AVEIRO
Aveiro

Município litoral português pertencente ao distrito de Aveiro, compreendendo catorze freguesias (Aradas, Cacia, Eirol, Eixo, Esgueira, Glória, Nariz, Nossa Senhora de Fátima, Oliveirinha, Requeixo, Santa Joana, São Bernardo, São Jacinto e Vera Cruz). Em termos demográficos, a população, em 1991, era de 66 500 residentes, para uma área municipal bruta de 208 km2, e a variação da população residente entre 1960 e 1991 foi de 44%.

A economia municipal assenta actualmente na prestação de serviços, construção naval, actividades portuárias, indústrias de pasta do papel, química, cerâmica (azulejos), extractiva (salinas) e ainda agro-alimentar; a pesca, a agricultura e a silvicultura têm também um peso considerável na economia concelhia. O município está equipado com um estabelecimento de ensino superior (Universidade de Aveiro), um porto marítimo (Porto de Aveiro) e uma base aérea militar (Base Aérea de São Jacinto).

A cidade de Aveiro é sede de município e esteve desde cedo ligada à pesca e às salinas. A cidade na qual, em 1991, residiam 32 800 habitantes, é constituída por seis freguesias (Aradas, Esgueira, Glória, São Bernardo, Vera Cruz e Santa Joana). Após o declínio das actividades ligadas directamente à ria de Aveiro, o porto marítimo e os estaleiros navais passaram a ditar o desenvolvimento económico. Actualmente, com o turismo e a Univeridade de Aveiro (que tem a sua sede nesta cidade), um novo impulso foi dado à cidade.

património

O património edificado mais importante inclui a igreja do convento de São Domingos (Sé), a igreja de São Gonçalo, a igreja das Carmelitas, a igreja de Santo António, a igreja do convento de Jesus, a capela do Senhor das Barrocas, o cruzeiro de São Domingos, o cruzeiro de Nossa Senhora da Alegria e os antigos Paços do Concelho. Ao nível do património natural, destacam-se toda a ria de Aveiro e as dunas de São Jacinto, classificadas como Reserva Natural.

história

A primeira referência conhecida a Aveiro é datada de 959, e constava no testamento da condessa Mumadona Dias, no qual eram mencionadas as salinas de Allavarium. A localização geográfica, aliada à produção de sal, na época indispensável para a conservação dos alimentos, transformaram Aveiro num importante centro marítimo e comercial.

No século XV, o príncipe D. Pedro, duque de Coimbra, fomentou a construção de alguns monumentos, tais como a muralha. Esta foi demolida no século XIX e as suas pedras utilizadas em obras de protecção do porto. Com as descobertas marítimas, Aveiro desempenhou um importante papel no desenvolvimento económico do país. Aveiro recebeu foral manuelino em 1515. Decaiu nos séculos XVII e XVIII, tendo recuperado posteriormente. Foi elevada a cidade no reinado de D. José I, em 1759. No início do século XIX, a abertura da barra e, mais tarde, a construção do caminho-de-ferro, fizeram com que Aveiro se transformasse num importante pólo de desenvolvimento.
220 photos · 46,809 views
1 3