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Navegando "com segurança" nas turbulentas águas das relações sociais! | by Agnaldo Pereira Miguel
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Navegando "com segurança" nas turbulentas águas das relações sociais!

É mais uma manhã na Costa do Sauípe.

Na areia da praia as reflexões junto a um siri...

 

"Um siri vai lhe trazer alegria."

 

“Sempre que o mundo desabava sobre minha cabeça, eu ia andar pela praia, próxima de onde morava.

 

Um dia encontrei uma bela garotinha de olhos tão azuis quanto o mar, construindo um castelo de areia ou algo parecido.

 

Oi, disse ela.

 

Eu respondi com um aceno de cabeça, não estava com humor para me aborrecer com uma criança.

 

Você quer me ajudar a construir meu castelo?

 

Hoje não. Falei pouco atencioso.

 

Eu gosto de sentir a areia em meus dedos do pé, ela falou sorridente.

 

Que boa idéia, pensei, e tirei meus sapatos. Um siri deslizou próximo.

 

Isto é um "alegria", falou a criança.

 

É um o quê?, perguntei.

 

Isto é um "alegria", livre pela praia.

 

Adeus "alegria", olá dor, murmurei comigo mesmo e continuei a caminhar.

 

Eu estava deprimido, mas a menina não desistia e perguntou: qual é o seu nome?

 

Eu sou Robert Peterson, respondi..

 

O meu é Wendy... Eu tenho seis anos.

 

Oi, Wendy.

 

Apesar de minha melancolia fui obrigado a rir e continuei caminhando.

 

Sua risadinha musical me seguiu.

 

Venha novamente, Sr. P., disse ela, animada.

 

Nós teremos outro dia feliz.

 

Meus dias foram atribulados e somente semanas depois é que voltei à praia.

 

A brisa era fria, mas eu andava a passos largos, tentando readquirir serenidade.

 

Tinha até me esquecido da criança, quando ela apareceu.

 

Oi, Sr. P., você quer brincar?

 

Não sei, que tal charadas? Perguntei sarcasticamente.

 

Eu não sei o que é isto, falou a menina.

 

Então me deixe continuar a caminhada.

 

Onde você mora? Perguntei-lhe.

 

Ali. Ela respondeu apontando na direção de uma fila de cabanas de verão.

 

Como você vai para a escola?

 

Eu não vou à escola. A mamãe disse que nós estamos de férias.

 

Ela tagarelou e quando eu ia voltar para casa, Wendy disse que tinha sido outro dia feliz. E havia sido mesmo.

 

Três semanas mais tarde, eu andava apressado pela praia, quase em pânico, quando a garota me alcançou.

 

Olhe, se você não se importa, hoje eu quero andar sozinho.

 

Ela me pareceu pálida e sem fôlego.

 

Por que?, ela perguntou.

 

Porque minha mãe morreu! Gritei.

 

Oh, então este é um dia ruim, falou a menina com ar de tristeza.

 

Sim, eu disse, e ontem e anteontem também. Vá embora!

 

Um mês depois disto, fui andar novamente na praia, mas ela não estava lá.

 

Sentindo-me culpado e admitindo para mim mesmo que sentia falta dela, subi até à cabana, e bati na porta.

 

Uma mulher jovem atendeu.

 

Olá, eu sou Robert Peterson.

 

Senti a falta de sua pequena menina e gostaria de saber se ela está bem.

 

Oh, sim, Sr. Peterson, entre, por favor.

 

Wendy falou muito do Senhor.

 

Eu tinha receio que ela estivesse lhe aborrecendo.

 

Se ela foi um incômodo, por favor, aceite minhas desculpas.

 

Não, sua filha é uma criança muito amável. Onde está ela?

 

Wendy morreu na semana passada, Sr. Peterson. Ela tinha leucemia. Talvez não tenha lhe contado...

 

A notícia me deixou cego e mudo, por alguns instantes...

 

E a mãe continuou: ela adorava esta praia e parecia um tanto melhor aqui. Aqui teve muito do que ela chamava de "dias felizes".

 

Mas nos últimos dias, ela piorou rapidamente...

 

Minha filha deixou algo para o Senhor.

 

Entregou-me um envelope, com Sr. "P." escrito em grandes letras infantis.

 

Dentro havia um desenho uma praia amarela, um mar azul, e um siri marrom. Embaixo estava escrito: "Um siri vai lhe trazer alegria."

 

Lágrimas rolaram de meus olhos, e um coração que quase esqueceu de amar abriu-se largamente.

 

Tomei a mãe de Wendy em meus braços e murmurei repetidas vezes: eu sinto muito, sinto muito!

 

O pequeno e precioso desenho está agora emoldurado e pendurado em meu escritório.

 

Seis palavras uma para cada ano de sua vida me falam de harmonia, coragem, amor e desinteresse.”

 

História, de autoria ignorada, recontada em minha mente quando “brincava” de fotografar o pequeno "GRANDE" SIRI.

 

Hoje, vivemos numa rotina tão estressante e competitiva que, se não desenvolvermos habilidade para administrar a emoção, o risco de se ter uma péssima qualidade de vida é enorme. Não vamos correr este risco.

 

NO DIA DOS NAMORADOS, APRENDAMOS A NOS ENARMORAMOS DE NÓS MESMOS.

 

Presidentes dominaram o mundo, mas não dominaram sua emoção. Generais venceram batalhas, mas perderam guerras no território da emoção: se tornaram prisioneiros da raiva, do ódio, do orgulho, da angustia (tristeza com sensação de aperto no peito).

 

Se você não administrar sua emoção, será um barco sem leme, dirigido pelos elogios, aceitações, criticas, frustrações.Se os ventos sociais forem bons,você terá mais chances de chegar a bom termo. Se enfrentar tempestades, poderá afundar.

 

Nosso modelo educacional moderno está está falido, pois parece desconsiderar essa lei fundamental da qualidade de vida. Nossas crianças e jovens são ensinados durante anos a resolver os problemas de matemática, mas não seus problemas existenciais.São ensinados a enfrentar as provas escolares, mas não as provas da vida: as rejeições, as angustias, as dificuldades.São ensinados a conhecer as entranhas dos átomos, mas não seu próprio ser.

 

Deveríamos ter aprendido desde a infância que devemos e podemos administrar a emoção para contemplar o belo, libertar a criatividade, resgatar o sentido de vida, debelar o medo, dissipar a insegurança, controlar a agressividade. Muitos são marionetes do seu mau humor e estresse.

 

Estando SÓZINHO ou ACOMPANHADO permita-se, no DIA DOS NAMORADOS “administrar” a emoção: ser feliz; ser livre das mágoas; desenvolver a mansidão, a tranqüilidade, a tolerância, a serenidade, a bondade, a gentileza; ter prazer de viver; ser livre no único lugar em que não podemos ser prisoneiros; ser jovem no único lugar que não podemos envelhecer (no território da emoção), navegar com segurança nas turbulentas águas das relações sociais.

 

E ACREDITE: "Um siri vai lhe trazer alegria."

 

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Taken on January 15, 2012