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Poema Coracao_02 - Por Elizabeth Misciasci | by Elizabeth Misciasci
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Poema Coracao_02 - Por Elizabeth Misciasci

Coração 02©

 

Elizabeth Misciasci

 

Coração que descrente, apenas sobrevive.

Descompõe-se imanente diante do tangível

Que aos poucos se distancia até se extinguir.

Como um desencontro feito o Sol e a Lua

Vagando pelas alamedas, ou pelos becos,

Este coração desnuda, tornando-se filho da rua,

Ouvindo murmúrios da metrópole e seus ecos

Onde nada é efêmero, expressivo em cada rosto,

Saltando á vista, atentando ao inerente e inepto,

Que entorpece diante da presença do pesado desgosto.

Na tristeza gritante que consome, podemos ser Gigante,

Mas há Corações que fazem da impiedade fator imperante.

Recompondo em pedaços, na esperança de voltar a crer,

O Coração que descrente, apenas sobrevive,

Sem cadencia ainda pulsa escondendo a dor secando o pranto,

Tentando o conformismo, mesmo com os pés nos abismo

Cantando uma nova melodia cheia de dor e melancolia

Adaptando-se ao desconhecido... O real, o desencanto.

  

Direitos Autorais Reservados OMB:- 6.401

Registro de Averbação:- 254.862 Livro 524 Folha -82.

Fundação Biblioteca Nacional Ministério da Cultura

 

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Taken in April 2008