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Poema à Moça Da Janela

Morena quando te vejo, palanqueada na janela, fico floreando a barbela, mordendo a perna do freio, e desenquieto pateio, enredado num olhar, sou pingo do teu andar, pra carregar teus anseios. E quando um sorriso esboças, carregado de promessas, é o proprio céu as avessas com tormentas e lampejos, e um temporal de desejos vem respingar no meu tozo, levando um rosto mimoso junto aos meus sonhos andejos.

Noite alta quando cruzo neste rancho onde te abrigas, da alma vertem cantigas rastreando rimas de prata, o coração bate pata, corretiando ao Deus dará, e a janela ali está como a pedir serenata. Guitarreio o meu silêncio em muda e louca seresta, na janela em cada fresta, mil ouvidos a escutar por certo estás a sonhar, a alma leve solta ao vento, eu queria estar ai dentro, para te ouvir ressonar, amanhã um outro dia, andarei longe da querencia reclutando uma ausência que ficou de sentinela, quero ver os olhos dela quando retornar do povo, e lá está moça de novo na moldura da janela. Noite alta quando cruzo neste rancho onde te abrigas, da alma vertem cantigas rastreando rimas de prata, o coração bate pata, corretiando ao Deus dará, e a janela ali está como a pedir serenata.

 

Cesar Passarinho

www.youtube.com/watch?v=ozdhhw0EzWE

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Taken on August 28, 2011