new icn messageflickr-free-ic3d pan white

FAB7057 / P95A BANDEIRULHA / 4º/7º GAv - ESQUADRÃO CARDEAL - SBYS / QPS

Academia da Força Aérea Brasileira - Campo Fontenelle SBYS - Pirassununga - SP

 

A versão do Bandeirante para patrulhamento marítimo, o P-95 "Bandeirulha" veio ocupar uma lacuna na FAB com a desativação dos Neptune P-15. Seu desempenho é superior ao do avião que lhe deu origem, em razão dos motores PT-6A-34 e dos tanques de ponta de asa, que lhe aumentam a autonomia para sete horas e vinte minutos. Equipado com potente aparelho de radar colocado no nariz, e pontos "duros" sob as asas para lançamento de foguetes. Os Bandeirulhas patrulham a costa, executam a identificação e o controle do tráfego mercante e se adestram em operações de busca e salvamento. A adoção do sistema de Guerra Eletrônica ESM Thomson-CSF (hoje Thales) DR2000/Dalia no P-95B, modificou o emprego da aeronave e deu um novo fôlego ao Bandeirulha, agora como plataforma ELINT/SIGINT (Electronic/Signals Intelligence – Monitoramento de emissões eletromagnéticas).

 

Ficha Técnica

País de origem: Brasil

Fabricante: Embraer

Tipo: Avião de Esclarecimento Marítimo

Motores:2 turboélices Pratt & Whitney, Canadá PT6A-34 com 750 shp cada.

Desempenho:

- velocidade máxima: 385 Km/h

- velocidade máx. cruzeiro: 393 Km/h

- alcance: 3.250 Km (com tanques de ponta de asa)

Pesos:

- vazio: 5.150 Kg

- máx. decolagem: 7.000 Kg

Dimensões:

- envergadura: 15,95 m

- comprimento: 14,91 m

- altura: 4,83 m

- área de asa: 29,1 m2

Aviônica e Sensores:

- Radar THORN EMI Super Searcher

- MAGE (Medidas de Apoio à Guerra Eletrônica)

Thomson-CSF DR 2000A Mk II/Dalia 1000A Mk II

- Collins EFIS-74

- ADI-84

- Piloto-automático APS-65

- Sistema de navegação Omega Canadian Marconi

CMA 771 Mk III

Tripulação:5

Armamento:4 pontos de fixação nas asas para até 28 foguetes não guiados SBAT 70/7 de 70 mm

Operadores:Brasil, Argentina, Chile e Gabão

Observação:A Argentina utilizou o EMB-111 durante a Guerra das Malvinas, em 1982.

 

4º/7º GAv - ESQUADRÃO CARDEAL

Através do Decreto nº 22.802 e seguindo a nova organização da Força Aérea Brasileira, no dia 24 de março de 1947 foi criado o Sétimo Grupo de Aviação (7º GAv), sediado em Salvador, na Bahia. O 7º GAv operou inicialmente aeronaves Lockheed PV-1 Ventura e PV-2 Harpoon, recebendo em seguida os North American B-25J Mitchell. No dia 30 de dezembro de 1958 chegaram treze aviões Lockheed P-15 Netuno para formar um Grupo Anti-Submarino, iniciando suas operações em 1959 e voando até o dia 03 de setembro de 1976.

No dia 10 de abril de 1978 chegou à Base Aérea de Salvador o primeiro Embraer EMB-111 Bandeirante Patrulha, designado P-95 na Força Aérea Brasileira, sendo essa a aeronave utilizada até os dias de hoje pelos quatro esquadrões que compõem o 7º GAv, todos subordinados à Segunda Força Aérea (II FAe) e com o objetivo de realizar missões de esclarecimento e acompanhamento do tráfego marítimo no litoral brasileiro. O Bandeirante Patrulha está equipados com um radar de busca APS-128 Super Searcher, equipamentos de comunicação e fotográficos, MAE, EW, ELINT e SIGINT. O armamento pode ser composto por quatro lançadores SBAT-70/7 ou quatro foguetes SBAT-127 instalados sob as asas.

Quando a Marinha do Brasil adquiriu o seu primeiro navio-aeródromo, o Minas Gerais, em fins de 1956, a FAB providenciou a criação da Unidade Aérea que forneceria os meios aéreos a essa belonave, cumprindo a legislação e doutrina em vigor. No dia 06 de fevereiro de 1957 foi criado o Primeiro Grupo de Aviação Embarcada (1º GAE) com a finalidade de guarnecer o navio-aeródromo da Marinha Brasileira. O 1º GAE foi organizado inicialmente com dois esquadrões, um de caça e outro de patrulha. Mais tarde, quando a Marinha definiu que o Minas Gerais seria um porta-aviões anti-submarino, o 1° GAE foi reorganizado, passando a ser composto por um esquadrão de aviões de patrulha e outro de helicópteros anti-submarino.

Em outubro de 1958, a Base Aérea de Santa Cruz foi designada como sede em terra do 1º GAE. Nesse mesmo ano, começou a receber o seu equipamento inicial, os aviões North American B-25J Mitchell e helicópteros Bell H-13J. Em 26 de junho de 1961 chegaram ao Brasil os primeiros aviões Grumman P-16A Tracker, iniciando as operações aéreas a bordo do Minas Gerais no dia 22 de junho de 1965. Os P-16E, mais modernos e sofisticados, começaram a operar no 1º/1º GAE em dezembro de 1975. O último P-16 da FAB foi retirado de serviço no dia 30 de dezembro de 1996.

Para a continuidade das operações, foi criado em 31 de julho de 1998, pela Portaria R.452/GM3, o Quarto Esquadrão do Sétimo Grupo de Aviação (4º/7º GAv), operando as aeronaves Embraer P-95A Bandeirante Patrulha que voavam com o 2º/1º GAE, efetuando as missões de patrulha e esclarecimento marítimo.

O nome do Esquadrão Cardeal é em virtude da semelhança entre o pássaro e os gorros vermelhos utilizados pelos pilotos do 1º GAE no início de suas atividades. O seu emblema contém a inscrição em latim ''Sic Semper Tyrannis'', que em português significa “Assim sempre com os tiranos”.

Para os próximos anos está prevista a desativação do Esquadrão Cardeal. As suas aeronaves serão entregues aos esquadrões Netuno e Phoenix, os seus tripulantes serão incorporados ao Esquadrão Orungan, na Base Aérea de Salvador.

 

Fonte: SPOTTER / CECOMSAER

  

2,915 views
3 faves
13 comments
Taken on August 7, 2011