mármore. Pinóquio jurou à Fada que se comportaria - e por um ano inteiro efetivamente cumpriu a palavra: até boas notas tirou. A Fada, vendo aquilo, prometeu-lhe, um dia, que "Amanhã seu desejo será realizado". Tudo certo, mas…

Mas o boneco sai para convidar os amigos, a fim de verem sua transformação. Encontra seu amigo Romeu, mais conhecido por Pavio, e este lhe fala da "Terra dos Brinquedos" - um lugar onde não se estuda, nem trabalha… apenas se brinca. Fiel a suas resoluções, Pinóquio nega-se a ir, mesmo quando ouvem o som da carruagem que recolhe as crianças vadias…

Doze burrinhos puxam a carroça, iguais aos burros normais, menos pelos pés, calçados com chinelos. Meninos de 8 a 12 anos festejam, Pavio insiste e o boneco termina por embarcar. Sem lugar, monta num dos burricos, mas este resiste, e até lhe fala para arrepender-se. Um homenzinho conduz o carro, e no dia seguinte chegam ao lugar prometido, onde as crianças eram livres para tudo fazer. A farra dura-lhes 5 meses, até a manhã em que Pinóquio acordou com uma grande surpresa.

Constata Pinóquio que lhe nasceram orelhas de burro. E com Pavio dá-se o mesmo. Aos poucos vão se transformando em burricos até não mais falarem. Quando zurram, desesperados, surge novamente o cocheiro.

O Homenzinho, com face de leite e mel, era um monstro que seduzia meninos incautos. O burrico Pinóquio é vendido e trabalha duro. Seu dono é o Diretor de um circo de cavalinhos, e ele passa a ser a principal atração. Durante o espetáculo, vê a Fada na platéia. Zurra e apanha. A Fada desaparece e ele, num salto, cai, ficando irremediavelmente manco. Sem serventia para o espetáculo, é vendido para um coureiro. Este amarra uma pedra ao pescoço do animalzinho, jogando-o de um penhasco ao mar para morrer afogado - e depois lhe tirar a pele.

Quando puxa de volta a corda, o coureiro dá de cara com um boneco! Os peixes haviam comido sua "casca" animal. Salta na água e foge a nado. Avista, depois de algum tempo, um rochedo sobre o qual vê uma linda cabritinha, que lembra a menina dos cabelos azuis. Mas surge o gigantesco Tubarão, o "Átila dos peixes", e o boneco é engolido. Na escuridão da barriga monstruosa, uma voz grossa dialoga com ele: é um Atum, que espera resignado a digestão. Vê então o boneco uma luz ao fundo já que, sem a cauda, mede o Tubarão 1 quilômetro.

Ao aproximar-se vê um branco velhinho sentado a uma mesa, a comer peixinhos vivos: era Gepeto. Feliz reecontro de pai e filho! Pinóquio conta-lhe sua aventuras, e decide que devem fugir. Vão para a bocarra do monstro - este, já velho e asmático, dormia de boca aberta. Mas o animal espirra e são lançados de novo para dentro. Voltam a sair e, com o pai aos ombros, o boneco salta na água.

O boneco nada até faltarem-lhe as forças. Pai e filho estão a morrer quando uma voz é ouvida: era Atum, que imitara o amigo, fugindo. Montados nele, chegam enfim à praia. Vão caminhando devagar por uma estrada. Encontram dois seres desfigurados: eram o Gato e a Raposa: um de tanto fingir, ficara cego de verdade; a outra, até a cauda vendera. Seguindo, encontram uma bela cabana. Descobrem que o morador nada mais é que o Grilo-falante, que apesar do ocorrido, recebe-os. Gepeto é deitado numa cama, e o boneco sai para conseguir leite com um criador chamado Giângio. Este exige cem baldes de água, em troca - e o boneco trabalha para conseguir - o trabalho até então era feito por um burrico… exatamente Pavio. Pinóquio realiza, todos os dias, esse trabalho; e faz cestos para vender e assim sustentarem-se. Juntou dinheiro e decide comprar roupas. A caminho, encontra a Lesma, que lhe informa estar a Fada doente num hospital, sem nem ter o que comer. Pinóquio dá-lhe o dinheiro e promete sempre trazer mais. Voltando, trabalha ainda mais que antes. Ao dormir, sonha com a Fada que, dando-lhe um beijo, elogiou sua nova conduta. Acordando, sente Pinóquio não ser mais um boneco: havia se transformado em menino de verdade. Olhando em volta, a cabana havia se transformado numa bela casa. Onde guardava seus trocados, moedas de ouro. E o doente Gepeto, alegre e forte, o esperava numa sala. Curioso com a súbita mudança provocada pelo bem que praticara, pergunta a seu pai onde estava o velho Pinóquio de pau.

