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Espanha – Mérida – O aqueduto dos milagres faz jus ao seu nome, não só pela sua imponência mas por o facto de se tratar do mais alto aqueduto de todo o antigo império Romano. | by FOTOGRAFIAS COM HISTÓRIA
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Espanha – Mérida – O aqueduto dos milagres faz jus ao seu nome, não só pela sua imponência mas por o facto de se tratar do mais alto aqueduto de todo o antigo império Romano.

Augusta Emérita foi fundada por ordem do imperador Augusto, no ano 25 a.C., como prémio para os veteranos da V legião Alaudae e X legião Gemina, que lutaram contra os cantábricos e os asturianos. Roma designou-a capital de uma das províncias da península, a Lusitânia. Como a maior parte dessa província romana é hoje território português, uma visita a Mérida, sua antiga capital, torna-se imprescindível. Tendo sido edificada no coração da Lusitânia, converteu-se, de imediato, num dos principais centros urbanos da Hispânia Românica. Após a decadência do império romano, a cidade manteve a sua grandeza assumindo-se, na época visigótica, como a segunda cidade em importância, imediatamente a seguir a Toledo, a capital. Durante a época muçulmana, Mérida perdeu a sua importância, devido às contínuas rebeliões dos seus habitantes contra o domínio do califado, o que levou Abderramán II a ordenar, no ano 842, como castigo, a destruição parcial da cidade. Começa nesta época, um longo período de decadência da cidade, tanto a nível político como religioso. A reconquista cristã levada a cabo por Afonso IX em pouco contribuiu para o seu desenvolvimento. Apenas com a eleição a estatuto autónomo, Mérida começou a tornar-se numa próspera cidade, abarcando as duas margens do Guadiana. Hispânia foi o nome dado pelos romanos à península Ibérica (actuais Portugal, Espanha, Andorra, Gibraltar e uma pequena parte a sul da França). A conquista romana da península foi iniciada em 218 a.C. em Ampúrias e concluída quase 200 anos depois, com as guerras Cantábricas. Ao longo de cerca de 700 anos a Hispânia fez parte do Império Romano, proporcionando um enorme caudal de recursos materiais e humanos, ao mesmo tempo que foi uma das regiões mais estáveis do império. Tanto os povos como a organização política do território sofreram profundas mudanças. Inicialmente a Hispânia foi dividida em duas províncias: Hispânia Citerior e Hispânia Ulterior. Durante o Principado, a Hispânia Ulterior foi subdividida em duas novas províncias: a Bética e a Lusitânia, enquanto a Hispânia Citerior foi rebaptizada para Tarraconense. Mais tarde, a parte ocidental da Tarraconense foi desanexada, inicialmente como Hispânia Nova, depois rebaptizada como Callaecia (ou Galécia, correspondente à actual Galiza, Norte de Portugal, Astúrias e parte de Leão). Durante a hierarquia de Diocleciano (284 d.C.), o sul da Tarraconense foi desanexado para constituir a província cartaginense. O conjunto de todas as províncias hispânicas formava uma única diocese civil, sob a direcção do vigário de Hispânia, cujas competências se estendiam também à Mauritânia Tingitana (ao redor de Tânger) que, portanto, eram oficialmente consideradas 'hispânicas'. A administração romana manteve-se até 409, quando o império Romano em colapso foi confrontado com as invasões bárbaras da península Ibérica. O território foi então cedido a alguns destes povos como foederati, sendo os povos reinantes os Suevos e os Visigodos.

 

A civilização romana ficou conhecida como grande empreendedora no que toca às infra-estruturas; foi a primeira civilização a esforçar-se seriamente nas obras civis como parte do desenvolvimento e conservação dos domínios (não só geográficos, mas militar e económico também) em todo o seu extenso império. Hispânia, sob a forma das suas várias províncias, assistiu também a grandes empreendimentos: os Romanos projectaram estradas que uniam Cádis aos Pirenéus e das Astúrias a Múrcia, cobrindo os litorais mediterrânicos e atlânticos pelas conhecidas vias: Via Lata (actualmente conhecida como Via da Prata), Via Augusta e Via Exterior que são os mais notáveis exemplos. Para sinalizar as distâncias, eram colocados os miliários que, em forma de coluna ou grandes pedras, marcavam a distância desde o ponto de origem em milhares de passos (milhas). O cuidado aplicado na projecção destas estradas subsiste até aos dias de hoje, já que a maior parte do traçado foi aproveitado nos traçados das auto-estradas e estradas nacionais actuais. Segundo o Itinerário de Antonino, existiam em território português 11 eixos viários que ligavam esta região às grandes vias que conduziam a Roma. Grande parte das numerosas pontes romanas conservaram-se até à actualidade e são ainda utilizadas por toda a região. Os aquedutos: destacam-se, pelo seu estado de conservação, o aqueduto de Segóvia, Tarraco em Tarragona (Ponte do Diabo) e também as ruínas do aqueduto de Mérida, (na foto acima) conhecido como Aqueduto dos Milagres. Este é assim chamado devido às manifestações de incredulidade popular que pensavam ser milagre, ter-se conseguido construir esta estrutura.

