Abre-te ao caos.
Uma pintora adolescente vivendo com o pai numa caverna à beira-mar em Ibiza. É desse ambiente selvagem e paradisíaco que sai Ana, desconhecida do mundo, desconhecendo o mundo.
A partir de uma mecenas que a descobre através da arte da moça, Ana larga o mar, o pai e a caverna e chega a New York, morando numa espécie de pensionato. Assim, ela passa a se descobrir: sua caverna não era só moradia; era sua própria mente, ainda adormecida. O pai, seu único refúgio, alguém a pensar por ela e a não lhe tolhir a naturalidade, a escondê-la e a esconder-se de leis mundanas. Seus mergulhos passam do mar para dentro da própria alma. Os sonhos que aquele ser inocente e puro tinha acordado, tão simples antes, transformam-se em desespero. A vida se abre para esse ser... CAOS!
Num roteiro que se pode dizer também caótico e confuso em certos momentos, em Caótica Ana", a vida brota dum encontro consigo mesma, transformando e mesmo anulando a selvageria saudável para o mundo selvagem e suas implicações.
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Uploaded on Mar 13, 2009
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Não é mais uma de amor.
Em São Paulo, julho de 2008, em plena Paulista, procurava algo pra assistir. Havia ótimos filmes em cartaz: "Caótica Ana" (o qual um dia comentarei aqui), "A Borboleta e o Escafandro" (o qual ainda não pude ver) e este que, pelo título, não botava muita fé - "Era Uma Vez...".
A história de amor de um menino da favela do Rio e de uma menina de classe média alta não me parecia nem um pouco original. O título, por ainda. Mas creio que o próprio título tenha sido escolhido de forma a chocar a espectador logo nas primeiras cenas, quando se vê um rapazote magrelo já de arma na mão, matando uma outra criança por ser boa de bola. É... Não se espera algo assim de um filme que começa com Era uma vez...
O desenrolar mostrava uma mistura de real com piegas, como um embate entre música de protesto e bossa nova. A vida e o amor. Num emaranhado que fez o cinema ficar em puro silêncio durante todo aquele filme.
E o que mais mexeu? O fim. Não se espera que o fim de algo que comece com Era uma vez... não termine com "e viveram felizes para sempre". Não esperam tragédias das mais impensáveis. E assim, mesmo depois das letras subirem, das luzes se acenderem, as pessoas ainda continuavam grudadas às cadeiras, olhando fixamente para a tela. Talvez entendendo que cinema brasileiro realmente dá algo a pensar. E posso garantir: aquele filme ficou ecoando em muitas cabeças ali por dias.
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Uploaded on Feb 27, 2009
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Olá!
Não sei bem como começou. Antigamente, minha paixão vinha escrita em parágrafos, fixas em páginas, bailando na imaginação ao formar frases, e delas idéias, imagens, cenas completas.
Com o passar do tempo - talvez pela falta de tempo -, passei a cultivar outra paixão. Não que a outra se extinguisse, mas essa nova não precisava de muito tempo disponível, e como a outra, podia continuar bailando em minha mente pelo tempo que me tocasse.
ASSIM ME APAIXONEI POR CINEMA.
Mostrarei, neste Flickr, alguns filmes que gosto, caindo para literatura, vez ou outra. Nem sempre o que direi será de comum acordo com que ler, mas essa é a graça. Talvez nem ninguém leia. Porém, estarei exercitando minha mente aqui, como já exercito em meu blog Jardim da Insanidade (http://jardimdainsanidade.wordpress.com).
Fiquem à vontade!
Boa sessão.
PS.: A pipoca é de graça.
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Uploaded on Feb 27, 2009
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