Zumbi - A Guerra do Povo Negro
Exposição no Sesc Vila Mariana registra a trajetória de Zumbi dos Palmares

Zumbi – A Guerra do Povo Negro

Curadoria de Audálio Dantas, ilustrações de Fernando Vilela e fotografias de Tiago Santana
Expografia: Celophane Cultural
Produção NU - Projetos de Arte
Impressão Olho Digital
Cenotecnia: Cenografia Sustentável

No dia 20 de novembro – feriado que marca o Dia Nacional da Consciência Negra – o Sesc Vila Mariana inaugura a exposição Zumbi – A Guerra do Povo Negro, que traça a trajetória do último líder do Quilombo dos Palmares e um dos símbolos de resistência do povo negro na história brasileira. A exposição tem curadoria do jornalista Audálio Dantas e conta com ilustrações de Fernando Vilela e com fotografias de Tiago Santana.

O Quilombo de Palmares, localizado na região sul da antiga Capitania de Pernambuco e atual Estado de Alagoas, surgiu no século XVI no período do Brasil Colônia, na região conhecida como “Serra da Barriga”, nas proximidades da vila de Porto Calvo.

Em um dos engenhos ao Sul de Pernambuco, no meio da madrugada do ano de 1597, um grupo de cerca de quarenta homens escravizados planejaram a fuga coletiva em direção à Serra, no alto do que hoje é denominado como Planalto Meridional de Borborema. Ali fundaram o maior quilombo do período colonial, tendo resistido à escravidão e ameaçando o poder hegemônico da Coroa portuguesa por quase 100 anos.

A história do Quilombo de Palmares atravessa o tempo e se torna a primeira experiência coletiva de contestação no país. Seu último líder, Zumbi, é a figura principal da narrativa contada na exposição “Zumbi – A Guerra do Povo Negro”. A montagem também marca a efeméride de 360 anos de nascimento de Zumbi e os 320 anos desde sua morte.

Audálio Dantas é jornalista atuante há mais de 60 anos com trabalhos na Folha de S.Paulo, e nas revistas O Cruzeiro, Manchete e Nova. Audálio tem extensa trajetória na defesa dos direitos humanos no país. Foi o responsável pela denúncia da morte do também jornalista Vladimir Herzog nos cárceres da ditadura, em 25 de outubro de 1975. Por sua série de reportagens sobre o nordeste brasileiro na revista Realidade, Audálio recebeu premiação da Organização das Nações Unidas e tem, além de tantos outros, o mérito de ter sido responsável pela descoberta dos excertos de Carolina Maria de Jesus, no que viria a ser a obra “Quarto de Despejo”.

Para construir a história de Zumbi, Audálio contou com o apoio de dois artistas: Fernando Vilela, ilustrador, artista plástico, escritor e professor, que recriou as cenas das narrativas da história e da vida de Zumbi na cenografia da exposição. Ele criou as ilustrações de toda a vida de Zumbi, não apenas das batalhas. Autor de ilustrações de mais de 60 livros infantis, Fernando tem carreira consolidada tanto no país quanto no exterior.
Para registrar o cenário da Serra da Barriga em sua configuração atual e o cotidiano da população que ali vive, possíveis herdeiros dessa história, Tiago Santana foi convidado para apresentar 14 fotografias panorâmicas da região. Fotógrafo cearense, com mais de vinte anos de atuação, foi vencedor por dois anos consecutivos do prêmio “O Melhor da Fotografia do Brasil”, por sua obra de documentarista. Tiago continua sua parceria com Audálio Dantas, iniciada com a publicação do livro “Céu de Luiz”, que narra a trajetória de Luiz Gonzaga através de um ensaio fotográfico, editado pelas Edições Sesc São Paulo em parceria com a Editora Tempo D´Imagem.

SESC Vila Mariana
Realização SESC SP
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