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CLAUSTRO DE D. JOÃO III | by César Augusto
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CLAUSTRO DE D. JOÃO III

[ ph.579 ]- 1983- Convento de Cristo Tomar

 

CLAUSTRO DE D. JOÃO III:

 

Obra prima do Renascimento europeu, este claustro, concluído em 1562 , foi projectado por Diogo de Torralva :

  

“Quadrado com chanfros nos ângulos, 2 pisos com cobertura em terraço, rematado por balaustrada; 4 alas, com tramos alternadamente quadrados e rectangulares, com abóbadas de nervuras e caixotões, respectivamente, abrindo para a quadra por arcos de volta inteira, no 1º registo, serlianas no 2º; colunas monolíticas de fuste liso rematando lateralmente os tramos de arcaria e de arco e imposta, sustentando apenas os entablamentos; ordem dórica no 1º piso, jónica no 2º; os 4 ângulos mostram chanfradura recta, no 1º piso, convexa no 2º, rematados por 4 torreões, com escadas helicoidais a NE. e SO. Do primitivo claustro de Castilho, subsistem várias "engras", vãos rectangulares, nos cantos do claustro, com abóbada polinervada descarregando em pilastras. Na quadra central fonte barroca assente em plataforma octogonal.”

 

( DGEMN )

  

www.360portugal.com/Distritos.QTVR/Santarem.VR/Patrimonio...

 

www.360portugal.com"

  

O Convento da Ordem de Cristo e o Castelo Templário, em Tomar, formam um conjunto monumental único no seu género. O Castelo foi fundado em 1160 por Dom Gualdim Pais, Mestre provincial da Ordem do Templo em Portugal, e dentro das suas muralhas viveram as primeiras gentes de Tomar. O coração da fortaleza, a Alcáçova, com a torre de menagem, foi construída a Oriente; o lugar místico, a Igreja octogonal Templária, foi construída a Ocidente. Com o extermínio da Ordem pelas perseguições de Filipe, o Belo, Rei de França, os Templários encontraram, em Portugal, a continuidade da sua sagrada missão de Cavalaria.

 

A Ordem do Templo foi extinta em 1312, mas os seus bens e, em parte, a sua vocação, foram transmitidos, em Portugal, à Ordem de Cristo, criada em 1319. Sob os auspícios de D. Dinis é, então, fundada a "Ordem dos Cavaleiros de Cristo", a qual foi durante quatro anos negociada pelo monarca com a Santa Sé, e veio a integrar pessoas e bens da extinta Ordem do Templo. É com a Ordem de Cristo que a nação portuguesa se abre para a empresa das descobertas marítimas do séc. XV. Tomar é, então, sede da Ordem, e o Infante D. Henrique o seu Mestre.

 

Com a expansão da fé cristã e do reino, também a sede da Ordem de Cristo se dilata. Os séculos e a história de Portugal vão deixando, na arquitectura do Convento, testemunhos do tempo e dos homens que lideraram os destinos de Portugal. Durante o governo do infante D. Henrique foram construídos dois claustros góticos no Convento. Com D. Manuel, a igreja templária é prolongada para Ocidente por uma construção que serviria o Capítulo da Ordem.

 

Profusamente impregnada pela simbólica dos Cavaleiros de Cristo, esta construção aloja na sua fachada ocidental a famosa Janela da Sala do Capítulo, de Diogo de Arruda (cerca de 1510). Mais tarde, D. João III pretende fazer profundas mudanças na Ordem, alterando as suas Regras e transformando os Cavaleiros em monges contemplativos; é a partir deste reinado que se iniciam importantes trabalhos de ampliação do Convento, com vista a consumar a Reforma da Ordem. Esses trabalhos vão continuar através de vários reinados, até ao século XVIII, deixando marcas de diversas tendências artísticas.

 

O Convento de Cristo encerra no seu conjunto arquitectónico testemunhos da arte do Românico, templária, do Gótico e do Manuelino, ao tempo das Descobertas, do Renascimento joanino, do Maneirismo, nas suas várias facetas e, por fim, do Barroco, presente em vária ornamentação arquitectónica.

Da estrutura arquitectural do Convento, além das edificações construídas em torno da igreja templária, há a salientar o conjunto de quatro grandes claustros articulados por dois eixos em cruz latina, e também um aqueduto com 6 Km de extensão mandado edificar por Filipe II. Integra os domínios conventuais uma área de floresta e cultivo conhecida por Mata dos Sete Montes, por estar confinada por sete colinas de acentuado relevo. "

 

IPPAR

 

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Listed as a World Cultural Heritage site by UNESCO since December 1983, the Castle in Tomar form a unique monumental ensemble in their kind. The Castle was founded in 1160 by Dom Gualdim Pais, provincial Master of the Order of the Temple in Portugal. The early inhabitants of Tomar lived within its walls.

 

The heart of the fortress, the Alcáçova (Citadel), with the donjon, was built on the east side; the mystical place, the octagonal Templar Church, was built on the west side. With the dissolution of the Order, because of the persecutions of King Philippe, the Beautiful, King of France, the Templars could carry on with their sacred Cavalry mission in Portugal.

Under the auspices of King Dinis the "Order of the Knights of Christ" was founded. It was negotiated for four years between the monarch and the Holy See; both the people and properties of the dissolved Order joined the new Order. It is thanks to the Order of Christ that the Portuguese nation opened itself to the maritime Discoveries carried out in the 15th century. Tomar became, therefore, the headquarters of the Order and, Prince Henry, the Navigator, their Master. The Order of Christ expanded as the Christian faith and the kingdom itself expanded too..

 

Time and the Portuguese history left in the architecture of the Convent evidences of the passing ages and of the men who led the Portuguese destinies. During Prince Henry's rule two Gothic cloisters were built in the Convent. With King Manuel I, the Templar Church was expanded to the west with a construction that would serve the Chapter of the Order. This construction, profusely decorated by the symbolism of the Knights of Christ, has in its west façade the famous Chapter House Window. Later on, King John III, who inherited the throne from his father, King Manuel, had deep changes made in the Order by amending their Rules and turning the Knights into Monks; important works of expansion of the Convent started in this reign in order to accomplish the Reform of the Order. Such works would go on through several reigns, till the 18th century, and left marks of different artistic tendencies. The Convent of Christ displays in its architectural ensemble art several testimonies: the Romanesque art, with the Templars; the Gothic and Manueline style, with the Discoveries; the Renaissance, during the Reform of the Order; the Mannerism, in its various aspects; and eventually the Baroque, in several architectural details.

 

In the architectural structure of the Convent, besides the buildings constructed around the Templar Church, it is worth pointing out the ensemble of four large cloisters framed in Latin cross by two axes, and also an aqueduct 6 km long, constructed by King Philip II. An area of forest and farm land, known as Mata dos Sete Montes (Wood of the Seven Hills) due to the seven hills that surround it, makes part of the Convent's estate. The Templars chose the highest of these hills to build their octagonal Temple."

 

IPPAR

      

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Taken on August 20, 2006