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Santa Tecla Hill fort / Castro de Santa Tecla | by Hugo Carriço
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Santa Tecla Hill fort / Castro de Santa Tecla

pt.wikipedia.org/wiki/Castro_de_Santa_Trega

 

English

 

The outline of Mount Santa Tegra form an archaeological site, which is in the Castro de Santa Tegra, belonging to the Celtic culture and the most emblematic and visited the forts Galicians. It was declared a National Historic-Artistic Monument (Spain) in 1931 and also has the consideration of Cultural Interest.

The castro, according to the thesis maintained by de la Peña Santos, director of the last campaigns of archaeological excavations in the 1980s, had a continued occupation between the first century BC, soon to begin the process of Romanization of Galicia, and the first century AD , and from that moment began a slow process of abandonment, which could well have been interrupted by sporadic temporary reoccupations in late-Roman era. Petroglyphs were also found in several of the stones from the mountain, drawn around 2000 years before the occupation of the fort.

 

It is located on Mount Santa Tegra, 341 m of altitude, in the most southwestern extreme of Galicia, in the municipality of Guarda, a privileged place from which dominates the mouth of the river Minho. The hill slopes has some very pronounced cun visual field contour that made him possibly a strategic posted long before the lifting of the castro.

 

Archaeological excavations

 

Although the population of the Guard should have known of the existence of traces of old buildings on the hill for a long time, in 1745, when Father Sarmiento visited Guard, made no mention of them, but, on the contrary, made him the lot, its shrine and pilgrimage.

The first discovery of what has been constant in 1862, a sculpture of Hercules made in bronze was found by a stonemasons who worked near the hermitage. This sculpture was stolen from the museum in the 1970s.

In the second half of the nineteenth century the ruins began to be valued at their fair measure. Realize up the first written references to the ruins of the archaeological apontes Ramón López García in 1864, [2] and the witness Manuel Murguía in his work "Historia de Galicia" in 1888, which is deduced from the ruins of a kinship with the inhabitants "race" Celtic family of roosters.

In the twentieth century, the Guard was created in 1912, the Society Pro-Monte Santa Tecla, which promoted a year later to perform work of packing the outskirts of the chapel and the layout of an access road to the summit. The works of this road put in the open, in the place known as Campo Redondo, walls and foundations of buildings spans the outer wall of the fort.

Given these findings, the company requested an official authorization to initiate systematic excavations in place, that authorization was granted on February 26, 1914, [3] and that the chief archaeologist named Ignacio Calvo Rodríguez, the National Archaeological Museum (Spain) .

From this moment the site began appearing in the media. Also in 1914 the canon Fontela Domínguez, without any argument, the remains attributed to the "Iberian-Roman civilization" and identified them with the historic "Abóbrica" ​​mentioned by Pliny the Elder (theory still followed today by some authors).

 

First excavations (1914-1923)

 

From 1914 until 1923 the director of the archaeological work was Ignacio Calvo, who was making known the outcome of proceedings in several articles. The Society Pro-Ride also participates in a zone known as the New Source. Calvo gave the town an occupation from the beginning of the Bronze Age to the Roman period. It was the first author to call it "citadel" (following the example of Portuguese archeology) and discuss the possibility of identifying it with the mythical Mount Medulio where classical writers also stood the ultimate mythical and heroic resistance of Galician.

 

Mergelina campaigns (1928-1933)

 

Between 1928 and 1933, the professor at the University of Valladolid, Cayetano de Luna y Mergelina directed, using the most advanced methods of the time, a series of archaeological campaigns focusing in particular on the eastern slopes, putting the open lot of houses and other buildings .

In 1945 he published the results of its work in a study titled "La citania Santa Tecla. La Guardia (Pontevedra)." Following the majority "invasionistas theories" of the moment, with a settlement dated the occupation since the sixth century BC to the third century AD, with a new occupation in the fifth century, and awarded him its inhabitants a nature "post-hallstáttica" of Celtic origin.

 

Abandonment period (1933-1979)

 

Despite having been declared a National Artistic Monument in 1931, the site has suffered in those years the expansion of the highway route of ascent and an aggressive reforestation of severely deteriorated hill site.

 

Since 1933, date last campaign Mergelina, traces the open positions have suffered the consequences of its abandonment filling with vegetation. This period of abandonment lasted until 1979.

 

During these years there have been few and brief interventions, such as Manuel Fernández Rodríguez in the vicinity of the building known as Casa Forest or reconstructions made in 1965 and 1972 in two houses on both sides of the highway, reconstructions that from a scientific standpoint, present serious problems of fidelity, but that soon became an icon of the Celtic culture.

 

This step of neglect ended in 1979, when Alfredo Garcia drove Alén cleaning and consolidation of structures closer to the highway, these works promoted by the Ministry of Culture (Spain).

 

Português

 

O contorno do monte de Santa Tegra forma um sítio arqueológico, no qual se encontra o Castro de Santa Tegra, pertencente à cultura castreja e o mais emblemático e visitado dos castros galegos. Foi declarado Monumento Histórico Artístico Nacional (Espanha) em 1931 e também tem a consideração de Bem de Interesse Cultural.

