jhermannloureiro@gmail.com
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My work is a personal metaphysical construction, where images present themselves with subversive ideas, estimulating ones imagination to create sense in them, just like i believe we do in the concrete world that invades our mental world with many questions. i'm very influenced by ocidental philosophy, alchemy, religion and cientific images, trying to elaborate a correlation between this subjects and my personal disbelieves.
-disse Jorge Trigonometria D'Silva (pronuncia-se horhe), para si mesmo, em algum tipo de transe linguístico, enquanto fazia abdominais e praticava inglês. sua frase ecoou no espelho que estava ao seu lado, que chamou a atenção de todos os outros refletidos, que pensaram sobre o caso e disseram "não".
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Dedico 4 horas diárias às minhas desfragmentações pessoais. Atualmente possuo um número bastante grande de personalidades; conto, hoje, por volta de quarenta e duas. Identificadas e razamente claassificadas, apenas vinte. Minhas personalidades tem se revelado cada vez mais complexas. Sou ao mesmo tempo um aspirador e um liquidificador de almas. Coleciono personalidades distintas e as junto de forma que julgo combinar mais, finalizando (talvez o termo “finalizar”, não esteja correto, não sei se a formação de uma personalidade um dia estará completa) na criação de um novo eu. Sou Maria, Fernando, João, e Rodrigo, tudo ou que sei de todos (creio que tudo o que sei de todos é pouco) ou um pouco de cada , ainda não consegui descobrir. Sou Aurora, Thiago, Roberta, Bruno e Arthur, essa combinação foi a que me pareceu mais adequada, e todas formam um só, um só incompleto, talvez. Dependendo qual personalidade estou, o que ainda é uma seleção aleatória do meu incosciente, (muitas vezes me parece uma mistura de dois Jorges ou mais, ou seja, nesse caso, uma mistura de Maria, Fernando, João, Rodrigo, Aurora, Thiago, Roberta, Bruno e Arthur), meus julgamentos mudam, claro, logo, meus critérios para a formação de novas personalidades mudam. Grande parte do que não entendo em mim, são meus critérios, mas me parece uma seleção bastante criteriosa. Tenho 21 anos agora, há meio ano comecei a perceber quando uma nova persoliade está se formando, tenho alucinações e sonhos estranhos, às vezes fico horas sem enxergar, ou sem conseguir me comunicar, ou escutar, às vezes sinto mãos me tocando por todo o corpo, mas elas não estão lá. Meus olhos vibram, e meu mundo visual vibra, e os objetos, que parecem estáticos, deslocam-se, revelando outros objetos, que logo voltam à sua unidade.
Não tenho ideia das dimensões das minhas personalidades, mas sei que as distinções são claras. Às vezes assumo dez por dia, às vezes duas, às vezes uma por mês, três por semana.
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O ônibus estava lotado, tentava ler, mas me distraia com toques, às vezes agressivos, da mulher em pé. Tentava sentir o cheiro de sua vagina, que umedecia meus ombros com sua singularidade seca e impenetrável. Quando, o astuto menino que eu falava anteriormente me chama, e tal me diz:
“ Se todos os seres portadores de capacidades racionais fossem presenteados com minha generosa mente, o mundo salvar-se-ia da imbecilidade.”
Descontextualizei-me rapidamente já no que virara uma cena elaborada.
“Minha mente provém da sensatez”- o menino reforçou.
“Criança, se não fôsseis um menino, pesaria seríeis um ser com ego elevado, mas como não sois, penso em ser um comentário com sensatez, que provém da sua mente, tal que sua mente provém da sensatez”
“Escuto-vos como aprendiz, por serdes de maior excelência em experiência, mas creio que não em teoria.”
“Avalio tal resposta como sensata, mas admito-vos já me ocorreu tal pensamento egocêntrico diversas vezes”
“Sua mente provém de onde, caro senhorito?”
“Minha mente provém da ilusão, mas me diga, pequeno homem de grande conhecimento teórico, como chamais?”
“Chamo-me do mesmo que chamais vós.”
“Entendo, chamais Hugo, então?”
“Não, chamo-me do mesmo que chamais vós.”
“Como sabeis que não me chamo Hugo, menino astuto?”
“De qual dignidade um homem tem que não compreende o próprio nome? Pois sei meu nome, e tal é o mesmo que de vós.”
“Me chamo Pentajorge de Norgeloureiros II, venho de uma família de seres parasitas colecionadores de borboletas, sou um taxidermista milenar especializado em cães. Minha maior criação até hoje foi a do poodle da Imperatriz Maria Teresa Walburga, que podia ser utilizada tanto como um cachecol, quanto como um acessório de enfeite de mesa. Montei um projeto elaborado para a criação de tal objeto, minhas fontes de pesquisa era escassas daquela época.
“Pois assim me chamo,assim sou e assim crio e tal minha família também é. Mas diga-me, como é imaginar tal mulher desconhecida atuando como um objeto sexual?”
“Não entendo, do que falais? Como compreendeis o que penso? Sois o mesmo que sou?”
Volto a pensar no corpo da mulher que suas coxas esfregavam-me. Olho para a direita, esperando não ver mais aquele menino, mas ele está ali, e me olha, com olhos inquietantes.
“Compreendeis o que digo, mas não vedes o que indico”- o menino dirige-se a mim, sem mexer a boca.
“Sou tudo o que sois,mas sois nada que sou”
A criança começa a chorar, todos me olham, inclusive a mulher.
(continua)