E lá estava ele, apoiado a uma cadeira, a cabeça virada de lado, braços pendentes, pernas cruzadas. Pinóquio admira-o e, finalmente, conclui:

– Como eu era engraçado, quando era boneco de pau! E como estou contente agora, por ter virado menino de verdade!

 

Adaptações e influências

 

Primeiro boneco falante da literatura, o conto da vida de Pinóquio inspirou centenas de adaptações e referências, em todas as mídias possíveis.

Pinóquio e Gepeto, na visão de Disney

No Brasil, Monteiro Lobato trouxe-o para o contexto do Sítio do Picapau Amarelo, e até mesmo Tia Nastácia foi incumbida de preparar um "irmão" do Pinóquio.

O escritor russo Aleksej Tolstoj escreveu uma célebre adaptação do livro, publicada em 1936, chamada As Aventuras de Buratino.

No cinema diversas adaptações, não apenas em animação, mas ainda em filmes, foram feitas. Na obra-prima de Spielberg, A.I. (Inteligência Artificial), a obra de Collodi não apenas é uma referência, mas torna-se quase uma obsessão da personagem principal - um menino-robô que sonha ganhar vida, e busca, acreditando verdadeira a história do mestre italiano, a Fada Azul capaz de conceder-lhe o milagre.

Em animes, a Tatsunoko (a mesma de Speed Racer e Samurai Pizza Cats) produziu a versão japonesa de Pinóquio, com 52 episódios de meia hora de duração, todos contando com cenas dramáticas e sombrias.

O filme Shrek, da Dreamworks, também mostra o personagem Pinóquio.

O personagem Pinóquio também gerou um jogo para o console Sega Mega Drive.

Visité la planta de Dulces de La Rosa y conviví con sus trabajadoras y trabajadores, les escuché y compartí mis propuestas. Reafirmamos la importancia de mejor educación para sus hijos y también la oportunidad de que los padres de familia tengan acceso al estudio. Avanzando juntos lograremos que más hogares jaliscienses vivan en alegría. #TúMandas

Torres

 

Torres es una localidad de Argentina de la provincia de Buenos Aires perteneciente al partido de Luján. Cuenta con 2664 habitantes (INDEC, 2010), lo que representa un incremento del 54% frente a los 1727 habitantes (INDEC, 2001) del censo anterior.

Debe su nombre al Doctor Melchor Torres ( 1840-1916 ) quién prestó servicios en las epidemias de fiebre amarilla y cólera en Buenos Aires. Su familia era dueña de gran parte del territorio; fue su hijo Juan quién donó la superficie para la estación de tren, con la condición de que lleve el nombre de su padre.

El 24 de mayo de 1889 Federico Lacroze inauguró el tramo entre empalme Lacroze Km. 60 y Giles, pasando por Torres. Esto dio inicio a la formación del Pueblo, el origen de sus tierras fue la compra y su división realizadas en los años 1835, 1851, 1859 y 1889 por Melchor Torres y Juan Torres.

La estación de ferrocarril, que en un principio era solo un apeadero, tuvo en 1892 la llegada de la primer formación propulsada por una locomotora a vapor. Hasta entonces los vagones eran tirados por caballos percherones. La estación actual recién fue inaugurada en 1910, aunque el ferrocarril funcionó desde 1889.

Torres es un pueblo chico, de casas sencillas y esquinas antiguas; cuenta con una parroquia, unas dos cuadras con varios comercios, un gran predio verde frente a la estación con juegos para chicos, y un buen restaurante de campo frente a ella. Tranquilo y pintoresco son las dos palabras que describen a este lindo pueblito.

En Torres además se encuentra la La Colonia Montes de Oca para enfermos mentales, fundada en 1915 por el profesor Domingo Cabred para ubicar a los pacientes oligofrénicos en un ámbito natural y hermoso donde pudieran realizar algunas tareas muy sencillas y así resocializarse. Este fin utópico e ideal nunca se cumplió. En junio de 1985, la misteriosa desaparición de la doctora Cecilia Giubileo ganó la primera plana de los periódicos, y atrajo por primera vez la atención pública hacia las condiciones de abandono y deterioro en que se encontraba la colonia.

 

Texto de "Conoce la provincia"

 

La casa de Silverio Barneto frente a la "Estación del Ferrocarril Urquiza", con una cancha del tradicional juego de los vascos "pelota a paleta". Esa antigua arquitectura de ladrillo sin revocar fue decorado en la filmación del largometraje "Un tal Funes" basada en la novela de Jorge Luis Borges, en la que se observa parte de su interior

 

TRASLATOR

 

Torres

 

Torres is a locality of Argentina of the province of Buenos Aires pertaining to the party of Luján. It has 2664 inhabitants (INDEC, 2010), which represents an increase of 54% compared to the 1727 inhabitants (INDEC, 2001) of the previous census.

