COVILHÃ
Covilhã

Município português pertencente ao distrito de Castelo Branco, compreendendo 30 freguesias (Aldeia do Carvalho, Aldeia do Souto, Aldeia São Francisco de Assis, Barco, Boidobra, Cantar-Galo, Casegas, Covilhã-Conceição, Covilhã-São Martinho, Covilhã-São Pedro, Covilhã-Santa Maria, Cortes do Meio, Coutada, Dominguizo, Erada, Ferro, Orjais, Ourondo, Paul, Peraboa, Peso, São Jorge da Beira, Sarzedo, Sobral de São Miguel, Teixoso, Tortosendo, Unhais da Serra, Vale Formoso, Vales do Rio e Verdelhos). Em termos demográficos, a população, em 1991, era de 54 00 residentes para uma área bruta de 549 km2, e a variação da população residente entre 1960 e 1991 foi de -26%.

A economia municipal assenta na indústria têxtil e de lanifícios, na indústria alimentar (nomeadamente de lacticínios) e de bebidas, no comércio retalhista e na prestação de alguns serviços sociais, privados e públicos. As actividades agro-pecuárias e silvícolas dão um contributo significativo para a economia municipal, à qual deve ainda ser acrescido o papel desempenhado pela administração local. O município encontra-se dotado de uma unidade hospitalar.

Localizada a uma altitude de cerca de 700 m, a leste da serra da Estrela, a norte da cidade do Fundão, a cidade da Covilhã é sede de município e registava uma população, em 1991, de cerca de 21 800 residentes. A cidade tem o seu perímetro delimitado dentro das freguesias de Aldeia do Carvalho, Boidobra, Covilhã-Conceição, Covilhã-Santa Maria, Covilhã-São Martinho, Covilhã-São Pedro e Cantar-Galo.

património

Vasto e rico, o património edificado mais significativo inclui vários templos religiosos: as igrejas de Santa Maria (acabada em 1886 e de interior muito rico) e da Misericórdia (século XVI); o antigo convento de Santo António (século XVI); a capela de São Martinho (românica, monumento nacional), a capela de Santa Cruz (quinhentista) e, em Teixoso, as capelas de Santo Cristo e de Santa Maria; a ponte sobre a ribeira da Degorda (gótica) e o arco do pelourinho (uma das portas das desaparecidas muralhas); os paços do concelho e o palácio dos ministros (ambos do século XVII e construídos ao gosto filipino).

história

Pensa-se que a Covilhã foi erguida no local onde existiu um castro romano (há quem atribua a fundação ao general romano Silins, por volta de 40 a.C.). Quase destruída no início da monarquia, D. Sacho I mandou erguer muralhas e repovoá-la, para o que lhe atribuiu foral em 1186, confirmado em 1217 por Afonso II. D. Dinis mandou alargar as muralhas e D. Manuel I deu-lhe foral novo em 1510. Em 1570, D. Sebastião dar-lhe-ia o título de notável. Foi elevada a cidade no reinado de D. Luís.

O fabrico de panos (que deu grande importância à Covilhã) remonta ao reinado de D. João I. Foi sendo protegida por várias disposições régias, mas, no século XVIII, encontrava-se em grave crise. A indústria só recuperou o fulgor com as medidas impostas pelo marquês de Pombal.
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