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Portugal – Covilhã – Capela de São Silvestre. Nem tudo são rosas, para quem mora no interior, se aos tempos difíceis juntar-mos a incompetência de quem nos governa, serão certamente mais os espinhos a dificultar a já difícil vida deste povo Lusitano. | by FOTOGRAFIAS COM HISTÓRIA
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Portugal – Covilhã – Capela de São Silvestre. Nem tudo são rosas, para quem mora no interior, se aos tempos difíceis juntar-mos a incompetência de quem nos governa, serão certamente mais os espinhos a dificultar a já difícil vida deste povo Lusitano.

Esta capela (na foto acima) fica situada no Largo de São Silvestre. É uma capela de fundação muito antiga, tendo no início da sua formação um só altar, o do orago, passando depois a possuir mais dois, o de Nossa Senhora do Socorro e o de Santa Eufémia. Provavelmente edificada no séc. XVI, no arrabalde da vila, junto às Portas do Sol. Apresenta características maneiristas vernaculares, de planta longitudinal, composta por uma nave única e uma capela-mor mais estreita com cobertura de madeira. A fachada principal surge com um portal de verga reta. Sofreu em 1728 obras de restauro, durante as quais foi reparado o altar-mor onde se podia admirar a imagem do orago ladeada pelas imagens se S. Lopo e Nossa Senhora do Socorro. Em 1956, foi doada à Misericórdia para funcionar como capela mortuária; em 1967 reabriu novamente ao público unicamente como altar-mor.

 

Patrono, orago ou padroeiro é um santo ou anjo a quem é dedicada uma localidade, povoado, templo, capela ou igreja etc… A palavra orago deriva de oráculo. Na legislação que estabelece a simbologia associada às freguesias portuguesas, surgem frequentemente menções aos oragos dessas freguesias. Este facto tem dois significados: por um lado, tem o significado religioso de estender a proteção do santo para lá do templo, a toda a freguesia; por outro lado é um arcaísmo que reflete nos nossos dias as origens antigas das freguesias. Com efeito, embora hoje uma freguesia seja uma instituição de carácter político e administrativo, exclusivamente subordinada aos poderes civis, a sua origem é a paróquia católica, que constituiu em tempos a malha mais fina da administração em Portugal.

 

O topónimo da Covilhã estará relacionado com uma lenda. Segundo esta, o Conde Julião, governador de Ceuta, teria permitido a passagem dos mouros, por vingança, pelo facto da sua filha, Florinda, se ter enamorado por Rodrigo, o último rei dos Godos. Após a morte deste, numa batalha contra Tariq, esta ter-se-á refugiado nos Montes Hermínios e, pela sua astúcia e formosura, mereceu o respeito dos mouros e o nome de Cova. Seria o lugar da Cova Juliana ou Covaliana, a origem do nome da Covilhã. Há ainda quem conte que foram as condições em que a Covilhã se insere, com zonas de pastagens e refúgio do gado na Serra da Estrela que lhe deram o nome. Inicialmente conhecida como o Covil da Lã, hoje denomina-se Covilhã.

 

