LOURES
Loures

Município português, pertencente ao distrito de Lisboa, compreendendo 24 freguesias (Apelação, Bobadela, Bucelas, Camarate, Caneças, Famões, Fanhões, Frielas, Loures, Lousa, Moscavide, Olival de Basto, Pontinha, Portela, Póvoa de Santo Adrião, Prior Velho, Ramada, São João da Talha, São Julião do Tojal, Sacavém, Santa Iria de Azóia, Santo Antão do Tojal, Santo António dos Cavaleiros e Unhos). Em termos demográficos, a população, em 1991, era constituída por cerca de 322 200 residentes para uma área bruta de 187 km2 e a variação da população residente entre 1960 e 1991 foi de 215%.

A economia municipal assenta nas actividades da agro-pecuária, indústria alimentar, metalomecânica, serrações, gráficas, construção civil e obras públicas, destacando-se a administração local e algumas actividades de prestação de serviços sociais, privados e públicos.

Localizada na margem direita do rio Tejo, a norte da cidade de Lisboa, a cidade de Loures é sede de município e registava uma população de cerca de 5600 residentes em 1991. O perímetro da cidade circunscreve-se à freguesia homónima de Loures.

património

O património edificado mais importante inclui a igreja matriz (reconstrução, após o terramoto de 1755, do templo original, quinhentista) com o cruzeiro do século XV (ambos monumentos nacionais), o Palácio do Correio-mor (datado do século XVII, apresenta um importante conjunto de pinturas e azulejos), a capela de Nossa Senhora da Saúde (construída pelos lisboetas aqui refugiados, por causa da peste que assolava a capital), os Paços do concelho (do século XIX), as igrejas de Camarate, de Santa Iria de Azóia, de Lousa e de Bucelas, o palácio de Santo Antão do Tojal e a Quinta do Conventinho em Frielas.

história

A primeira referência documental conhecida remonta aos meados do século XII. Loures pertenceu à ordem dos Templários e, depois, à ordem de Cristo.

Muito procurada, no Verão, pelos lisboetas mais endinheirados, serviu-lhes também de refúgio da peste que infestava a capital no final do século XVI.

Foi palco de confrontos entre liberais e miguelistas, em 1833, e o concelho foi instituído em 1886.

Em 4 de Outubro de 1910, foi aqui hasteada a bandeira nacional pela primeira vez, acto que antecipou por breves horas a proclamação oficial da República em Portugal.
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