#EleNão: união de mulheres sai das redes e toma as ruas contra o fascismo
Elas chegaram aos poucos, com suas cores, seus estilos, seus desejos, suas preferências; acompanhadas de suas famílias, de companheiros e companheiras, de seus amigos e amigas, foram lotando a praça nos arredores do Monumento aos Expedicionários, espalhando-se por todo eixo do espelho d'água.

Logo após o início do ato #EleNão, neste histórico 29 de setembro de 2018, a Redenção estava tomada por milhares de pessoas que, no fim da tarde, saíram em caminhada até o Largo Zumbi dos Palmares, onde o protesto se encerrou, tomado de alegria e o orgulho de quem sabia estar ajudando a construir um país mais justo e igualitário.

Ao longo da tarde, artistas e lideranças políticas, sociais e religiosas, de variadas matizes ideológicas, de diversas crenças e credos, se revesaram no microfone entoando, junto com o público, numa só voz, o #EleNão que unia a todas e todos.

A data foi especial em todo o Brasil e também no exterior. Nas principais capitais e em diversas cidades brasileiras e de outros países, multidões formadas majoritariamente por mulheres tomaram praças, ruas e avenidas embaladas no sonho comum de barrar a ascensão do pensamento fascista de seu principal representante nas eleições presidenciais, Jair Bolsonaro.

Em Porto Alegre e país afora, discursos e palavras de ordem denunciavam o machismo, a misoginia, o racismo, a LGBTfobia, a xenofobia e toda forma de manifestações de ódio, violência e opressão. Na capital gaúcha e demais cidades, os atos foram pacíficos, sem registro de nenhuma ocorrência violenta.

O Simpa, municipárias e municipários estiveram presentes reforçando a união contra o fascismo. Para o Sindicato, a luta pelo #EleNão é uma legítima reação das mulheres e do povo em geral contra os discursos e propostas autoritárias e preconceituosas, contra os ataques aos direitos humanos, das trabalhadoras e trabalhadores, que vêm sendo defendidos pelo candidato e seu vice. O Simpa, portanto, reafirma seu compromisso com a democracia, em defesa da diversidade e dos direitos de todas e todos, na certeza de que a mobilização social é a base da construção de um país mais justo, democrático, respeitoso e igualitário.
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