It owes its name to Dr. Melchor Torres (1840-1916) who served in the yellow fever and cholera epidemics in Buenos Aires. Her family owned much of the land; it was his son John who donated the surface for the train station, on the condition that he bear the name of his father.

On May 24, 1889 Federico Lacroze inaugurated the section between Lacroze Km 60 and Giles, passing through Torres. This began the formation of the People, the origin of their lands was the purchase and division made in 1835, 1851, 1859 and 1889 by Melchor Torres and Juan Torres.

The railway station, which at first was only a stop, had in 1892 the arrival of the first train powered by a steam locomotive. Until then the wagons were pulled by Percherones horses. The current station was only inaugurated in 1910, although the railroad operated since 1889.

Torres is a small town, with simple houses and old corners; It has a parish, some two blocks with several shops, a large green lot in front of the station with games for boys, and a good restaurant in front of it. Quiet and picturesque are the two words that describe this cute little town.

In Torres also is the La Colonia Montes de Oca for mentally ill, founded in 1915 by Professor Domingo Cabred to locate the patients oligofrénicos in a natural and beautiful area where they could perform some very simple tasks and thus be socialized. This utopian and ideal end was never fulfilled. In June 1985, the mysterious disappearance of Dr. Cecilia Giubileo won the front page of the newspapers, and for the first time attracted public attention to the conditions of neglect and deterioration of the colony.

 

Text of "Conoce la provincia"

  

The house of Silverio Barneto in front of the "Estación del Ferrocarril Urquiza", with a field of the traditional game of the Basques "pelota a palette". This old unremoved brick architecture was decorated in the filming of the feature film "Un tal Funes" based on the novel by Jorge Luis Borges, in which part of its interior is observed

 

Torres

 

Torres es una localidad de Argentina de la provincia de Buenos Aires perteneciente al partido de Luján. Cuenta con 2664 habitantes (INDEC, 2010), lo que representa un incremento del 54% frente a los 1727 habitantes (INDEC, 2001) del censo anterior.

Debe su nombre al Doctor Melchor Torres ( 1840-1916 ) quién prestó servicios en las epidemias de fiebre amarilla y cólera en Buenos Aires. Su familia era dueña de gran parte del territorio; fue su hijo Juan quién donó la superficie para la estación de tren, con la condición de que lleve el nombre de su padre.

El 24 de mayo de 1889 Federico Lacroze inauguró el tramo entre empalme Lacroze Km. 60 y Giles, pasando por Torres. Esto dio inicio a la formación del Pueblo, el origen de sus tierras fue la compra y su división realizadas en los años 1835, 1851, 1859 y 1889 por Melchor Torres y Juan Torres.

La estación de ferrocarril, que en un principio era solo un apeadero, tuvo en 1892 la llegada de la primer formación propulsada por una locomotora a vapor. Hasta entonces los vagones eran tirados por caballos percherones. La estación actual recién fue inaugurada en 1910, aunque el ferrocarril funcionó desde 1889.

Torres es un pueblo chico, de casas sencillas y esquinas antiguas; cuenta con una parroquia, unas dos cuadras con varios comercios, un gran predio verde frente a la estación con juegos para chicos, y un buen restaurante de campo frente a ella. Tranquilo y pintoresco son las dos palabras que describen a este lindo pueblito.

En Torres además se encuentra la La Colonia Montes de Oca para enfermos mentales, fundada en 1915 por el profesor Domingo Cabred para ubicar a los pacientes oligofrénicos en un ámbito natural y hermoso donde pudieran realizar algunas tareas muy sencillas y así resocializarse. Este fin utópico e ideal nunca se cumplió. En junio de 1985, la misteriosa desaparición de la doctora Cecilia Giubileo ganó la primera plana de los periódicos, y atrajo por primera vez la atención pública hacia las condiciones de abandono y deterioro en que se encontraba la colonia.

 

Texto de "Conoce la provincia"

 

La casa de Silverio Barneto frente a la "Estación del Ferrocarril Urquiza", con una cancha del tradicional juego de los vascos "pelota a paleta". Esa antigua arquitectura de ladrillo sin revocar fue decorado en la filmación del largometraje "Un tal Funes" basada en la novela de Jorge Luis Borges, en la que se observa parte de su interior

 

TRASLATOR

 

Torres

 

Torres is a locality of Argentina of the province of Buenos Aires pertaining to the party of Luján. It has 2664 inhabitants (INDEC, 2010), which represents an increase of 54% compared to the 1727 inhabitants (INDEC, 2001) of the previous census.

