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Paris - Quai de Voltaire (1930-1937) - Mily Possoz (1888-1968) | by pedrosimoes7
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Paris - Quai de Voltaire (1930-1937) - Mily Possoz (1888-1968)

Museu Nacional de Arte Contemporânea, MNAC, Museu do Chiado, Lisbon, Portugal

 

Material: Oil on canvas

Collection: MNAC-MC

Inv.: 1714

 

ABOUT THE WORK

 

HISTORY

 

Adquirido pelo Estado em 1957.

 

EXPOSIÇÕES

 

Lisboa, 1942, 34; Lisboa, 1945, 3; Castelo Branco, 2001, 18, cor; Caminha, 2001; Lisboa, 2006; Lisboa, 2010.

 

BIBLIOGRAFIA

 

7.ª Exposição de Arte Moderna, 1942, 34; Calendas Expõe Obras (…), 1945, 3; SILVA (et al.), 1994, 144, cor; SILVA, 1998, 40, cor; SANTOS, 2001, 18, cor.

 

A pintura de Mily Possoz define-se nas décadas de 20 e 30 liberta de certo pendor naturalista, que estivera presente na sua pintura do princípio do século, revelando na construção de temas, por vezes de raiz oitocentista, uma liberdade de execução e fascínio pela própria pintura, consentâneos com uma modernidade que encontra os seus modelos em Marquet e Dufy, ou nas estilizações gráficas da época.

 

Nesta obra não são os valores feéricos mais comuns da sua pintura que se exibem, antes procedendo a um trabalho de natureza mais substancial. Há uma curiosa morfologia circular que obsessivamente enforma os elementos e se transmite à composição criando ritmos dinâmicos.

 

Os volumes, como é o caso das árvores, apresentam-se individualizados e dispostos serialmente, como também acontece com as arcadas da ponte, cujo reflexo na água, muito intenso, completa os círculos de modo a enfatizar a morfologia daí resultante. A sua repetição responde ritmicamente ao arvoredo. Os elementos que povoam o primeiro plano, sobretudo os automóveis, são tratados com uma deliberada ingenuidade, apresentando as rodas destacadas com frontalidade, sem a implícita distorção perspéctica. A luz quase frontal cria reverberações matéricas nas águas e no arvoredo da outra margem, perto do Louvre, ou nas nuvens. No tratamento substancial da luz espelhada no rio, disposta por pinceladas curtas e rectangulares, sobretudo entre o arvoredo, é detectável uma certa influência da pintura de Eduardo Viana, que a artista admirava.

 

Estes aspectos definem um lugar extremo na pintura de Mily Possoz em que o agenciamento de uma forma se conjuga e revela numa infinidade de motivos, de modo a organizar um espaço ritmado em que a substancialidade pictórica ultrapassa as suas mais tradicionais estilizações ao gosto da época.

 

Pedro Lapa

 

SOURCE: www.museuartecontemporanea.gov.pt/pt/pecas/ver/338/artist

 

BIOGRAPHY

 

Natural das Caldas da Rainha, apesar da sua ascendência belga, moradora em Lisboa desde a infância, dedica-se à pintura ainda muito jovem, depois de uma aprendizagem no atelier de Emília dos Santos Braga.

 

Aos 16 anos viajou por Paris, Holanda, Alemanha e Bélgica, num périplo delineado entre algumas das principais cidades europeias, durante cinco anos, enriquecedor de uma linguagem modernista, característica da sua obra, algo ingénua e particular, preenchida por retratos de meninas, composições de flores e gatos, mas também cenas urbanas e paisagens, em tonalidades que sublinham a graciosidade dos temas.

 

Colaborou nos mais significativos periódicos, reveladores da primeira geração de modernistas, como ABC, Athena, Contemporânea, Ilustração Portuguesa, e participa em exposições colectivas ou individuais, tornando-se uma das artistas mais conhecidas e de qualificada produção no panorama artístico português, nos anos de 1920 a 1940.

 

Neste ano, participa na Exposição do Mundo Português como decoradora da Sala do Japão, inspirada nos Biombos Namban e o seu percurso artístico foi premiado com a Medalha de Ouro na Exposição Internacional de Paris, em 1937, o prémio Amadeu de Souza-Cardoso, em 1944, o prémio de Desenho José Tagarro, em 1949, e o prémio de Pintura Columbano, em 1951.

 

Maria Aires Silveira

 

SOURCE: www.museuartecontemporanea.gov.pt/pt/artistas/ver/143/art...

 

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Taken on April 30, 2019