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"Pratico um exercício diário de esticar minha mente a estados passados de consciência do meu próprio ego. Buscando entender a arquitetura da minha existência. Há 15 anos atrás, tive um lapso transicional de perda de mim, onde esqueci quem havia sido, me questionando cansativamente como eu havia me tornado aquele ser. Senti como seu meu filtro mental houvesse eleminado a noção própria que sempre tive do passado, e me projetasse para frente. Meu nome é Lorge Vidreiro, sou limpador de vidros em um pequeno motel de beira de estrada. Vejo diariamente casais de todos os tipos fazendo sexo, mas as situações que mais me interessam são os de impotência sexual. Uma vez, estava limpando a parte exterior da janela de um banheiro, quando entra um homem nu, se tranca e fica olhando seu reflexo no espelho durante muito tempo, com olhar fixo, suado e frio; a mulher vai embora e ele permanece ali, não o vi indo embora. Mais tarde, entro naquele mesmo banheiro para limpar os vidros, me posiciono na mesma posição daquele homem, e fico me olhando fixamente no espelho, ouço um barulho e projeto meu olhar para trás, chamando minha atenção para a pequena janela no alto do banheiro. Sou eu, limpando o vidro, me olhando curioso. Retorno a me olhar no espelho, está tudo embassado, pego meu pano, borrifo duas vezes o produto, que escorre, esfrego o espelho, mas continua embassado. Meu reflexo está nebuloso, não me vejo nítido, chego perto, mas minha imagem se perde. Me afasto, percebo que a imagem fica mais nítida, me afasto mais e me vejo com nitidez, já estou no outro lado do banheiro."

Lorde Pinheiro, o Ressucitado. (1879)

"1879, oxi, época boa!"

Lorde Pinheiro, o Ressucitado. (1923)

"PpPpPpP!"

Lorde Pinheiro, o Ressucitado. (1979)

"...."

Lorde Pinheiro, o Ressucitado. (2010)

"Uou!"

Lorde Pinheiro, o Ressucitado. (2012)


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-Bati a cara do concreto.
-De qual concreto falas? O material ou o que condiz com a realidade.
-Diga-me a diferença.
O ser pensa e prensa. Enrosca seus pensamentos, dá nós. Ergue sua mão, toma forças, e bate contra sua coxa.
-No fim, tudo é o mesmo. Mas não vejo marcas em seu rosto, creio que seja o material.
-Onde estamos, meu amigo, nada é concreto, aprendas isso e farás melhor sua jornada.
-Confunde-me assim. Espere.
O ser percebe o lado pouco iluminado do rosto do ser e puxa-o, com os dois braços segurando em seus ombros, para um local melhor iluminado, revelando parte de seu rosto.

