Arara vermelha - penas coloridas

penas - Araras daqui da quarentena - foto tirada a pouco

 

_________________

 

Descrição:

ESPÉCIE AMEAÇADA DE EXTINÇÃO. Ave cujas coberteiras médias superiores das asas são amarelas, coloração predominante vermelha, face inteiramente branca e nua. Mede 85 a 90cm em média, pesa em torno de 800g, vive nas matas e em beiras de rios, geralmente aos pares ou em grupos familiares. A arara vermelha prefere viver em florestas não pertubadas. Se alimenta de frutas, larvas, brotos, castanhas, flores, sementes e néctar, também come barro encontrados em bordas de rios. Ninguém sabe com certeza o porque ela que tem esse hábito, mas o barro parece ajudar a arara a digerir químicos tóxicos encontrados nos frutos que come. Pode viver de 40 a 60 anos e atinge a maturidade sexual aos 3 anos. As penas da sua cauda medem até mais de um metro, por isso fazem os seus ninhos nos ocos do alto das árvores, como palmeiras e fendas de falésias. O ninho costuma abrigar somente o seu corpo, ficando a cauda para fora, denunciando-a. São monogâmicas, isto é, forma casal para a vida toda. O período reprodutivo ocorre entre os meses de inverno e primavera. A fêmea coloca de 2 a 4 ovos em intervalos de 2 a 4 dias entre um ovo e outro. O período de incubação dura cerca de 28 dias. O macho é responsável por alimentar a fêmea durante todo este período, trazendo o alimento em seu papo e regurgitando quando chega ao ninho. Os filhotes nascem completamente sem penas, aparecendo-as somente após a quarta semana, ficando todo emplumado só por volta da décima semana. Permanecem no ninho entre 3 e 4 meses, sendo alimentados várias vezes ao dia com uma papa vegetal pré-digerida que é regurgitada pelos pais. Após 12 semanas os filhotes saem do ninho já com aspecto semelhante aos adultos. Mesmo após abandonarem o ninho, continuam sendo alimentados pelos pais por algum tempo, até serem capazes de encontrar seu próprio alimento sozinho. O filhote geralmente permanece com os pais por mais de dois anos. Os adultos não procriam novamente até seus filhotes deixarem os ninhos, como resultado, o número de araras vermelhas cresce lentamente. As penas da cauda e asas, só irão atingir o seu comprimento máximo quando tornam-se adultos e aos dois anos já vão exibir essa plumagem. A arara adora tomar banho de chuva. Ela rói madeira, arrancando cascas de árvores para exercitar a musculatura da mandíbula. A arara é capaz de articular sons imitando palavras humanas ou vozes de outros animais. É uma ave de fôlego curto, não cruza longas distâncias, não voa muito. Mas é apta a mover-se entre os ramos das árvores, graças ao formato do bico e de suas patas, a posição dos dedos e o bico curvo e rígido, articulando-se para cima, enquanto que o bico inferior articula-se para frente, para trás e para os lados. Considerado a terceira pata dos papagaios e araras, tornando esta uma das mais engenhosas maravilhas adaptativas da natureza, nas araras formam poderosas pinças, pois são reforçadas com músculos possantes bem fixados no crânio, sendo que a maxila está ligada ao crânio por uma espécie de dobradiça tendinosa, formando uma alavanca capaz de quebrar as mais resistentes cascas invólucras de sementes. Contam também com uma grossa língua musculosa e rugosa, coberta por uma epiderme córnea que a protege das ásperas sementes. No caso das araras é usada para segurar o alimento enquanto precisa descascar o fruto, apertando-a contra os maxilares. O bico é robusto, em forma de gancho, e dos quatro dedos, dois dirigem-se para frente e dois para trás (pé zigodáctilo). A arara manipula o alimento com o pé. Ao partir em busca de frutas, sementes ou brotos que constituem sua alimentação, emitem gritos estridentes, com grande alarido. Quando muito faminta, chega a devastar plantações inteiras. Muito decorativas, suas penas são até hoje empregadas pelos índios como adornos de cocares. Também é conhecida por Aracanga, Araracanga, Ararapiranga, Arara-Macau. Infelizmente o desmatamento e o tráfico ilegal de animais silvestres tem dizimado populações inteiras destas coloridas aves. Esta arara consta como ornamento do primeiro mapa do Brasil, datado do ano de 1502. Existem indícios de que os descobridores europeus já haviam encontrado Ara macao na última década do século XV, em 1498, na desembocadura do Rio Orinoco. Habitante das matas e beiras de rios, encontrada originalmente do México à Amazônia até o norte de Mato Grosso, sudeste do Pará, Maranhão e Bolívia. Distribui-se nas florestas das Américas Central e do Sul, do México ao Brasil. No Brasil, pode ser encontradas no Amazonas, no Nordeste e nas regiões do Planalto Central.

 

www.diagnostico.org.br/especies/Ara-macau

 

30,239 views
98 faves
53 comments
Taken on January 23, 2008
  • ƒ/3.5
  • 23.4 mm
  • 1/125
  • 200
  • Flash (off, did not fire)
  • Show EXIF
This photo is in 5 groups
This photo is in 5 albums
This photo is in 6 galleries

Additional info

  • Viewing this photo Public
  • Safety level of this photo Safe
  • S Search
    Photo navigation
    < > Thumbnail navigation
    Z Zoom
    B Back to context