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1865   Georges Leuzinger - Humaitá e Largo dos Leões - 1865 | by Botafogo Antigo
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1865 Georges Leuzinger - Humaitá e Largo dos Leões - 1865

Botafogo - Largo dos Leões - Humaitá

 

O Largo dos Leões era o antigo jardim de recreio da propriedade, chamada Fazenda da Olaria que existiu certa época no local, mas a Historia que o Largo tem fica mais importante a partir da chegada da Côrte Portuguesa ao Rio em 1808 , esta dividiu-se, pois não havia espaço físico suficiente no centro da cidade para receber a todos.

Nesse momento, parte dos nobres ocupou os casarões restantes do centro e a outra parte foi para outra área conhecida como a Cidade Nova, a Zona Sul.

 

Por essa época, a região de Botafogo já havia sido loteada em grande parte pelo vice-rei, Dom Marcos Noronha Brito, o conhecido Conde dos Arcos.

Os rumos políticos mudam e pouco antes de ser expulso por ocasião da Independência em 1822, o Conde dos Arcos vende os lotes a Joaquim Marques Batista de Leão, português, Miguelista, depois recebeu de Portugal o título Marquês dos Leões.

 

Nessa época o tamanho das chácaras tornou-se menor para permitir que esses terrenos fossem ocupados por novas moradias, pois mais ruas precisavam ser abertas.

 

O novo proprietário Marquês dos Leões abriu, em 1826 respectivamente, a rua Nova de São Joaquim, a rua Marques e o Largo dos Leões.

No mesmo ano, o príncipe Dom João morre e, em sua homenagem, nas proximidades foi aberta a primeira grande transversal de Botafogo, a Rua Real Grandeza.

Anos mais tarde, a Rua Nova de São Joaquim passou a se chamar Voluntários da Pátria em homenagem aos combatentes voluntários da Guerra do Paraguai.

Até 1881 somente existiam duas grandes casas no Largo, a da Família Leão e a do Comendador Stélio Roxo, irmão do Barão de Guanabara.

O Largo em 1861 tinha como única rua de acesso, além da de São Clemente, a Rua Marques, aberta em 1853 na divisa das terras de um tal Comendador Souza.

 

Outra data importante para o Largo foi o dia 1º de novembro de 1881 este após ser dividido, foi vendido em lotes no leilão de M. J. Pinto, surgindo então muitas propriedades novas no lugar.

 

Dentre os moradores de nomes conhecidos surgidos após 1881, ressaltam:

 

1- Comendador Manuel José de Faria, em cuja casa depois residiu o editor e fotógrafo suíço Georges Leuzinger. E na mesma casa, anos depois, sua cunhada, a Viscondessa de Geslin, fundaria uma espécie de curso com aula para as sinhás-moças do bairro, depois transferida para a Rua do Príncipe (hoje Silveira Martins), no Catete.

2- Outro morador famoso foi o Senador Antônio Azeredo, o primeiro a ter luz elétrica domiciliar no bairro, ainda nos primeiros anos do século XX.

3- O Ministro do Império , Alfredo Chaves morava num casarão, onde antes existia a casa do Comendador Roxo. Em 1922 a casa seria afinal demolida e em seu lugar surgiria uma vila de casas, origem da atual Rua Alfredo Chaves.

4- No atual número 514 da Rua São Clemente existia a casa do Comendador Gonzaga, onde dando um salto no tempo, no dia 12 de agosto de 1904, Flávio Ramos, Otávio e Álvaro Werneck, Jacques Raimundo da Silva e outros desportistas fundaram o Botafogo Futebol Clube, destinado a fundir-se, anos depois ao Botafogo de Regatas:

www.flickr.com/photos/11124678@N02/1773179415/

 

Em 1871, com a ampliação da Rua Voluntários da Pátria para que se atingisse a Rua São Clemente (hoje Humaitá)

www.flickr.com/photos/8264320@N04/514696778/

, foi construída no lado esquerdo do Largo uma grande estação, garagem e estrebaria de burros da Companhia Ferro Carril do Jardim Botânico.

Essa garagem ia até a Rua Voluntários da Pátria porém em 1893, com a eletrificação da linha de bondes, a estrebaria foi fechada:

www.flickr.com/photos/andre_so_rio/444862203/

www.flickr.com/photos/8264320@N04/514819631/

 

Voltando no tempo a mais ou menos 1850, os filhos do Marquês dos Leões venderam suas terras para Antônio Delfim Simoens da Silva.

Consta que o filho de Simoens foi um excêntrico de mesmo nome do pai, e um arqueólogo amador, colecionava de tudo. “até múmia egípcia”, segundo informação do professor e Historiador Milton Teixeira. O Museu da Cidade se iniciou com este acervo.

 

As ruas Dona Mariana ( esta era uma tia de Antônio Delfim Simoens - o filho ), Sorocaba e Delfim (mais tarde Paulo Barreto), receberam esses nomes em homenagens a familiares.

 

Obs, a anotação já veio na imagem, do Historiador Milton Teixeira.

 

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Taken on May 26, 2007