MONTEMOR-O-VELHO
Montemor-o-Velho é uma vila portuguesa no Distrito de Coimbra, região Centro e subregião do Baixo Mondego, com cerca de 2 900 habitantes. Situa-se a uma altitude média de 5 m acima do nível médio do mar.
É sede de um município com 228,62 km² de área e 24 950 habitantes (2006) [1], subdividido em 14 freguesias. O município é limitado a norte pelo município de Cantanhede, a leste por Coimbra e por Condeixa-a-Nova, a sul por Soure e a oeste pela Figueira da Foz.
História
Montemor-o-Velho é uma antiga vila cujos vestígios remontam à Pré-história, designadamente ao período Neolítico. Existem referências documentais ao seu castelo desde o século IX. Em 848, Ramiro I das Astúrias passou a dominar o castelo de Montemor, mas a reconquista definitiva do Mondego foi empreendida pelo Rei Fernando Magno de Leão, que entregou o castelo ao Conde Sesnando. Este castelo é bastante bonito de visitar, estando em bom estado de conservação. De lá se disfruta de uma bela vista sobre os arrozais do rio Mondego e restantes terrenos de cultivo.
A sua importância estratégica fez desta vila um pólo de atracção, tendo recebido o primeiro foral em 1212. Montemor foi ainda, durante séculos, terra de infantado, primeiro de D. Sancho e D. Teresa, depois de D. Afonso IV (1322), mas também de D. Pedro, Duque de Coimbra (1416). Em 1472, D. Afonso V faz Marquês de Montemor-o-Velho D. João de Portugal, mais tarde Duque de Bragança.
Lenda das Arcas
Há muito, muito tempo os primeiros habitantes de Montemor-o-Velho enterraram dentro das muralhas do Castelo, duas arcas. A primeira arca continha a felicidade e a riqueza. Tinha tanto ouro que se aberta fartaria todo Portugal. A outra arca é a arca maldita que contém a peste. Uma vez aberta trará a desgraça, a febre, a miséria e a fome, não tendo dó nem piedade por ninguém. Muitos, movidos pela audácia ou pelo desespero de tempos difíceis, aproximaram-se das arcas. Em épocas de crise muitos se juntaram para abrir a arca da fortuna... Mas... logo paravam atónitos e perplexos petrificados com o medo de abrir a arca da peste pois esta se aberta traria ainda mais desgraça e miséria... E as arcas lá continuam à espera de um dia alguém ter a ousadia de as procurar e a imprudência de as abrir....
Economia
Montemor-o-Velho, que em tempos foi terra de agricultores, está hoje virada para as actividades do sector terciário, em parte devido à instalação das repartições da administração, instituições financeiras e de serviços; o pequeno comércio é variado. A indústria está representada com vários estabelecimentos fabris de pequena e média dimensão.
A agricultura continua a ter grande importância. Cultiva-se o milho e o arroz com recurso a processos cada vez mais modernos e a existência de uma Escola Profissional Agrícola, a par da Cooperativa e dos serviços da Zona Agrária da DRABL, contribuem com o saber técnico que permite melhorar a produtividade dos campos.
Freguesias
As freguesias de Montemor-o-Velho são as seguintes:

* Abrunheira
* Arazede
* Carapinheira
* Ereira
* Gatões
* Liceia
* Meãs do Campo
* Montemor-o-Velho
* Pereira
* Santo Varão
* Seixo de Gatões
* Tentúgal
* Verride
* Vila Nova da Barca
( Wikipedia )
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