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dia de ihndio

Observar um processo cultural. Aculturação. Índios, vestidos, mestiços, grisalhos, negros, baixos, altos, de chinelo e garagem.

 

Não, não tem cocá, não, não tem menino no colo sendo amamento "selvagemente"...

 

O misto da preservar a cultura, num desespero de auto-afirmar para sua manutenção existencial.

 

Na outra rua, ou na calçada, uma vida de consumo mais prática. O mito se perde no rito, que se transformou com tudo.

 

Contudo, ainda existe um espaço em branco que pede para as cores se constituírem.

 

Perder-se no olhar daquelas crianças que estranham, quando percebem, aquele ser opressor, com um trabuco preto a roubar-lhes a alma. Como colonizador, troquei meus espelhos por sensores.

 

Mostrar a imagem, nessa sociedade, não é algo tão novo após a digitalização globalizada.

 

Mas é poder ratificado, e anseado por aqueles que da imagem usufruem.

 

Existir seria sua consecução.

 

A sociedade tribal falida, e a sociedade consumista desvairada.

 

Entre taipas e talas, existem motos estracionadas, entre as pinturas, existem as logos das marcas que os adereçam agora.

 

É um triste reflexo, uma reflexão, sobre esse brutal processo de "realidade" social.

 

Eu? me calo, e continuo a "colonizar" o mundo com essas cores que choram parecendo sorrir aos olhos de tantos......

 

o que seria cultura afinal...?

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Taken on September 26, 2009