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at Saudade

Pontevedra, Espanha

08/08/2018

standing there

Pontevedra, Espanha

04/08/2018

...em coimbra

 

Nasce-se onde a morte nos espera.

 

Pudessem as crianças nascer de novo neste

caminho. As poeiras já assentam, eu passo e nada

se move. Nem o vento; só o silêncio enquanto

ao longe se trocam os comboios.

 

Estás onde o espelho se esvanece, onde

os seus traços se apagam do rosto e onde eu

coloco os dedos para te segurar - preso por um fio

de cabelo que voa e que arde.

 

Principio a fogueira no meio da

vasta planície, vários animais passeiam por aqui

e se afastam, ao ver-me.

 

Estou pálido, enfraquecido, curvado

à sombra de uma árvore com iniciais escritas por

detrás, onde ninguém olha.

 

O vento inicia-se onde pouso a mão. De súbito,

a água brota da tua memória como se fosses uma nascente

pura de sangue e de palavras - nascem crianças

pelo corpo, gritam pelo frio que lhes surge,

rente à pele

 

e nada podem fazer.

 

Na tua mão o início do mundo, nela os edíficios

e as pontes que nos ligam, tempo afora.

 

Os navios partem daqui, onde eu te olho.

 

Para onde olhar agora ninguém sabe,

como que se tu fosses a perda do homem que nasceu

onde a morte o espera.

  

Vi-te chegar como a cinza que se espalha pela mesa - no

campo das fisionomias, nos olhos do cansaço a acalmia

que se julgava perdida.

 

Nas frestas das janelas, o teu perfume árabe e o sabor

da água na boca. A cor branca, eu, pálido, as roupas a largarem-me

pela estrada, a tua casa, o teu caminho.

 

Pelo meio da noite, chego à tua rua. Ergo os passos em

silêncio para que me notes chegar. Esperava que me visses, que

viesses à porta esperar que o meu corpo se emaranhasse no

fumo que soltavas.

 

Mulheres soltas pela estrada olham-te como eu

te olhava dantes. Antes disto, antes daqui, deste sítio

onde me seguram pela mão.

 

Não sei quem será, não sei onde será ou a quem

se pede liberdade. Não sei mais como se escreve o que

já não se tem tempo para escrever - e o que não se quer.

 

Apago o cigarro à tua porta para não te alarmar - garças

voam , animais flamejam pelas hostes dos olhos - colegas

surgem de cantos desconhecidos e de lugares onde não estavam

e onde eu não os recordo.

 

Desenhos semeiam-se e tu estás aqui. Digo-te olá

como se fosse a última vez e, no entanto, todos os dias

nos vemos ao acordar. És, hoje, a primeira a que

peço alimento. Tenho esperança de que saibas

como fazê-lo para mim

 

de uma maneira especial, quase inexistente.

 

Um rosto impossível - eis como te descrevo. Assim te desenho

porque nada mais resta - no quarto o quadro de um

monte longínquo, de um país distante do nosso, onde

aprendemos a adormecer.

 

Dorme. Hoje, deixa-te quedar pelos lençóis enquanto

estes te seguram. A sombra dos comboios permanece ao

longe, o seu traço avermelhado quase se confunde com o fim

da estação onde tu estavas quando eu não te conheci.

   

Sérgio Xarepe

  

para o gato :)*

de sobretudo e cachecol.....

também há

chão de florista

day 26 (project 365)

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2000 padrões à escolha

feitos à mão, um a um

(a menos de metade do preço da concorrência)

 

flickr.com/photos/rosapomar/2335973986/

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