Na foto, da esquerda para a direita, os integrantes do grupo "Choro Livre":
Júnior (percussão)
Márcio Marinho (cavaquinho)
Reco do Bandolim
Henrique Neto (violão 7 cordas)
Rafael dos Anjos (violão 6 cordas)
Feita no Espaço Chatô, nas dependências do jornal Correio Braziliense, em 15/02/2012.
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Reco do Bandolim
Henrique Lima Santos Filho, o Reco do Bandolim, presidente do Clube do Choro de Brasília.
O presidente do Clube do Choro de Brasília, Henrique Lima Santos Filho, o Reco do Bandolim, 54 anos, é baiano de Salvador. Chegou a Brasília em 1963, acompanhando o pai, eleito Deputado Federal. Aqui estudou, formou-se em Jornalismo e casou-se com Maria Aparecida, com quem tem três filhos: Heloisa, Marília e Henrique Neto, este também músico (violonista). Na adolescência, chegou a participar de bandas de rock, nos primórdios do movimento musical que projetaria a cidade na década de 80. Mas a descoberta do bandolim e os discos do mestre Jacob Bitencourt despertaram a paixão pelo Choro, e a guitarra foi definitivamente aposentada.
Participou do grupo de fundadores do Clube do Choro de Brasília, em 1978, e forjou seu estilo em rodas musicais ao lado dos mestres Waldyr Azevedo, Avena de Castro, Odete Ernest Dias, Bide e Pernambuco do Pandeiro. Tem quatro discos gravados, dois pelo setor de pesquisa do Banco do Brasil e dois independentes, entre os quais se destaca o "Reco do Bandolim & Choro Livre", com mais de cinco mil cópias vendidas.
Depois de um início alvissareiro, o Clube acabou praticamente fechando as portas na década de 90, premido por dificuldades materiais e pela falta de público. Ao assumir a presidência da entidade, em 1993, Reco deu início ao processo de recuperação, iniciado com a legalização da sede do Clube, que chegou a estar ameaçado de despejo. Em seguida, mesmo sem dispor de qualquer tipo de receita, promoveu uma reforma completa dos equipamentos e instalações, mobilizando para isso o governo local e entidades ligadas à vida cultural da cidade.
Por fim, após reabrir o Clube e colocá-lo a disposição dos músicos e da comunidade, levantou patrocínios que permitiram a continuidade do trabalho. Resultado: nos últimos 11 anos, cerca de 1800 artistas do Brasil inteiro (Altamiro Carrilho, Paulo Moura, Joel Nascimento, Déo Rian, Armandinho, Cristóvão Bastos, Hélio Delmiro, Paulo Sérgio Santos, Leandro Braga, Zé da Velha e Silvério Pontes, Hamilton de Holanda e muitos outros) já se apresentaram para mais de 360 mil
pessoas no palco do Clube do Choro de Brasília.
Vale acrescentar que, em 1998, Reco realizou o sonho de inaugurar a Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello, em homenagem ao grande violonista carioca precocemente falecido. É a primeira do gênero do país e iniciou suas atividades atendendo a 90 alunos (com mais de 200 na fila). Hoje já tem 400 (com mais de 700 na fila). Para coroar a iniciativa, o Arquiteto Oscar Niemeyer assinou, em 2004, o projeto da sede definitiva da Escola e do Clube do Choro de Brasília, no Setor de Divulgação Cultural, com o nome de Espaço Cultural do Choro. O projeto já está em fase de pré-licitação pelo Governo do Distrito Federal, que se comprometeu publicamente a construir a obra.
Além de um moderno conjunto de salas e um auditório com todo conforto e tratamento acústico, o Espaço Cultural do Choro manterá um museu e um centro de referência em parceria com a Universidade de Brasília, colocando à disposição da comunidade documentos, vídeos, fotos e partituras que contam toda a história do choro em Brasília e no Brasil.
Fonte:
www.clubedochoro.com.br/index.php?option=com_content&...