Glamour
Glamour e Hollywood pertencem um a outro tanto quanto o pretinho básico à Coco Chanel – tanto que a revista Glamour, lançada em 1939 pela Condé Nast, se chamava originalmente Glamour of Hollywood e prometia, por 15 centavos de dólar, o “Hollywood way to fashion, beauty and charm”. Foi justamente na chamada década de ouro do cinema americano, Golden Age of Hollywood – quando as películas passaram do mudo ao falado – que surgiram as primeiras imagens de glamour. Favorito das estrelas da época, o fotógrafo George Hurrell criou uma linguagem estética de corpo, penteado, maquiagem e figurino que entrou para a história como o figurino e a atitude das mulheres tipo diva – sedutoras, sereias, iluminadas por uma base ultraoleosa no rosto e pelo lamê e paetê dos vestidos-coluna. Em 1947, com a estréia de Christian Dior na moda, o glamour voltou à moda com outra roupagem: a da exuberância, do sonho e da feminilidade, numa explosão de saias rodadas, cinturas de vespa, salto stiletto de Roger Vivier, unhas ovaladas, seios pontiagudos. É a segunda era do glamour – uma resposta aos tempos de pesadelo da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Tanto as estrelas de Hollywood quanto Dior souberam dar forma à idéia original da palavra glamour. A palavra medieval era ligada à bruxaria – to cast a glamour significava “lançar um feitiço” sobre alguém. No século 18, o poeta Walter Scott se apropriou da expressão e deu a ela o significado atual: a combinação de charme e de aparência capaz de seduzir, enfeitiçar e fascinar.
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