(continua)


Meu nome é várias vezes. Sou chamado na rua por estranhos frequentemente. Várias vezes sou confundido com palavras. Várias vezes é um nome que as pessoas não costumam escutar. Várias vezes não é nada comum. Pois pra mim é, claro. Antes, meu nome era Jorge Loureiro, daí eu troquei pra Jorge Loureiro Três vezes, daí eu troque pra JorgeJorgeJorge LoureiroLoureiroLoureiro, daí continuei com essas repetições, mas elas insistiam em não me satisfizer.
Hoje apareço indiretamente em textos, livros, blogs, diálogos, chats. Incrível.

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Meu ser já se manifestou em alguns poucos blogs, uma revista e um jornal indie. As manifestações de Porge Podreira, gosto de chamá-las assim. As manifestações são bem poucas e me deprimem. Queria que as manifestações de Porge Podreira acontecessem como acontecem dentro do meu ser, que é dentro do meu cérebro, que supostamente é dentro da minha mente, que é dentro do meu consciente, que é dentro do meu incosciente, que é dentro da lagoa negra, que é dentro da escuridão, que é dentro do eco quando grito por lá, que é dentro do dentro, que daí vira colorido e rasga, daí eu entro dentro do rasgo, que é dentro do mundo, que é dentro da realidade, que é dentro de mim, que é dentro do meu cérebro, que é dentro de mim, que é dentro da minha mente, que é dentro de mim. Daí eu chego num labirinto, que é dentro de outro labirinto, que é dentro de um labirinto, dentro de outro labirinto, que vira um labirinto maior ainda, e eu to bem ali no meio, sem sabe por onde ou para onde ir.

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Há, á, á, 3, 3, 3, 3, 3, 3 dias atrás, dias atrás (e contando, tando, do) me aplicaram um loop mental. Venho desenvolvendo uma técnica de transcender o tempo, tempo, tempo, tempo, e quebrar as repetições continuas que aparecem no meu cérebro. Meu nome é Lorge Joureiro, não, Gorje Roureilo. Venho desenvolvendo, desen, desen, densevol, desenvolven, uma técnica de transcender o tempo e quebrar as repetições con, con, con, con, con, tinuas, nuas, nuas, que aparecem no meu cérebro. Meu nome é Lorge Joureiro, não, Gorje Roureilo, lo, lo, reilo, reilo. Meus sonhos todos estão loopados, visualizo três mil e duzentas (repetir texto acima 3x) vezes a mesma porra diariamente, diariamente. No meu sonho, o meu sonho, meu sonho, sonho, so, so, so, so, so, so, sonho, eu estou correndo em um universo sem espaço e preso ao tempo. Sinto o tempo penetrando minhas vísceras, ví, ví, ví, ví, vísceras, tatatatatata, tttt, e dói muito, então, eu explodo, e cada parte do meu corpo é armazenada em pequenos recipientes cúbicos de acrílico, e eu me divido no espaço, e cada parte separada, separada, separada, separada do meu corpo percebe o tempo de forma diferente.(repetir texto acima 2x) Eu envelheço fragmentadamente, mas o meu sangue segue loopado dentro do meu multicorpo. Tô começando a me acostumar, na realidade, na realidade, na realidade, na realidade, na realidade, na realidade, na realidade, na realidade, na realidade, na realidade, na realidade, na realidade, na realidade, na realidade, na realidade, na realidade, na realidade, na realidade, na realidade, na realidade, na realidade, na realidade, na realidade, na realidade, na realidade.

