CANTANHEDE
Cantanhede

Município litoral português, pertencente ao distrito de Coimbra, compreendendo 19 freguesias (Ança, Bolho, Cadima, Camarneira, Cantanhede, Cordinhã, Corticeiro de Cima, Covões, Febres, Murtede, Ourentã, Outil, Pocariça, Portunhos, Sanguinheira, São Caetano, Sepins, Tocha e Vilamar). Em termos demográficos, a população, em 1991, era de cerca de 37 100 residentes para uma área bruta de 397 km2, e a variação da população entre 1960 e 1991 foi de -10%.

A economia municipal assenta na agro-pecuária, silvicultura, indústria alimentar e nas indústrias de cal, cerâmica e cantonaria. A administração local e alguns serviços sociais, públicos e privados, são responsáveis por uma grande percentagem do emprego gerado, sobretudo na cidade. A adega cooperativa testemunha a importância da sua afamada área vinícola. Ao nível do equipamento destaca-se a unidade hospitalar.

A cidade de Cantanhede, que dista cerca de 15 km noroeste da cidade de Coimbra, é sede de município e está localizada a norte do rio Mondego, sendo composta por uma só freguesia (Cantanhede), e registava uma população residente de cerca de 4200 habitantes, em1991.

património

O património edificado é bastante rico. O mais significativo inclui a igreja matriz (século XVI); a igreja (único vestígio) do convento de Nossa Senhora da Conceição (1675); as ruínas do aqueduto das Sete Fontes; o paço dos condes de Cantanhede (renascentista); a igreja paroquial (interior seiscentista); o pelourinho (setecentista) e o burgo antigo (construções do manuelino ao século XIX) em Ancã; a igreja matriz da Cordinhã (esculturas quinhentistas); o retábulo da Senhora da Misericórdia, na capela da Varziela (considerado obra-prima do renascentismo português). O litoral atlântico constitui o elemento mais significativo ao nível do património natural.

história

A raiz do topónimo (cant) é celta e significa «pedra grande». Na região existem diversas jazidas de pedra.

Diz-se que D. Sisnando (governador de Coimbra) mandou repovoar e fortificar Cantanhede em 1080. D. Manuel I concedeu-lhe foral em 1514 (entre os historiadores, é polémica a tese que defende a atribuição de um foral por D. Afonso II).

Segundo o cronista Fernão Lopes, foi em Cantanhede que D. Pedro mandou tirar documentos autênticos do seu casamento com D. Inês de Castro.
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