Categoria mantém estado de greve e define ações para o próximo período
A categoria municipária se reuniu em assembleia na noite desta terça-feira, 18 de setembro, para definir os novos passos de sua mobilização e luta para o próximo período. Os municipários seguem buscando a abertura de mesa de negociação com a prefeitura referente às reivindicações da data-base – entre as quais estão o reajuste de 6,85% para repor as perdas acumuladas desde o ano passado –, contra os projetos de lei que retiram direitos e contra os parcelamentos. Até o momento, o Simpa não foi recebido por Marchezan para discutir a pauta.
Uma das principais decisões da assembleia de hoje foi a de organizar a participação da categoria no ato Mulheres contra Bolsonaro, que acontece no dia 29 de setembro, a partir das 15h, na Redenção.
Além disso, os municipários e municipárias decidiram aprovar posicionamento do Sindicato contra as candidaturas neofascista de Bolsonaro e neoliberais de Eduardo Leite (PSDB) e Sartori (MDB), cujos projetos afrontam a democracia e a igualdade, atacam os servidores, o direito à greve e o serviço público e apostam nas privatizações como fórmula para “recuperar o Estado”, estabelecendo um verdadeiro retrocesso nas condições socioeconômicas da população.
A categoria também decidiu fazer campanha e denunciar locais de trabalho em que esteja ocorrendo assédio moral contra os servidores grevistas, o que agride o direito constitucionalmente garantido de os trabalhadores aderirem a movimentos paredistas em defesa de seus direitos.
Como forma de manter a mobilização contra as ações do governo Marchezan de destruição da cidade e dos serviços públicos, os servidores e servidoras decidiram intensificar o diálogo com a população sobre os problemas de Porto Alegre, inclusive com a realização de plenárias regionais.
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