It owes its name to Dr. Melchor Torres (1840-1916) who served in the yellow fever and cholera epidemics in Buenos Aires. Her family owned much of the land; it was his son John who donated the surface for the train station, on the condition that he bear the name of his father.

On May 24, 1889 Federico Lacroze inaugurated the section between Lacroze Km 60 and Giles, passing through Torres. This began the formation of the People, the origin of their lands was the purchase and division made in 1835, 1851, 1859 and 1889 by Melchor Torres and Juan Torres.

The railway station, which at first was only a stop, had in 1892 the arrival of the first train powered by a steam locomotive. Until then the wagons were pulled by Percherones horses. The current station was only inaugurated in 1910, although the railroad operated since 1889.

Torres is a small town, with simple houses and old corners; It has a parish, some two blocks with several shops, a large green lot in front of the station with games for boys, and a good restaurant in front of it. Quiet and picturesque are the two words that describe this cute little town.

In Torres also is the La Colonia Montes de Oca for mentally ill, founded in 1915 by Professor Domingo Cabred to locate the patients oligofrénicos in a natural and beautiful area where they could perform some very simple tasks and thus be socialized. This utopian and ideal end was never fulfilled. In June 1985, the mysterious disappearance of Dr. Cecilia Giubileo won the front page of the newspapers, and for the first time attracted public attention to the conditions of neglect and deterioration of the colony.

 

Text of "Conoce la provincia"

  

The house of Silverio Barneto in front of the "Estación del Ferrocarril Urquiza", with a field of the traditional game of the Basques "pelota a palette". This old unremoved brick architecture was decorated in the filming of the feature film "Un tal Funes" based on the novel by Jorge Luis Borges, in which part of its interior is observed

 

Torres

 

Torres es una localidad de Argentina de la provincia de Buenos Aires perteneciente al partido de Luján. Cuenta con 2664 habitantes (INDEC, 2010), lo que representa un incremento del 54% frente a los 1727 habitantes (INDEC, 2001) del censo anterior.

Debe su nombre al Doctor Melchor Torres ( 1840-1916 ) quién prestó servicios en las epidemias de fiebre amarilla y cólera en Buenos Aires. Su familia era dueña de gran parte del territorio; fue su hijo Juan quién donó la superficie para la estación de tren, con la condición de que lleve el nombre de su padre.

El 24 de mayo de 1889 Federico Lacroze inauguró el tramo entre empalme Lacroze Km. 60 y Giles, pasando por Torres. Esto dio inicio a la formación del Pueblo, el origen de sus tierras fue la compra y su división realizadas en los años 1835, 1851, 1859 y 1889 por Melchor Torres y Juan Torres.

La estación de ferrocarril, que en un principio era solo un apeadero, tuvo en 1892 la llegada de la primer formación propulsada por una locomotora a vapor. Hasta entonces los vagones eran tirados por caballos percherones. La estación actual recién fue inaugurada en 1910, aunque el ferrocarril funcionó desde 1889.

Torres es un pueblo chico, de casas sencillas y esquinas antiguas; cuenta con una parroquia, unas dos cuadras con varios comercios, un gran predio verde frente a la estación con juegos para chicos, y un buen restaurante de campo frente a ella. Tranquilo y pintoresco son las dos palabras que describen a este lindo pueblito.

En Torres además se encuentra la La Colonia Montes de Oca para enfermos mentales, fundada en 1915 por el profesor Domingo Cabred para ubicar a los pacientes oligofrénicos en un ámbito natural y hermoso donde pudieran realizar algunas tareas muy sencillas y así resocializarse. Este fin utópico e ideal nunca se cumplió. En junio de 1985, la misteriosa desaparición de la doctora Cecilia Giubileo ganó la primera plana de los periódicos, y atrajo por primera vez la atención pública hacia las condiciones de abandono y deterioro en que se encontraba la colonia.

 

Texto de "Conoce la provincia"

 

La casa de Silverio Barneto frente a la "Estación del Ferrocarril Urquiza", con una cancha del tradicional juego de los vascos "pelota a paleta". Esa antigua arquitectura de ladrillo sin revocar fue decorado en la filmación del largometraje "Un tal Funes" basada en la novela de Jorge Luis Borges, en la que se observa parte de su interior

 

TRASLATOR

 

Torres

 

Torres is a locality of Argentina of the province of Buenos Aires pertaining to the party of Luján. It has 2664 inhabitants (INDEC, 2010), which represents an increase of 54% compared to the 1727 inhabitants (INDEC, 2001) of the previous census.