O castro, segundo a tese mantida por de la Peña Santos, diretor das últimas campanhas de escavações arqueológicas na década de 1980, teve uma ocupação continuada entre o século I a.C., ao pouco de começar o processo de romanização da Galiza, e o século I d.C., e que a partir desse momento começou um lento processo de abandono, que bem pôde ter sido interrompido por reocupações esporádicas temporárias em época tardo-romana. Foram encontrados também petróglifos, em várias das pedras do monte, elaborados por volta de 2000 anos antes da ocupação do castro.

 

Situa-se no monte de Santa Tegra, de 341 m de altitude, no extremo mais a Sudoeste da Galiza, no concelho da Guarda, num lugar privilegiado desde o que domina a desembocadura do rio Minho. O monte tem umas ladeiras muito pronunciadas, cun domínio visual do contorno que fez dele, possivelmente, um lugar estratégico destacado desde muito antes do levantamento do castro.

 

Escavações arqueológicas

 

Embora a população da Guarda devesse ter conhecimento da existência de vestígios de antigas edificações no monte desde faz muito tempo, em 1745, quando o Pai Sarmiento visitou A Guarda, não fez menção delas, mas, pelo contrário, fê-lo do monte, sua ermida e a romaria.

A primeira descoberta da que se tem constância foi, em 1862, a de uma escultura de Hércules feita em bronze que foi encontrada por uns canteiros que trabalhavam perto da ermida. Esta escultura foi roubada do museu na década de 1970.

Na segunda metade do século XIX as ruínas começaram a ser valoradas na sua justa medida. Constatam-se as primeiras referências escritas das ruínas nos apontes arqueológicos de Ramón López García em 1864,[2] e na testemunha de Manuel Murguía na sua obra "Historia de Galicia" em 1888, que deduze das ruínas um parentesco dos seus habitantes com a "raça" celta da família dos galos.

Já no século XX, foi criada na Guarda, em 1912, a Sociedade Pro-Monte de Santa Tecla, a qual um ano mais tarde promoveu a realização de obras de acondicionamento das cercanias da ermida e o traçado de uma rodovia de acesso ao cume. As obras desta rodovia puseram ao descoberto, no lugar conhecido como Campo Redondo, muros de edificações e alicerces de vãos da muralha exterior do castro.

Perante estas descobertas, a sociedade solicitou uma autorização oficial para iniciar escavações sistemáticas no lugar, autorização que foi concedida em 26 de Fevereiro de 1914,[3] e na que se nomeou arqueólogo chefe a Ignacio Calvo Rodríguez, do Museu Arqueológico Nacional (Espanha).

A partir deste momento o sítio começou a aparecer nos meios de comunicação. Também em 1914 o cônego Domínguez Fontela, sem nenhum tipo de argumentação, atribuiu os restos à "civilização ibérico-romana" e identificou-os com a histórica "Abóbrica" mencionada por Plínio o Velho (teoria ainda seguida na atualidade por alguns autores).

 

Primeiras escavações (1914-1923)

 

Desde 1914 até 1923 o diretor dos trabalhos arqueológicos foi Ignácio Calvo, que foi dando a conhecer o resultado dos trabalhos em vários artigos. A Sociedade Pro-Monte também participa nos trabalhos da zona conhecida como a Fonte Nova. Calvo atribuiu ao povoado uma ocupação desde os inícios da Idade do Bronze até a época romana. Foi o primeiro autor em denominá-lo "citânia" (seguindo o exemplo da arqueologia portuguesa) e em falar da possibilidade de identificá-lo com o mítico Monte Medulio, onde os escritores clássicos situaram a também mítica derradeira e heróica resistência dos galaicos.

 

As campanhas de Mergelina (1928-1933)

 

Entre 1928 e 1933, o catedrático da Universidade de Valladolid, Cayetano de Mergelina y Luna dirigiu, utilizando os mais avançados métodos da época, uma série de campanhas arqueológicas centradas, nomeadamente, na ladeira oriental, pondo ao descoberto grande quantidade de moradias e outros edifícios.

Em 1945 publicou o resultado dos seus trabalhos num estudo titulado "La citania de Santa Tecla. La Guardia (Pontevedra)". Seguindo as majoritárias "teorias invasionistas" do momento, datou o povoado com uma ocupação desde o século VI a.C. até o século III d.C., com uma nova ocupação no século V, e atribuiu-lhe aos seus habitantes uma natureza "post-hallstáttica" de origem celta.

 

Período de abandono (1933-1979)

 

Em que pese a ter sido declarado Monumento Histórico Artístico Nacional em 1931, o sítio sofreu nesses anos a ampliação do traçado da rodovia de subida e um agressivo reflorestamento do monte que deterioraram gravemente o sítio.

Desde 1933, data da última campanha de Mergelina, os vestígios postos ao descoberto sofreram as conseqüências do seu abandono enchendo-se de vegetação. Este período de abandono durou até 1979.

Durante estes anos houve poucas e breves intervenções, como a de Manuel Fernández Rodríguez nas cercanias do edifício conhecido como Casa Florestal ou as reconstruções feitas em 1965 e 1972 em duas moradias a ambos os lados da rodovia, reconstruções que, do ponto de vista científico, apresentam sérios problemas de fidelidade, mas que se tornaram em pouco tempo num ícone da cultura castreja.

Esta etapa de abandono terminou em 1979, quando Alfredo García Alén dirigiu trabalhos de limpeza e consolidação das estruturas mais próximas à rodovia, trabalhos estes promovidos pelo Ministério de Cultura (Espanha).

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Taken on September 11, 2012