Ato no PACS pede testagem para Covid-19 para trabalhadores da saúde
Fotos: Mariana Pires/Simpa

A Comissão de Trabalhadoras e Trabalhadores do Pronto Atendimento Cruzeiro do Sul (PACS) e o Simpa realizaram ato hoje, 22/07, em frente ao local, para protestar contra a falta de uma política de testagem para a Covid-19, por parte da gestão Marchezan, focada nos servidores da saúde que lidam diariamente com a doença nos hospitais, pronto-atendimentos e postos de Porto Alegre. A medida é essencial para proteger a saúde dos trabalhadores, seus familiares e dos próprios usuários e conter o avanço da Covid-19.



Diariamente, são feitas mais de 60 coletas de pessoas que vão ao PACS com sintomas da doença e, segundo relatado durante o ato, ao menos sete trabalhadores já foram positivados no PACS. Até o final de junho, o Brasil era o país com maior número de mortes por coronavírus entre os profissionais da saúde. Somente entre os de enfermagem, o Cofen já contabiliza 295 óbitos.



“Para além de sermos servidores e atender a população, nós também temos de fazer a defesa do SUS, dos trabalhadores e trabalhadoras que estão na linha de frente arriscando suas vidas, enquanto o prefeito Marchezan usa cerca de 3 milhões da saúde para propaganda, deixando os trabalhadores sem EPIs adequados e sem testagem”, denunciou João Ezequiel, diretor-geral do Simpa, durante o ato.



“O laboratório do PACS poderia estar sendo usado para fazer a testagem de cada servidor, mas a gestão Marchezan não faz mesmo tendo todas as condições para isso. Há poucos dias, houve um surto no plantão de saúde mental do PACS. E somente depois de muita pressão dos trabalhadores, do Simpa e do Conselho Municipal de Saúde, ontem recebemos resposta ao ofício que encaminhamos à Secretaria Municipal de Saúde. Segundo a SMS, foi feita a testagem daqueles servidores. Mas, vamos seguir fiscalizando para ver se é verdade e para garantir que a testagem seja feita com todos os servidores da saúde”, disse o dirigente.



No ato, o Simpa também defendeu o SUS contra as políticas de desmonte e terceirização, ressaltando que somente o sistema, com seus trabalhadores e trabalhadoras, é capaz de fazer frente à pandemia, mesmo diante de todas as adversidades causadas pelos governos de Bolsonaro, Leite e Marchezan.
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