It owes its name to Dr. Melchor Torres (1840-1916) who served in the yellow fever and cholera epidemics in Buenos Aires. Her family owned much of the land; it was his son John who donated the surface for the train station, on the condition that he bear the name of his father.

On May 24, 1889 Federico Lacroze inaugurated the section between Lacroze Km 60 and Giles, passing through Torres. This began the formation of the People, the origin of their lands was the purchase and division made in 1835, 1851, 1859 and 1889 by Melchor Torres and Juan Torres.

The railway station, which at first was only a stop, had in 1892 the arrival of the first train powered by a steam locomotive. Until then the wagons were pulled by Percherones horses. The current station was only inaugurated in 1910, although the railroad operated since 1889.

Torres is a small town, with simple houses and old corners; It has a parish, some two blocks with several shops, a large green lot in front of the station with games for boys, and a good restaurant in front of it. Quiet and picturesque are the two words that describe this cute little town.

In Torres also is the La Colonia Montes de Oca for mentally ill, founded in 1915 by Professor Domingo Cabred to locate the patients oligofrénicos in a natural and beautiful area where they could perform some very simple tasks and thus be socialized. This utopian and ideal end was never fulfilled. In June 1985, the mysterious disappearance of Dr. Cecilia Giubileo won the front page of the newspapers, and for the first time attracted public attention to the conditions of neglect and deterioration of the colony.

 

Text of "Conoce la provincia"

  

The house of Silverio Barneto in front of the "Estación del Ferrocarril Urquiza", with a field of the traditional game of the Basques "pelota a palette". This old unremoved brick architecture was decorated in the filming of the feature film "Un tal Funes" based on the novel by Jorge Luis Borges, in which part of its interior is observed

 

Mejor verla en grande/ To see more large/ Pour voir plus grand

 

196 in Explore, 21 de Febrero 2009

 

A orillas del río del Arlanza , entre Covarrubias y Hortigüela, se alza el MONASTERIO DE SAN PEDRO DE ARLANZA, Siglo XI , donde nació Castilla , en plena “Marca Islámica” , en la actualidad en restauración. Según reza la leyenda el Conde Fernán González de cacería por estos valles cerrados, propiedad de su padre, también Conde, se encontró de lleno con un gran jabalí al que intentó dar caza, y en el ímpetu de la batida, fue a dar con sus huesos en una cueva donde moraba el ermitaño Pelayo, quien le aventuró un prometedor futuro. Una vez que el Conde consiguió la independencia de Castilla y a su vez su propia prosperidad y la de su familia, recordó lo dicho por Pelayo y decidió construir la ermita de San Pelayo , desde donde está tomada está fotografía , en un alto risco que domina gran parte del valle, a última hora de la tarde , y desde muy arriba. Bajo el peñasco donde está la ermita hoy existe la gruta , peligrosa por cierto con crecidas del río. El Monasterio benedictino fue erigido por el padre del Conde , y allí estuvo enterrado junto con su esposa. Y por último y por no extenderme, y me dejó en el tintero muchos detalles , decir, porque no puedo aguantarme, que en el Coto de Pesca que empieza en la presa que se observa ha pescado un servidor muchas veces y hoy en día aún se oye hablar a las truchas que me acerco, pero ahora las devuelvo al río… antés … la mayoría … simplemente me ignoraban. En las cercanías , para cinefilos.. se rodó “El Bueno , El Feo y el Malo”..quien diría que Clint Eastwood y yo... Tengo colgado en mi galería el Claustro del Monasterio.

 

By the river of Arlanza between Hortigüela and Covarrubias, stands the Monastery of San Pedro de Arlanza, Siglo XI, where he was born Castilla, in full "Islamic", currently in restoration. According to legend reads Count Fernán González of hunting in these valleys closed property of his father, also Conde, was found filled with a great andalusia which sought to boar hunting, and the impetus for the raid, was to give its bones in a cave where he lived the hermit Pelayo, who ventured a promising future. Once the Count of Castile gained independence and in turn their own prosperity and that of his family, he recalled the words of Pelayo and decided to build the chapel of San Pelayo, from where this photograph was taken in a high cliff overlooking a large part of the valley, late afternoon, and from high up. Under the crag where there is the cave shrine today, with some dangerous flooding of the river. The Benedictine monastery was erected by the Count's father, and was buried there with his wife. And last and not dwell, and left me in the dark a lot of details, to say, because I can not power, in the Coto de Pesca starting at the dam which is a server has fished many times and today still to hear the trout came to me, but now ... before I return to the river ... most ... I just ignored. In the vicinity, for film buffs .. was filmed "The Good, the Bad and the Ugly" .. I would say that Clint Eastwood and I ...

