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Café Tortoni - Buenos Aires, Argentina

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Francisco Aragão © 2012. All Rights Reserved.

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Portuguese

O Café Tortoni, localizado no 825 da Avenida de Maio, na Cidade de Buenos Aires, é o más representativo do espírito tradicional de dita avenida e uma lenda da cidade. Nele funcionou a associação literária de maior predicamento de Buenos Aires, liderada pelo pintor Benito Quinquela Martín.

Na atualidade segue sendo um lugar de difusão cultural e turístico por excelência.

 

Apesar da chuva eu tenho saído

para tomar um café. Estou sentado

sob o toldo tirante e empapado

de este velho Tortoni conhecido.

(Baldomero Fernández Moreno)

 

Este bar pertence ao seleto grupo de "bares notáveis" da Cidade de Buenos Aires, um grupo cuja principal característica é contar-se entre os más representativos da cidade e estar oficialmente apoiados por programas oficiais do Governo da Cidade de Buenos Aires.

Sabe-se que foi inaugurado em 1858, mas existem duas versões a respeito ao porque de seu nome: uma delas diz que um imigrante francês de apelido Touan o havia estabelecido na esquina de Rivadavia e Esmeralda, nomeando-o Tortoni dado que assim se chamava um estabelecimento do Boulevard des Italiens onde se reunia a elite da cultura parisiense do século XIX. É chamativo que o escritor francês Stendhal (Henri M.Beyle) em sua novela O vermelho e o Negro, de 1830, menciona a existência de um café Tortoni em Paris. Também Machado de Assis referiu-se ao homônimo café francês no conto "A Parasita Azul", em "Histórias da Meia Noite", compilação de contos publicada em 1873. A outra versão, afirma que foi um tal Oreste Tortoni quem haveria estabelecido o café sobre a Rua Defensa ao 200. Um dos últimos donos do Tortoni, o senhor Fanego, está a favor da primeira versão e afirma que a segunda nasceu de um erro de um articulista de um folheto publicitário de um dos provedores, que inventou ao tal Oreste Tortoni. No entanto, Enrique Puccia, historiador de Buenos Aires, descobriu que efetivamente existiu um guia da cidade donde aparece o Café Tortoni na Defensa ao 200. No obstante, o Grande Mapa Mercantil da Cidade de Buenos Aires, editado em 1870, por Rodolfo Kratzenstein o localiza na Avenida Rivadavia e Esmeralda com Monsieur Touan como proprietário.

O certo é que em 1880 foi trasladado para seu lugar atual, onde anteriormente se encontrava o denominado Templo Escocês de Buenos Aires, mas sua entrada era pela Avenida Rivadavia. A partir de 1898 teve sua entrada principal pela Avenida de Maio, (que havia sido inaugurada em 1894), e a fachada foi realizada pelo arquiteto Alejandro Christophersen. A finais do século XIX o café é comprado por outro francês, Celestino Curutchet, que habitava nos altos do café.

Tango no Tortoni

No café funcionou La Peña, inaugurada em 1926, que fomentou a proteção das artes e as letras até seu desaparecimento, em 1943, e que era capitaneada por Benito Quinquela Martín. Este grupo havia nascido no café La Cosechera (Rua Peru e Avenida de Maio), trasladando-se logo para as mesas do Tortoni. Como com o tempo o lugar ficou refinado, Curutchet ofereceu a bodega de vinhos para que se puderam reunir com mais comodidade, trasladando a adega a outro lugar. Assim a sede do grupo, a que autodenominavam Agrupação Gente de Artes e Letras, se inaugurou em 24 de maio de 1926, r realizou tarefas de difusão cultural mediante concertos, recitais, conferencias, debates, etc. Entre os assistentes se encontravam Alfonsina Storni, Baldomero Fernández Moreno, Juana de Ibarbourou, Arthur Rubinstein, Conrado Nalé Roxlo, Ricardo Viñes, Roberto Arlt, José Ortega y Gasset, Jorge Luis Borges, e Molina Campos entre outros. As mesas viram passar figuras da política como Lisandro de la Torre, Ernesto Palacio e Marcelo Torcuato de Alvear; figuras populares como Carlos Gardel (que cantou uma vez um tango em homenagem ao autor italiano Luigi Pirandello, que acabava de dar una conferencia em La Bodega) e Juan Manuel Fangio; prestigiosas figuras internacionais como Albert Einstein y Federico García Lorca; e chefes de Estado como Juan Carlos de Borbón.

