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III

 

Esta é a terra morta

Esta é a terra de cactos

Aqui as imagens de pedra

Erguem-se, aqui recebem

Em súplica a mão do morto

Na fuga de uma estrela que cintila.

 

Será mesmo assim

No outro reino da morte

Acordar sozinho

Na hora em que

Trememos de ternura

Os lábios capazes de um beijo

Formam preces a pedras quebradas.

 

T. S. Eliot, traduzido por João Paulo Feliciano

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Taken on April 16, 2011