 

Par le fleuve de Arlanza entre Hortigüela et Covarrubias, se dresse le monastère de San Pedro de Arlanza, Siglo XI, où il est né Castilla, en plein "islamique", actuellement en restauration. Selon la légende se lit comte Fernán González de la chasse dans les vallées de la propriété privée de son père, également Conde, a été retrouvé rempli d'une grande andalousie qui visait à chasser le sanglier, l'élan et pour le raid, a été de donner à ses les os dans une grotte où il a vécu l'ermite Pelayo, qui s'aventure un avenir prometteur. Une fois le comte de Castille accédé à l'indépendance et à leur tour leur propre prospérité et celle de sa famille, il a rappelé les paroles de Pelayo et décidé de construire la chapelle de San Pelayo, d'où cette photo a été prise dans une grande falaise donnant sur une grande partie de la vallée, en fin d'après-midi, et de haut. Sous le rocher où il ya la grotte sanctuaire, aujourd'hui, avec de dangereuses inondations de la rivière. Le monastère bénédictin a été construit par le comte, son père, et a été enseveli avec son épouse. Et dernier et de ne pas s'attarder, et m'a laissé dans l'ombre beaucoup de détails, de dire, parce que je ne peux pas pouvoir, dans le Coto de pêche à partir de la digue qui est un serveur a pêché plusieurs fois et encore aujourd'hui pour entendre la truite est venu à moi, mais maintenant ... avant de retourner à la rivière ... plus ... J'ai tout simplement ignorés. Dans les environs, pour les cinéphiles .. a été tourné "Le bon, la brute et le truand" .. Je dirais que Clint Eastwood, et je ...

 

Iabcstm's Most Interesting Photos on Flickriver

  

Orden:Passeriformes

Familia : Thraupidae

Nombre común: Cigua amarilla

Nombre científico: Spindalis dominicensis

Nombre en Ingles: Hispaniolan spindalis

Status: ENDEMICA DE LA HISPANIOLA

Lugar de captura: Cordillerera central, Rep. Dom.

Por: Cimarron mayor Panta.

 

FELIZ NAVIDAD , MERRY CHRISTMAS AND JOYEUX NOEL PARA TODOS MIS AMIGOS DE FLICR.!!

 

Gracias a todos por estar y haber estado junto a mi en Flickr.

  

LO QUE ME IMPRESIONA DE LA INTELIGENCIA Y ASTUCIA DE LAS AVES!

 

Podemos equivocarnos al elegir una uva y luego de estar en nuestras bocas darnos cuenta que no estaba buena jaja. Vieja, agria, machacada etc etc , bueno pues a las aves eso no les pasa.

Obseven la serie. SOLO HAY UNA FRUTILLA CIMARRONICA BIEN MADURA DE TODO EL RAMILLETE!! ELLA NO ELIGE OTRA, ELLA SABE CUAN ELEGIR Y CUAL ES LA QUE ESTA MADURA Y SANA!!

 

Eso es algo que a mi me impresiona de nuestras amigas las aves. Así que espero sean como las aves y no se equivoquen al elegir las uvas que llevaran a su boca este día de NOCHE BUENA Y AÑO NUEVO.

Y QUE TODO EL MUNDO ENCUENTRE QUE COMER EN EL DIA DE HOY Y TODOS LOS DIAS POR VENIR, EN ESTE MUNDO TAN DESIGUAL DIOS SANTO!!

"Miren las aves del cielo, que no siembran, ni siegan, ni recogen en graneros, y sin embargo, el Padre celestial las alimenta.

 

Un gran abrazo para todos amigos y

 

Gracias a todos por estar y haber estado junto a mi en Flickr.

 

Feliz Natal a todos os meus amigos do Flickr

 

Merry Christmas to all my Flickr's friends

 

Joyeux Noël à tous mes amis de Flickr

 

Buon Natale a tutti i miei amici da Flickr

  

Cimarron mayor Panta

Villa Ortiz (Estación Coronel Mom) (más conocido como Coronel Mom, o simplemente Mom) es una localidad del Partido de Alberti, Provincia de Buenos Aires, Argentina. Cuenta con 815 habitantes (INDEC, 2010), lo que representa un descenso del 5% frente a los 857 habitantes (INDEC, 2001) del censo anterior.

Coronel Mom es una estación ferroviaria del Ferrocarril Domingo Faustino Sarmiento de la Red Ferroviaria Argentina, en el ramal que une las estaciones de Suipacha y Bayauca. o presta servicios de pasajeros. Sus vías están a cargos de la empresa Trenes Argentinos Cargas,sin embargo las vías se encuentran sin uso y en estado de abandono.

 

Recibía los servicios provenientes de Once con destino a Lincoln, General Villegas y Realicó. No posee servicios de pasajeros desde 1994.