Quando a agrupação fechou em 1943, se aproveitou o rescaldado pela a venda dos móveis (entre eles um piano Steinway no que tocaram Arthur Rubinstein, Alejandro Brailowsky, Lía Cimaglia Espinosa e Héctor Panizza) para obter o granito com o qual Luis Perlotti criou o monumento a Alfonsina Storni em Mar del Plata, comprar os mobiliário para o recreio no Tigre onde morrera Leopoldo Lugones e erguer um monumento a memória de Fernando Fader, em Mendoza.

Atualmente o proprietário do café é o Touring Club Argentino e a sala La Bodega, no subsolo, é cenário de diferentes artistas de tango y jazz. Neste último rubro, é destacável a permanência da Fénix Jazz Band, conjunto argentino de jazz tradicional que atua todos os sábados, desde 1978. Também se realizam apresentações de livros e concursos de poesia. O café conserva a decoração de seus primeiros anos, a saída pela Rua Rivadavia, tem uma biblioteca e ao fundo mesas de bilhar e salões para jogar ao dominó e aos dados.

O programa de rádio "La venganza será terrible" de Alejandro Dolina se transmitia desde a bodega do Café Tortoni com presença de público ao vivo. Logo da tragédia ocorrida na República Cromañón em dezembro de 2004 se decidiu trasladar as transmissões a um ambiente mais amplo e

O Café Tortoni se encontra em uma canção cantada por Susana Rinaldi, música de Eladia Blázquez e letra de Héctor Negro:

Se me faz que o palco improvisa recordações,

que há lá na avenida se somam, tal vez,

boêmios de antanho e que estão voltando

aquelrs baluartes do velho café.

Tortoni de agora te habita aquele tempo.

Historia que vive em tua muda parede.

E um eco próximo de vocês que foram,

se acorda nas mesas, cordial habitué...

(Héctor Negro)

 

English

The Café Tortoni is a coffeehouse located at #825 of Avenida de Mayo in Buenos Aires, Argentina. Inaugurated on 1858 by a French immigrant whose surname was Touan, it was named Tortoni after the local in Paris at Boulevard des Italiens where the elite of the Parissiense culture gathered in the 19th century. Inspired by Fin de siècle coffee houses.

Previously it was the location of the Templo Escocés ("Scottish Temple"), and the Tortoni was located on the corner of Rivadavia and Esmeralda. In 1880 it was moved to its present location, but had its entrance on the other side of the block in Rivadavia street. In 1898 the entrance in Avenida de Mayo was opened, and the facade was redesigned by the architect Alejandro Christophersen. At the end of the 19th century the café was bought by another Frenchman, Celestino Curutchet.

In the basement, La Peña (see peña) was inaugurated in 1926, which fomented the protection of the arts and literature until its disintegration in 1943. Among its visitors were Alfonsina Storni, Baldomero Fernández Moreno, Juana de Ibarbourou, Arthur Rubinstein, Ricardo Vines, Roberto Arlt, José Ortega y Gasset, Jorge Luis Borges, Molina Campos and Benito Quinquela Martín.

Over the years the café has been visited by many renowned people including politicians Lisandro de la Torre and Marcelo Torcuato de Alvear, popular idols Carlos Gardel and Juan Manuel Fangio, international figures like Albert Einstein, Federico García Lorca, Hillary Clinton, Robert Duvall and Juan Carlos de Borbón.

Currently the basement works as stage for jazz and tango artists, and for the presentation of book and poetry contests. The café has conserved the decoration of its early years, has a library and at the back facilities to play billiards, dominoes and dice.

 

Spanish

El Café Tortoni, ubicado en el 825 de la Avenida de Mayo, en la Ciudad de Buenos Aires, Argentina. Su nombre casi sin dudas procede del que fuera a fines de s. XIX célebre Café Tortoni de París. Durante casi un siglo el Café Tortoni porteño-argentino es el más representativo del espíritu tradicional de la dicha avenida de Mayo, y es ya una leyenda de la ciudad de Buenos Aires. En tal café funcionó la peña literaria de mayor predicamento de Buenos Aires, liderada por el pintor Benito Quinquela Martín.

En la actualidad sigue siendo un lugar de difusión cultural y turístico por excelencia.

 

A pesar de la lluvia yo he salido

a tomar un café. Estoy sentado

bajo el toldo tirante y empapado

de este viejo Tortoni conocido.

(Baldomero Fernández Moreno)

 

Bares Notables

Este bar pertenece al selecto grupo de bares notables de la Ciudad de Buenos Aires, grupo que reúne a los bares y cafés más representativos de la ciudad y está oficialmente apoyado por programas del Gobierno de la Ciudad de Buenos Aires.

 

Wikipedia

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Taken on April 4, 2011