Pedro Leopoldo, MG, Brasil (Semana da macaca, # 1)![]() RONEI, sua charrete musical e seu amigo e sustento (leva pessoas para passeios).
Florzinhas cotidianas 965 QUATRO TEMPOS DE LEITURA PARA O DOMINGO DOS E DAS PACIENTES, ou NA SALA DE ESPERA DA CLÍNICA PARA REPOUSO "FLORZINHAS COTIDIANAS". 1. CARTA ABERTA AO PASSADO Amou com o que tinha e não tinha, com o que recebera ou não, de quem quer que fosse, procurando entrar e sair com o máximo vigor, às vezes, de leve, para não assustar as lebres, pacas e vacas gordas e magras, e para não espantar passarinhos e gaviões; e assim viveu certo tempo sob a ignorância do que poderia haver por trás dos muros onde o seu nome, gloriosa, acintosa ou provocativamente era escrito todos os dias – e o mesmo acontece contigo, ou ainda não percebeste o teu nome nalgum tijolo encalacrado nas bordas de um muro, nalguma telha já pronta para despencar, algo na carne de alguma velhota usurária ? Amou de maneira única, cada dia procurando renovar-se sob o sossego que alguma praça ainda nos concede. Amor antigo que agora está de malas prontas, com alguma poesia limpa e também com algum poema sujo, ah, que a toda hora se parte com o instante, mas as tuas marcas irão com ele, ferros e flores dos teus compromissos vão com ele, bem embrulhados, salgados. Ó meu passado (ele diz, ela diz), é para ti esta “Carta Aberta ao Passado”. 2. SERPENTINA PARA A FESTA Minha margem maior na vida é a do erro, melhor me completo se com erro, engolindo sapos, dormindo em pé, rolando em perambeiras, com um garrote vil apertando-me o fiapo de tino ou de desatino porventura ainda existente, sim, é verdade, mais meus erros me redimem. Mas não tentem fazer isso em casa, nem na escola, nem no escritório e nem mesmo na clínica. Avisados estão, avisadas foram. Já disse que o meu rio tem quatro margens: esquerda (a mais antiga), direita, a superfície e o fundo. Nestas quatro ânsias vivo preso, soltando-me gota depois de gota, mas não tentem imitar o solriso do lagarto (ele vive na canícula), e nem beber o copo de cólera nem a lavoura arcaica dos dias comuns. Tornem incomuns os dias comuns. 3.REDE DE SUPERMECADOS COMEÇA A VENDER CAIXÕES Num primeiro instante, a gente pode achar desrespeito, mau gosto, mercantilismo puro, mas, reexaminando a questão, nada mais lógico do que vender o que todo mundo vai necessitar, mais dia, menos dia. Talvez, um inconveniente seja onde guardá-lo. Isto porque, se fica por ali, em qualquer canto da casa, na garagem, no sótão, no porão, no galpão, etc, ficamos sujeitos a sempre estarmos dando de cara com aquele, digamos, mau agouro. Não é isso ? Hahaha, ou achas que inventei essa história ? Confira... hehe... AQUI: www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/10/091030_walmartc... 4. O NOME DO FULANO Meu nome é JENTE, tenho rara cabeleira, pouca sabedoria e nenhuma paciência, gostando de sossego e de zanzar pelado dentro e fora de casa, sempre que possível, mas dentro de casa é certo que não me encontrarás pelado, após abrir-te a porta, por eu ainda ter senso social, e assim é que visto alguma roupa sumária para atender à minha porta – por exemplo, um velho calção de banho; e não te espantes com o meu nome, porque ele é mesmo com J, porque antigamente os escrivães quase todos eram iletrados, e os nossos pais o eram do mesmo jeito, e ficou assim mesmo: JENTE, com o mesmo jota de jiló, jerico, jerimum, jia, jaó, jeová (cruzes !), jacu, jacaroa e janela jocosa, yes, sou o que sobrou dos perdidos na noite: rala cabeleira, barrigudo, astigmático, chefe de merda nenhuma (Chemerne), assessor de merda nenhuma ( Asmerne), pobre pândego ou devasso, noventa por cento analfabeto de pai e mãe, de avô e avó, mas eu já fui a duas cidades: São Toreano do Norte e Santa Carapitina do Sul, e gostei das duas, ambas são o que eu chamo de nova Babel, Somorra e Godoma, e por expressa recomendação do meu amigo Cecílio C. A. Pimenta eu fui até lá para ver e sentir com todos os sentidos aquelas maravilhas de cidades. Aquilo, sim, é que é pecado para se viver na pachorra, esquecido das dívidas financeiras, sociais e morais e coisas que tais. Amanhã, sem sombra de dúvida, outro dia será. Venham ver-me no BAR-BIBLIOTECA que fundei em Rio Acima. Procurem por JENTE, sempre procurem por JENTE. Sacaram ? DARLAN M CUNHA ***** Sobre JOÃO UBALDO RIBEIRO: uaima.wordpress.com/2009/11/07/a-risada-do-joao-o-sorriso... CommentsConceição Costa says:Bom dia amigo!! Maria Lia Carolino says:Darlan, to com preguiça de escrever, hoje vai
só uma boa tarde, rs. Would you like to comment?Sign up for a free account, or sign in (if you're already a member). |
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Old Jingleballicks
says:
A great form of transportation, Darlan!
Posted 4 weeks ago. ( permalink )