 

El tren que transformaba lo cotidiano en mágico

 

Por Alberto Jesús González

DNI 23.215.534

Coronel Mom, provincia de Buenos Aires

Como tantos, mi pueblo surgió a la vera del ferrocarril y por consecuencia directa del paso del mismo. Corría el año 1907 y el ramal, que luego recibió el nombre de Domingo Faustino Sarmiento, comenzaba a extenderse desde Capital Federal hacia el oeste de la provincia de Buenos Aires y al establecerse la estación, que años más tarde se iba a llamar Coronel Mom, un puñado de casas comenzaron a levantarse alrededor de la misma.

Esta puede ser la historia de innumerables poblados de todo el país, que al igual que mi pueblo, Villa Ortiz .en honor a Alberto Ortiz, propietario de las tierras donde se erigió el mismo., se conformaron a partir del paso del primer tren. Y fue tanta la importancia del tren como motor de vida para las pequeñas poblaciones que Villa Ortiz, también como muchos pueblos del interior, es en realidad, mucho más conocido en la zona, la provincia y por que no el país, con el nombre de Coronel Mom, precisamente la denominación de su estación ferroviaria.

Resulta casi imposible de imaginar lo que los primeros trenes, allá por principios del siglo pasado, provocaban en las sensaciones o sentimientos de la gente. Enormes moles de hierro y humo que con sus sonidos hacían temblar la tierra y seguramente a más de algún desprevenido espectador.

Sí, espectador, porque durante tantísimos años el tren, el simple hecho de observar su paso, era una de las citas obligadas de mis abuelos, por no decir una de las pocas diversiones que podía entregarles un pueblo demasiado pequeño para tantas cosas.

Y esta sencilla acción que puede parecer no implicar muchos matices a su alrededor, tiene en cambio una o varias explicaciones.

No se trataba pura y exclusivamente de una diversión, más allá de que sí lo era, sino que el tren arribaba los viernes por la noche, procedente de Buenos Aires, y volvía a pasar los domingos por la tarde retornando hacía la capital de nuestro país. Lo cual significaba que irremediablemente los viernes llegaban familiares o amigos para disfrutar durante todo el fin de semana de la tranquilidad que podía ofrecerles este pueblo.

Todos, esa gran parte de los habitantes de Villa Ortiz, que concurrían cada viernes y cada domingo a la estación de trenes, vestían sus mejores ropas, porque se trataba indudablemente de un gran acontecimiento social.

También, debo narrarles, que los motivos y los fines que movían a cada segmento de la población a concurrir a observar la llegada del ferrocarril no eran los mismos, más allá, insisto, de que era un denominador común para todos el tomarlo como una diversión.

Por lo tanto, para las señoras mayores, que son un poco más proclives a los comentarios, se trataba de ir para enterarse y ver qué familias recibían visitas. Por su parte, los señores mayores iban para acompañar a sus esposas, pero más de una vez veían descender del tren a alguna novia de su juventud o a aquel amigo que tantos años hacía que había abandonado el pueblo, obviamente, una u otra situación provocaba un sentimiento de nostalgia irrefutable en ellos.

Y los jóvenes, los que no pasaban los veinte y algo de años, concurrían porque si llegaban parientes de alguna de las familias de la localidad, seguramente también lo hacía alguna bella chica que tal vez, a la vuelta de la vida y después de algún guiño del destino, podía ser la futura madre de sus hijos. Cuántas parejas se formaron ciertamente a partir del flechazo de esa primera mirada que se dio en el andén de la estación.

Pero la otra cara de la moneda, para muchos, era el tren del domingo porque se trataba de esa maldita máquina que llegaba para llevarse, y quién sabe hasta cuando, a la novia, o al novio, o a algún nieto, o en fin, a un ser querido que iba a extrañarse bastante.

Pero así como el progreso trajo innumerables factores positivos también impuso algunos que fueron lo contrario. Cada vez hubo mejores caminos y rutas, además de vehículos cada vez más sofisticados, por lo tanto, el viajar en tren pasó a ser algo demasiado lento y hasta incómodo, y como consecuencia, poco rentable para las empresas ferroviarias.

Y así llegó ese nefasto día en que pasó por la localidad el último tren de pasajeros. Un día que seguramente nuestros abuelos nunca imaginaron que llegaría; cómo podían hacerlo si el ferrocarril era todo o casi todo para muchos de ellos.

Pero llegó y cuando el último tren dejó la estación y comenzó a marcharse fue como que con él también se marchó una parte grande, importante y en cierto modo legendaria de la historia pasada del pueblo. Tal vez suene demasiado exagerado pero el último tren casi firmó la partida de defunción de este pueblo, es que luego en forma lenta pero inexorable los habitantes fueron siendo cada vez menos.

