COIMBRA
Coimbra

Município português, pertencente ao distrito de Coimbra, compreendendo 31 freguesias (Almalaguês, Ameal, Antanhol, Antuzede, Arzila, Assafarge, Botão, Brasfemes, Castelo Viegas, Ceira, Cernache, Coimbra-Almedina, Coimbra-São Bartolomeu, Coimbra-Santa Cruz, Coimbra-Sé Nova, Eiras, Lamarosa, Ribeira de Frades, Santa Clara, Santo António dos Olivais, São João do Campo, São Martinho de Árvore, São Martinho do Bispo, São Paulo de Frades, São Silvestre, Souselas, Taveiro, Torre de Vilela, Torres de Mondego, Trouxemil e Vil de Matos).
Em termos demográficos, a população, em 1991, era de cerca de 139 100 residentes para uma área bruta de 315 km2, e a variação da população residente entre 1960 e 1991 foi de 31%.

Em termos económicos destacam-se as actividades relacionadas com o turismo, a administração local, os serviços sociais, privados e públicos. A Universidade de Coimbra dinamiza a economia local, merecendo igualmente destaque as actividades afectas à indústria alimentar e de bebidas, empresas de metalomecânica, de transportes, de construção civil e obras públicas. O comércio grossista e retalhista tem um importante peso na economia local e as actividades agrícolas e silvícolas estão igualmente representadas.

Localizada na margem direita do rio Mondego, a leste da cidade da Figueira da Foz e a su-sudoeste da serra do Buçaco, a cidade de Coimbra (conhecida pela sua universidade) é sede de município. O perímetro da cidade engloba as freguesias de Coimbra-Almedina, Antuzede, Eiras, Santa Clara, Coimbra-Santa Cruz, Santo António dos Olivais, Coimbra-São Bartolomeu, São Martinho do Bispo, São Paulo de Frades, Coimbra-Sé Nova, Torres do Mondego e Trouxemil. Com uma população de cerca de 89 600 residentes em 1991, a cidade de Coimbra é a quinta cidade mais populosa do país.

património

Muito rico e vasto, o património mais significativo inclui o mosteiro de Santa Cruz (ostenta os túmulos de D. Afonso Henrique e D. Sancho I); as igrejas de Santa Clara-a-Nova (túmulo da rainha D. Isabel), de São Salvador (1179), de Santa Clara-a-Velha (séculos XIII a XIV) e de São Tiago; a Sé Velha (claustro gótico) e a Sé Nova (1598 a 1698); o Paço Real e o Hospital Real (manuelinos); e o Seminário (setecentista). São também vários os vestígios de um passado mais remoto: fortificações romanas na porta de Almedina e na Torre da Estrela; o cripto-pórtico romano que sustentava o fórum de Emínio (no museu Machado de Castro). O rio Mondego é um elemento significativo do património natural.

história

Pensa-se que foram os celtas a estabelecer o povoamento origjnal. Mais tarde, os romanos construíram as fortificações de Aeminium, local onde Coimbra se viria a fixar. Aí se instalaram os alanos, os suevos, os visigodos e também os mouros. Beneficiou da decadência da vizinha Conímbriga, por volta do século XVII: passou a sede do bispado conimbricense e acabou por adoptar o topónimo.

Sob domínio islamita desde o século VIII, foi conquistada definitivamente pelos cristãos em 1064 (Fernando Magno de Leão). Fez parte do Condado Portucalense e tornou-se o centro do movimento de reconquista cristã. D. Afonso Henriques fê-la capital do reino, tendo aí nascido os reis que se lhe seguiram na 1.a dinastia.

Teve forais de Afonso VI de Leão (1094), do conde D. Henrique (1111), de Afonso Henriques (1179), Afonso II (1217) e D. Manuel I (1516). Foi sede de cortes por várias vezes, nomeadamente em 1385, quando o Mestre de Avis foi proclamado rei.

Em 1131, no mosteiro de Santa Cruz, foram instalados os primeiros estudos superiores em Portugal. A Universidade, definitivamente instalada em 1537, tornou Coimbra um dos principais focos da cultura europeia no século XVII.

Em Coimbra estão sepultados os reis D. Afonso Henriques e D. Sancho I, a rainha D. Isabel, e aí foi assassinada D. Inês de Castro. Nesta cidade nasceram o escultor Machado de Castro e os poetas Camilo Pessanha e Eugénio de Castro.
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