Esta linda cidade está situada na vertente sudeste da Serra da Estrela e é um dos centros urbanos de maior relevo da região juntamente com Coimbra, Aveiro, Viseu e Figueira da Foz. O seu núcleo urbano estende-se entre os 450 e os 800 m de altitude. O ponto mais alto de Portugal Continental, a Torre 1 993 m, pertence às freguesias de Unhais da Serra (Covilhã), São Pedro (Manteigas), Loriga (Seia) e Alvoco da Serra (Seia), sendo, por isso, pertença de três municípios: Covilhã, Manteigas e Seia, mas dista cerca de 20 km do núcleo urbano da Covilhã, sendo a Covilhã, por isso, a cidade portuguesa mais próxima do ponto mais alto de Portugal Continental. É uma cidade de características próprias desde há séculos, conjugando em simultâneo factos interessantes da realidade portuguesa. Num estudo elaborado pelo jornal Expresso, sobre a qualidade de vida nas cidades portuguesas, a Covilhã ocupa a 14ª posição, situando-se à frente das restantes cidades do interior do país. O passado da Covilhã remonta aos tempos da romanização da Península Ibérica, quando foi castro proto-histórico, abrigo de pastores lusitanos e fortaleza romana conhecida por Cava Juliana ou Silia Hermínia. Quem mandou erguer as muralhas do seu primitivo castelo foi D. Sancho I que em 1186 concedeu foral de vila à Covilhã e mais tarde, foi D. Dinis quem mandou construir as muralhas do admirável bairro medieval das Portas do Sol. Era já na Idade Média uma das principais "vilas do reino", situação em seguida confirmada pelo facto de grandes figuras naturais da cidade ou dos arredores se terem tornado determinantes em todos os grandes Descobrimentos dos séculos XV e XVI: o avanço no Oceano Atlântico, o caminho marítimo para a Índia, as descobertas da América e do Brasil e a primeira viagem de circum-navegação da Terra. A expansão para além-mar iniciou-se com a conquista de Ceuta em 1415. Personalidades da Covilhã como Frei Diogo Alves da Cunha, que se encontra sepultado na Igreja da Conceição, participaram no acontecimento. A presença de Covilhanenses em todo o processo prolonga-se com Pêro da Covilhã (primeiro português a pisar terras de Moçambique e que enviou notícias a D. João II sobre o modo de atingir os locais onde se produziam as especiarias, preparando o Caminho Marítimo para a Índia) João Ramalho, Fernão Penteado e outros. Em plena expansão populacional quando surge o Renascimento, o sector económico tinha particular relevo na agricultura, pastorícia, fruticultura e floresta. O comércio e a indústria estavam em franco progresso. O Infante D. Henrique, conhecendo bem esta realidade, passou a ser "senhor" da Covilhã. A gesta dos Descobrimentos exigia verbas avultadas e as gentes da vila e o seu concelho colaboraram não apenas através dos impostos, mas também com o potencial humano.

 

Infelizmente nos dias que correm não temos responsáveis políticos com essa visão, e o resultado negativo da politica atual ou da falta dela, bem mostra que nem tudo são rosas, aliás nos tempos que correm são certamente mais os espinhos a encravar a já difícil vida do povo que vive no interior do Pais e que cada vez mais, tende a cair no esquecimento dos nossos governantes que mal se apanham no poleiro logo tratam de encher os bolsos desrespeitando de forma sistemática as obrigações para as quais foram eleitos. Que pena que eu sinto de viver num tempo onde os responsáveis políticos tao miseravelmente tratam o seu povo e o seu próprio Pais sem nunca serem responsabilizados ou punidos por os graves erros que cometem durante os seus mandatos, portajando de uma forma maciça a única estrada digna desse nome que dá acesso ao interior e que ainda por sima foi paga com fundos comunitários mas que agora serve para poder roubar mais um pouco um Pais que por si só já tem muito pouco para dar, e desta forma privar não só o povo Português mas também o povo de Espanha de visitar e poder contemplar toda a beleza das cidades e aldeias do interior, que pena que sinto e ao mesmo tempo até vergonha de ser governado por um grupo de burocratas incompetentes, egoístas e não raras vezes corruptos que teimam em engordar-se a si próprios e a meia dúzia de amigos roubando o pouco que resta aos que já muito pouco têm para dar, tudo isto em seu próprio beneficio, esquecendo-se muito rapidamente do verdadeiro motivo pelo qual o povo os elegeu e lhes paga ordenados chorudos e reformas ainda mais gordas ao fim de meia dúzia de anos em que a única coisa que fizeram foi engordar e nada fazer, deixando assim a nação cada vez mais pobre e um interior que podia muito bem aproveitar os seus recursos naturais em beneficio do seu crescimento e desenvolvimento mas que desta forma se sente cada vez mais abandonado e mais desprezado no seu próprio Pais…

 

Mais uma vez gostaria de dizer que toda esta importância corre um grave risco de se perder num curto espaço de tempo se a administração central não tomar medidas que contrariem a decadência e a desertificação a que todo o interior do pais está sujeito com tão graves medidas que estão a ser tomadas todos os dias por quem tao pouco conhece da realidade desta região e que corta com régua e esquadro sem qualquer critério os poucos benefícios que tão bem estavam atribuídos a este povo que tanto deles precisam para poderem subsistir a estes tempos difíceis que se avizinham…Um grande bem-haja para o povo da Covilhã…

   

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Taken on March 22, 2011