Construído entre o século I a.C. e a segunda metade do século III, serviu para trazer água desde o lago artificial Proserpina até à cidade de Emérito Augusta, sobre a depressão do leito do rio Albarregas, afluente do Guadiana. Mede 830 metros de largura e 25 de altura.

 

Poderia alguém imaginar a possibilidade de conhecer grande parte da arquitectura romana estando numa cidade espanhola? A resposta é sim: Mérida. Fundada em 25 a.C. pelo imperador romano Octávio Augusto e inicialmente chamada “Emérita Augusta”, foi capital da Lusitânia e uma das cidades de maior representatividade política da Península Ibérica durante o período romano. As primeiras escavações dos tesouros arqueológicos desta cidade ocorreram há cerca de cem anos, onde foram encontrados o teatro, o anfiteatro e o circo romanos. Em 1993, Mérida foi declarada Património da Humanidade pela UNESCO.

 

O Teatro Romano foi construído entre os anos 15-16 a.C., com uma capacidade para 6 mil pessoas, sendo dividido em três sectores, por onde se distribuíam as classes sociais da época. Desde 1933, o Teatro Romano retomou a sua função original, celebrando anualmente o Festival de Teatro Clássico de Mérida. A arte dos mosaicos romanos pode ser contemplada em vários monumentos da cidade, tais como a Casa de Mitreo, o Museu de Arte Romana, e a Casa do Anfiteatro. O Teatro Romano de Mérida foi mandado construir pelo cônsul Marco Vipsânio Agripa e inaugurado, possivelmente, entre os anos 16-15 A.C. Situado na capital da Estremadura, em Espanha, é um dos mais relevantes monumentos da cidade e desde 1933 alberga o Festival de Teatro Clássico com o qual recuperou a sua função original. Está composto por um terraço com capacidade, no momento, para 6.000 espectadores, divididos em três zonas, pela orquestra, lugar em que nas representações ocupava o coro, o palco e por último o cenário. O teatro sofreu várias remodelações, a mais importante foi em finais do século I, possivelmente na época do imperador Trajano, quando se levantou a actual frente do palco, e outra entre os anos 330-340.

 

O monumento é bem visível, mas muitos visitantes contentam-se em vê-lo ao longe. Fazem mal. O local, outrora meio abandonado, merece hoje uma aproximação. Lembremo-nos, sempre, do que dizia Robert Capa: " As melhores imagens do Aqueduto de los Milagros fazem-se de perto, onde podemos apreciar todos os detalhes da sua construção.

 

Restam hoje pequenos troços desta obra do século I, renovada em finais do século III. Recorde-se, em todo o caso, que Mérida tinha mais duas estruturas deste género, e que vale a pena perdermo-nos pela silenciosa estrada que leva ao Embalse de Proserpina, obra refeita no século XVII. Ir até ao embalse é também uma forma de homenagearmos o génio dos anónimos construtores romanos: dois mil anos depois, a barragem continua a ser utilizada. Os textos nada nos dizem sobre erros, omissões, deslizes nos custos, erros de construção e outras coisas que tais... Mérida tem aproximadamente 60 mil habitantes, localiza-se na província de Badajoz, nas margens do Guadiana, e é a capital da comunidade autónoma da Estremadura. Roma designou-a capital de uma das províncias da península, a Lusitânia.

 

E assim se conta um pouquinho da historia desta linda cidade que foi fundada em 25 a.C. pelos romanos com o nome de Emérita Augusta, o seu principal atractivo é ser das cidades ibéricas com as mais significantes ruínas romanas (por isso se diz ser a Roma da Península Ibérica).

 

Que isto sirva para que as próximas gerações daqui a mais 1000 ou 2000 anos saibam que a vida só faz sentido quando conhecemos a nossa história, como sempre digo o ser humano sem passado nada seria...Um bem-haja ao povo de Mérida…

  

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Taken on June 24, 2011