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Viver

O prazer e a dor de viver

  

Sim, viver dói profundamente.

 

Sim, viver dá prazer intensamente.

 

A vida é uma dualidade, pobreza/riqueza, saúde/doença, alegria/tristeza, amor/ódio, perdas e ganhos ....

 

Infinitas vezes isto causou uma profunda revolta dentro de mim.

 

Hoje penso que é necessário que seja assim. Quem um dia experimentou a pobreza, sabe mais o valor da riqueza... Quem um dia experimentou o ódio, quando prova o amor deleita-se mais...

 

Aprendemos mais quando sentimos...

 

Quem passou fome valoriza mais o alimento que aquele que sempre o teve.

 

A sede de quem esperou um dia para beber é maior que a sede de alguns minutos..

 

Quem teve um dia rejeitado o seu amor, quando alguém o aceitar sentirá um prazer acentuado e diferente daquele que sempre foi aceito.

 

Assim parece que é necessária esta dualidade para que tenhamos contornos mais definidos das situações, uma maior percepção e sensibilidade.

 

Às vezes nos lamentamos demais quando erramos. Mas talvez a dor de errar hoje seja proporcional ao prazer de acertar amanhã.

 

Só não erra quem não tenta, quem foge das experiências. Quando mais experimenta a vida mais erra e mais acerta também. Já quando menos, pouco se erra, mas em compensação não se acerta mais quase nada também...

 

É vaidade querer acertar tudo direto, errar faz parte do caminho. Não há

como apertar um botão e ser feliz para sempre

 

Assim, prefiro errar muito ainda...para acertar também.

 

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Juarez A Motyzcka © All rights reserved

  

•Na foto minha filha Letícia de 1 ano e 2 meses. O irmão da Letícia, Ricardo já tem 14 anos. Ela estar aqui representa a superação de minhas dúvidas entre ter ou não mais um filho. Agora penso que a família está completa.

•A primeira frase deste texto a vi como legenda no flickr do Charles Machado, fiquei pensando nela e quis escrever sobre isto, está em: www.flickr.com/photos/charlesmachado/53151376/

 

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Taken on October 26, 2005