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Espanha - Valência - A cidade das Artes e das Ciências - Viajar ao passado e ao futuro sem sair da Cidade. Uma visita obrigatória para quem ama a cultura. | by FOTOGRAFIAS COM HISTÓRIA
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Espanha - Valência - A cidade das Artes e das Ciências - Viajar ao passado e ao futuro sem sair da Cidade. Uma visita obrigatória para quem ama a cultura.

Sempre que falamos do futuro, não podemos deixar de pensar nesta magnifica cidade que nos transporta numa viagem de séculos de historia, desde o cálice sagrado da ultima ceia de Jesus Cristo fielmente depositado na Catedral de Valência, até a cidade das Artes e das Ciências que nos transporta ao Século XXI e nos faz sonhar com um futuro próximo… A Cidade das Artes e das Ciências Projectada por Santiago Calatrava e Félix Candela, vale não tanto pelo interesse do seu conteúdo científico, mas sim pelo seu lado lúdico, e pela paixão que incute a todos os viajantes que como nós, por ela passaram, e quer queira-mos ou não, ninguém ficará indiferente a tamanha ousadia arquitectónica, e a tão magistral enquadramento paisagístico ao longo do rio Túria que tão carinhosamente é chamado por os locais de rio seco e que termina nesta bela obra de arte que é A cidade das Artes e das Ciências. O ecrã gigante de 900 m² do Hemisfério, as plantas aromáticas do L'Umbracle, um jardim de 17 500 m² coberto por uma fabulosa arcada, ou os inúmeros aquários e lagos ligados por incríveis corredores de vidro no Oceanário. A forma daquela arquitectura, em que sobressai o betão, o vidro, o aço e a cerâmica branca e azul de Valência, aplicada em fragmentos, numa técnica semelhante à usada por Gaudi, reflecte-se em enormes espelhos de água e recria, graças ao movimento das suas linhas, a forma de um olho (O Hemisférico), de um esqueleto (O Museu das Ciências) ou de uma espinha de peixe (a marca registada do Palácio das Artes.)

 

Este maravilhoso parque temático é formado pelas seguintes construções

 

O Hemisférico

 

O Hemisférico que ocupa uma área de (aproximadamente 26.000m²) localizado entre o Museu das Ciências e o Palácio das Artes, está limitado a norte e a sul por duas piscinas rectangulares, emergindo delas como uma grande cúpula formada por uma parte central fixa (a coberta opaca), os elementos laterais móveis que funcionam como guarda-sóis, e a lateral transparente e envidraçada. Esta cobertura de formato ovóide protege uma esfera no seu interior. A estrutura geral está constituída por uma cobertura, formada por cinco arcos rebaixados que, apoiados nos extremos sobre um tripé de betão armado, une-se entre si por perfis laminados e vigas curvas. Dentro desta estrutura dispõe-se uma outra secundária que constitui a sala de projecções, executada em betão armado, assenta sobre uma fundação de lajes de uma grande espessura. No conjunto arquitectónico destaca-se o seu acabamento de cor branco brilhante e revestimento de mosaicos e azulejos fragmentados com o recobrimento típico das cúpulas mediterrânicas. A arquitectura exterior desta cúpula, é formada por grandes lâminas, formadas por vigas metálicas de 90 m de comprimento, que surgem do nível da água e envolvem a cúpula, estas lâminas estão providas de enormes cancelas móveis na forma das pálpebras de um olho. O movimento é obtido por meio de um sistema hidráulico, semelhante ao usado em portões de garagem. Os espaços vazios das costelas entre a viga inferior e a sua imediata superior, servem como janelas envidraçadas e executadas com vidro laminado. Santiago Calatrava não entende a Arquitectura como algo estático, procura o movimento nas suas construções, sendo esta uma das suas preocupações constantes, assim, mais uma vez, ele utiliza o conceito do movimento e do dinamismo nos seus projectos, dotando este edifício de uma característica marcante, utilizando cancelas curvas de aço e vidro movimentadas por um sistema hidráulico que, como “pálpebras”, abrem e fecham as laterais da cúpula complementando o efeito do “Olho que tudo vê”, simbolizando a Ciência e o Conhecimento.

 

O Museu das Ciências Príncipe Felipe.

 

Este edifício na foto acima, O Museu das Ciências Príncipe Felipe, foi concebido como um museu aberto e dinâmico onde o lema principal é - É PROIBIDO NÃO TOCAR -. Ao longo dos seus 4.000 m² o visitante passa pelas diferentes áreas que cobrem uma ampla gama de temas científicos, desde biologia e física até as mais avançadas tecnologias aplicadas à comunicação, construção, desporto, etc.

 

O Palácio das Artes

 

O Palácio das Artes foi o último edifício a ser inaugurado na Cidade das Artes e das Ciências, em Valência, o Palácio das Artes Rainha Sofia é uma das obras mais recentes do arquitecto espanhol Santiago Calatrava. Com 75 m de altura e 163 m de comprimento, a construção é a grande aposta do governo da região de Valência para colocar a terceira maior cidade espanhola nos grandes circuitos internacionais da cultura. Ao que tudo indica, o palácio de dimensões colossais tem atendido bem a esses interesses. Não só pelas dimensões, mas, principalmente, pela geometria ousada, típica de Calatrava em que uma "pena" parece flutuar sobre a construção, que é abraçada lateralmente por duas "cascas" de aço.

 

O Parque Oceanográfico

 

O conjunto completa-se com o Parque Oceanográfico, projectado por Félix Candela, uma autêntica cidade submarina de 80.000 m², com túneis envidraçados e réplicas perfeitas de sectores costeiros com águas de diferentes qualidades, que permitem conhecer os animais representativos de cada zona da Terra. Conta com uma zona recreativa composta por um restaurante flutuante submarino, uma fonte para espectáculos de luz, som e água, e o maior aquário da Europa para espectáculos. Possui também áreas envidraçadas para observar o trabalho dos mergulhadores e um túnel submarino de 70 m de comprimento.

 

O L'Umbracle

 

Este estranho edifício formado por uma sucessão de 55 arcos fixos e 54 arcos flutuantes com 18 m de altura, que servem de apoio às trepadeiras que proporcionarão sombra ao longo do passeio ajardinado, dá ao espaço uma aparência actualizada do Winter Garden. Construído em betão branco, combinado com a forte componente de marquises e arcos metálicos, abriga inúmeras espécies tropicais, sendo o passeio coberto por madeira Teka, que suporta sem desgastes a acção das intempéries.

 

Mais uma vez, gostaria de deixar bem claro que visitar este complexo parque temático, é uma experiencia inesquecível, não só por o conhecimento extra que se adquire mas também por as surpresas que se encontram ao virar de cada canto quase sempre acompanhadas de um olhar de espanto dos visitantes que pela primeira vez o visitam, é também de louvar o empenho do povo Valenciano que demonstra um orgulho e um carinho muito especial por este parque que embora aberto ao mundo, muito legitimamente o reclama para si…Um bem-haja para o povo Valenciano…

 

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Taken on August 14, 2011