En mi caso, sólo llegué a vivir los últimos años de este medio de transporte que tan ligado está al desarrollo de innumerables pueblos del interior del país. De todos modos, me atrevo a afirmar que el tren de pasajeros le daba otra vida a mi Villa Ortiz, por eso cada vez que hago referencia al tema es imposible que no me invada la nostalgia y se me escape alguna que otra lágrima, fundamentalmente por mis padres y mis abuelos, ya que fueron ellos los que tras la partida del último tren tuvieron que aceptar con resignación que sus hijos comenzaran a marcharse en búsqueda de un futuro mejor…

 

Publicado por editor el Jueves 31 de Agosto de 2006

Mas fotos, videos y post completo en mi Blog: cine-mundoalegre.blogspot.com/2018/05/ninato-un-reflejo-f...

 

'Niñato' es una película aparentemente sencilla, pero que detrás de su narrativa desnuda y directa esconde un trabajo de reflexión muy sofisticado (aunque intuitivo en buena parte) acerca de cómo mostrar la realidad en un formato narrativo similar a la ficción. El resultado del experimento es una película absolutamente invadida por el lenguaje del documental, una crónica urbana y modesta del día a día de un padre treintañero de clase humilde.

 

Ese padre es David Rasanz, parado y con la eterna esperanza de hacerse un nombre en el competitivo mundo del rap, y también incansable cuidador de tres niños -una hija y dos sobrinos-, aunque a todos los efectos padre de los tres. A veces queda con su novia, que no va a tardar en irse unos meses fuera del país con una beca, a veces pide dinero y ayuda en las tareas del hogar a su madre, que vive puerta con puerta con él.

 

Otras veces lo veremos discutiendo con su hermana acerca de las dificultades de meter en vereda al más pequeño de los niños, Oro. O comentando con otro padre que no se puede permitir pagar el comedor de los chavales, pero que tampoco le importa, porque eso le permitirá pasar más tiempo con ellos. David se abre paso sin perder la esperanza en el día a día, en una película sin estridencias ni sorpresas, que transcurre plácida y dura como la vida en la gran ciudad.

 

Durante seis años el debutante Adrián Oor ha convivido con David y los niños y los ha seguido en todas sus peripecias, creíbles y tiernas. Se adivina un trabajo de exhaustiva observación de las a buen seguro cientos de horas de material grabado en busca de un gesto natural, un comentario improvisado o un momento de reveladora naturalidad. El enorme trabajo que hay detrás de dejar la esquemática historia reducida a setenta minutos premia al espectador con una película sencilla, pero no anecdótica.

 

Vivir cada día: el rap

 

'Niñato' se sienta cómoda en un término medio, orgullosamente indescifrable, entre el documental indie sin pretensiones y la ficción mumblecore, y afortunadamente a los pocos minutos el espectador deja de preguntarse qué hay de real y qué de preparado en la historia que se le cuenta. Ese es sin duda el gran valor de una ficción que no tiene la necesidad de reivindicarse continuamente como realidad, porque se palpa la autenticidad en cada fotograma.

 

Orr ya habia tratado la cotidianeidad de David y los suyos en su corto de 2014 'Buenos días, resistencia'. Prácticamente lo repite aquí en una larga y esquemática escena en la que los niños se levantan para ir al colegio, remoloneando, bromeando y cabreando a su padre. Lo que podría parecer una maniobra de reciclaje de una buena idea de puesta en escena y que con muy pocos elementos define a los personajes, en realidad es la base de la película, su canto a la cotidianeidad, la repetición y la sencillez.

 

La relación entre corto y película es también lo que ha hecho que 'Niñato' sea comparada con la obra de Linklater y sus documentales de seguimiento, pues vemos en los cuatro años y medio que dura la acción que a los niños les da tiempo de crecer. Pero Orr no busca hablar del cambio, sino quizás, de todo lo contrario: de cómo pase lo pase esta familia sigue unida y dispuesta a afrontar cualquier contratiempo. Un mensaje sencillo para tiempos en los que la trascendencia hay que encontrarla en la heroicidad del día a día.

 

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La noticia 'Niñato', un reflejo fidedigno de la cotidianeidad entre bases de hip-hop fue publicada originalmente en Espinof por John Tones .

 

Atribución de la publicación original:

 

De: Espinof

Publicación: www.espinof.com/criticas/ninato-un-reflejo-fidedigno-de-l...

Autor/Editor: John Tones

URL: www.espinof.com

 

Términos de búsqueda: Cine, Películas, Trailers, Series, Videos, Cartelera

Fecha: May 16, 2018 at 10:27AM

 

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