Mitos amazônicos e defesa do meio ambiente![]() ![]() Nome: Mitos amazônicos e defesa do meio ambiente.
Autor: Ivair Costa. Natural de Santarém (PA), é licenciado em Filosofia e Teologia, mestre em Teologia Moral e doutorando da Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção. É presbítero da Diocese de Santarém, coordenador dos estudos do Instituto Diocesano, assessor de estudos do IPAR-CNBB Norte II e professor universitário. Número de páginas: 160 Ano de publicação: 2006. ISBN 85-906527-0-X Resumo da obra: Dividido em três capítulos, procura aprofundar a relação do homem com o seu habitat, intermediada pelos mitos em suas diversas manifestações. Esses mitos, caracterizados como “protetores” das florestas, dos rios e dos animais detêm um potencial que contribui para a defesa do meio ambiente porque moldam o agir do ribeirinho. Historicamente situado num mundo altamente caracterizado por tradições antigas e autóctones, herdadas dos antepassados indígenas e mescladas com a cultura européia e africana, o ribeirinho expressa, por meio de suas crenças e das manifestações culturais do cotidiano, um modo próprio de ser e de conviver que revela, no dia-a-dia, atitudes éticas. Commentsmelodasmeias says:Certamente nossas populações indígenas e de
caboclos ribeirinhos segue um curso
tradicional dos mais profundos senão
extravagantes às vistas de outrem, senão
vejamos: temos a tradição do uso de somente
meias nos pés, quando das viagens aos centros
mais afastados, das visitas aos parentes,
das compras, das festas, das idas às igrejas
e templos, das cerimônias de batizados,
casamentos, crismas etc. Eu sou paraense de
Belém, mas a família de minha mãe é toda de
Juruti Velho, oriunda de indígenas de lá e do
rio Arinos no Amazonas e eu convivi com
alguns parentes que nos visitaram e outras
pessoas que iam à nossa casa em Belém e às
casas de conhecidos e iam sempre assim
calçados. Primeiro, eu pensava que eles não
estivessem acostumados a calçar sapatos ou
tivessem calos. Depois, com o passar dos anos
e meu crescimento, fui investigando e
descobrindo tratar-se de um fetiche sensual,
de um requinte sexual atrativo (espcialmente
das mulheres) para sobressair das demais,
para mostrar a largura de seus pés através
das meias (quanto mais largos os pés e dedos
espaçados melhor). Quando calçadas de
tamancos rústicos ou chinelas, o destaque
ficava por conta de deixar os dedos mindinhos
pelo lado de fora dos calçados, por sobre as
tiras dos tamancos ou chinelos, demonstrando,
assim, a largura maior que o normal de seus
pés, evidenciando dessa forma sua diferente
condição. Lembro que minha avó vaidosamente
se gabava de nunca ter tido que calçar outro
calçado que não fossem meias de algodão,
escondendo, dessa maneira sua anomalia de ter
seis dedos em cada pé a par com o fato de que
isso ainda alargava mais seus pés, tornando-a
ainda mais diferente das demais. Meu avô, por
sua vez, acompanhando-a sempre em suas
visitas, não relaxava de usar terno e
gravata, chapéu e, sem dúvida, meias e
tamancos. Estou hoje no Nordeste e, por isso,
há muito não tenho tantas notícias do Norte,
mas acredito que no noso interior, a exemplo
da dificuldade da luz elétrica, ainda deve
permanecer este costume antigo e tradicional.
Trata-se de um costume tão antigo e tão
difundido na Amazônia de um modo geral, que
se estende às populações campesiñas ou rurais
e de pesca das regiões andinas (a Amazônia
sul-americana em geral) da Colômbia,
Venezuela, Peru, Chile etc
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melodasmeias says:
Certamente nossas populações indígenas e de caboclos ribeirinhos segue um curso tradicional dos mais profundos senão extravagantes às vistas de outrem, senão vejamos: temos a tradição do uso de somente meias nos pés, quando das viagens aos centros mais afastados, das visitas aos parentes, das compras, das festas, das idas às igrejas e templos, das cerimônias de batizados, casamentos, crismas etc. Eu sou paraense de Belém, mas a família de minha mãe é toda de Juruti Velho, oriunda de indígnas de lá e do rio Arinos no Amazonas e eu convivi com alguns parentes que nos visitaram e outras pessoas que iam à nossa casa em Belém e às casas de conhecidos e iam sempre assim calçados. Primeiro, eu pensava que eles não estivessem acostumados a calçar sapatos ou tivessem calos. Depois, com o passar dos anos e meu crescimento, fui investigando e descobrindo tratar-se de um fetiche sensual, de um requinte sexual atrativo (espcialmente das mulheres) para sobressair das demais, para mostrar a largura de seus pés através das meias (quanto mais largos os pés e dedos espaçados melhor). Quando calçadas de tamancos rústicos ou chinelas, o destaque ficava por conta de deixar os dedos mindinhos pelo lado de fora dos calçados, por sobre as tiras dos tamancos ou chinelos, demonstrando, assim, a largura maior que o normal de seus pés, evidenciando dessa forma sua diferente condição. Lembro que minha avó vaidosamente se gabava de nunca ter tido que calçar outro calçado que não fossem meias de algodão, escondendo, dessa maneira sua anomalia de ter seis dedos em cada pé a par com o fato de que isso ainda alargava mais seus pés, tornando-a ainda mais diferente das demais. Meu avô, por sua vez, acompanhando-a sempre em suas visitas, não relaxava de usar terno e gravata, chapéu e, sem dúvida, meias e tamancos. Estou hoje no Nordeste e, por isso, há muito não tenho tantas notícias do Norte, mas acredito que no noso interior, a exemplo da dificuldade da luz elétrica, ainda deve permanecer este costume antigo e tradicional. Trata-se de um costume tão antigo e tão difundido na Amazônia de um modo geral, que se estende às populações campesiñas ou rurais e de pesca das regiões andinas (a Amazônia sul-americana em geral) da Colômbi etc. e a, Venezuela, Peru, Chile
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