Manifestação da Frente dos Servidores Públicos do RS diz não à PEC 32 e às privatizações e terceirizações
Simpa, Cpers-RS, Sintrajufe-RS, Sindserf-RS, Atempa, ASHPS, Associação dos Trabalhadores do HMIPV, centrais sindicais, o Fórum em Defesa do SUS e o vereador de Porto Alegre, Jonas Reis (PT), participaram de ato público, em frente ao HPS, nessa terça-feira (14/9), contra a PEC 32 e contra as privatizações e terceirizações no SUS. As entidades manifestaram-se sobre os prejuízos da política adotada por Bolsonaro com as reformas estruturais de corte de direitos dos trabalhadores e pelo prefeito Sebastião Melo (MDB) que propôs a venda da Carris e quer fazer o mesmo com o HPS e o HMIPV.

“A precarização, privatização e terceirização do serviço público não vem de hoje. Começou em 2016, com o golpe na presidenta Dilma Rousseff e continuou com a reforma trabalhista, reforma da previdência e emenda do teto dos gastos congelados por 20 anos”, lembrou a diretora do Sintrajufe-RS, Arlene Barcellos.

Para o diretor geral do Simpa, João Ezequiel, a PEC 32 vai promover a destruição total do serviço público no Brasil. Com o fim da estabilidade, será possível demitir, a qualquer momento, os servidores e servidoras e abrir as portas para o apadrinhamento e a corrupção. “Abre a porteira para que os governos entreguem o serviço público para a iniciativa privada, tornando, o que era gratuito e de qualidade, em serviço pago e de baixa qualidade”, aponta o diretor.

Em Porto Alegre, Melo adota a mesma política de Bolsonaro. O prefeito está acelerando as venda do patrimônio público porto-alegrense. “Ele quer passar o HPS para a mão da iniciativa privada. Nós vamos chegar aqui no hospital para sermos atendidos e vamos ter que pagar”, lamenta João Ezequiel.

O HMIPV também está na mira do governo. Segundo Marco Brignol, diretor da Associação dos Trabalhadores do HMIPV, Melo se mostra pior do que Marchezan, pois diz que dialoga, mas usa do cargo de prefeito para atacar os servidores”. A representante das Técnicas de Enfermagem do HPS pede respeito para todo o corpo de trabalhadoras e trabalhadores do hospital: “nós sofremos na pele com a terceirização da Saúde. A cada ano a empresa muda e os funcionários ficam sem direitos trabalhistas e com a insegurança de serem demitidos a qualquer momento. Em cinco anos, eu nunca vi tanto desmantelamento neste hospital”, afirma ela.
22 photos · 4 views