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Sobrevivi a um dos maiores terremotos já penetrados nos nervos do ser. Vivo hoje sem minhas duas pernas, mas utilizo-as, taxidermizadas, como criado-mudo ao lado da minha cama. Gosto de convidar meus vizinhos para pintá-las com tinta guache uma vez ao mês; fazemos rituais, tomamos drogas e tudo. Meu nome é Corge Coureiro. Venho desenvolvendo um trabalho autoral em couro, que consiste na desfiguração plástica de lobos e na transfiguração plástica de lebres. Tenho 42 anos, mas, como ainda não me acostumei à forma cronológica de tempo que o ser humano vive, desenvolvi minha própria forma de contagem, livre dessa pressão hereditária que nos encaminha à morte, e desprendida da nossa concepção pré-histórica de sistemas numéricos indo-arábicos de base 10. O teclado do computador não permite minha total liberdade de expressar autonomamente minha idade, mas tentarei representar aqui: çLTTYç t.x.


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Sou um viajante de terras desconhecidas e vim dar "oi" para os conhecidos das terras desconhecidas que eu já conheci aqui, mas lá, elas continuam ignotas. Eu digo "lá" para para o passado e "aqui" para o futuro. Lá eu corro contra o tempo e aqui eu viajo dentro dele. As terras que eu costumo citar, são as terras do meu próprio inconsciente, e eu vivo dentro dele e me comunico com todos os outros viajantes de terras desconhecidas que estão ali. Quando eu digo "inconsciente", eu quero dizer o universo, e quando eu digo "viajantes" eu me refiro a singularidade de apenas um ser. Meu nome é Transjorge de Trigonometriloureiro, eu venho tanto do passado, como do presente e do futuro. Sou vegetariano aqui e lá eu sou carnívoro. Meu inconsciente explode em vegetais, mas o universo é só carne. Quando eu digo "universo", me refiro ao centro da terra, e quando eu eu digo "ali", é sempre mais perto do que parece. Eu tenho um video-game que viaja comigo, e com ele, eu controlo as forças do espaço. Pra mim, é tudo um jogo, é diversão. Eu me divirto a beça. "oi".

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Minha mente é deus, e eu sou jesus, ateus.

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JJJJJJJJJorge Loureiro é ilustrador e estudante de design gráfico, nascido em Porto Alegre em 19999991. É forrrrrtemente influenciado por qualquer informação, seja ela útil ou não (independente do critério), e sua tendência é digerí-la por inteiro e jogá-la em algum tipo de mídia da forma que mais lhe aggggggrade no instante. Mas é só uma tendência: quem sabe algum dia ele possa se interessar por estudos avançados de procedimentos burocráticos e dedicar-se somente a isso.
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Me llamo JJorrge Looureeiro, tenho 20 anos (1991), sou de Porto Alegre. Morro de medo do tempo e como o percebemos. Sou estudante de Design Gráfico. O meu trabalho é bastante relacionado com o contraste entre a racionalidade, o pensamento lógico e concreto, e o misticismo. Gosto de explorar o misoneísmo e criar soluções imaginárias para questionamentos metafísicos. Sou liberto de quaisquer tipos de crenças espirituais, sendo cético, mas não negligenciando nada; tenho sérias preocupações de como o ser humano aborda esse tipo de questão. Látex. Amo a mente humana e a realidade impenetrável. Eu adoro a exploração de linguagens narrativas.




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Oi, meu nome é Jorge Loureiro, tenho 14 anos (2008), nasci em Roraima. Gosto de símbolos e de de pseudo-símbolos e de falsos símbolos e de não-símbolos. Adoro ir na piscina e dar comida para o meu cachorro, que se chama Jorge Loureiro e tem 14 anos (2012). Sou religioso e dedico minha vida ao sol e à lua. Gosto de sanduiche de atum e costumo beber água uma vez ao dia, coca 2 e suco 3. Minha vó tem uma estranha tara por mim. No almoço, ela meio que esfrega o tríceps dela no meu ombro, não sei muito bem o que pensar,,,

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Eles nos chamamos de Jorge Loureiro, temos 11 anos cada um, e um tem 11 e meio, no total, temos 55 anos e meio. Eles não concordamos que deveríamos ficar 27 horas do dia juntos, mas eu não ligo. Eles gostamos de andar de bicicleta juntos, temos uma de vários lugares e os pedais são de diferentes cores, para que não haja briga, e cada um saiba o seu lugar.


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