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DORA VIVACQUA - LUZ DEL FUEGO | by CARIOCA DA GEMA
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DORA VIVACQUA - LUZ DEL FUEGO

LUZ DEL FUEGO SAINDO DE SEU CARRO NA CINELANDIA

1953

 

Foto de Aymore Varella

  

Ontem na coluna "Há 50 anos..." do jornal o Globo, a seguinte noticia era republicada: Luz del Fuego seria julagada na 3a Camara Criminal por suas atitudes de desacato à autoridade e ser internada num hospital para se curar de suas ideias de nudismo, natrureza, ilhas desertas, etc. O julgamento começou a favor dela pois nada havia nos autos que indicasse que ela era insana.

 

Luz del Fuego, nasceu em Cachoeiro do Itapemirim, no ES em 1917. Seu nome verdadeiro era Dora Vivacqua. Ela vem para o Rio na decada de 30 pois era amante de Jose Mariano Carneiro da Cunha Neto. Homem de uma importante familia carioca.

 

Na decada de 40 ela ja se apresentava com suas serpentes no Circo Pavilhão Azul. Nessa época usava o pseudonimo de Luz Divina. Luz del Fuego veio depois, pois nome estrangeiro chamava mais atenção do publico.

 

Na decada de 50 Luz del Fuego vieu o seu auge, sendo persegiida pelos seus irmãos, politicos do ES, pois sua imagem e postura os prejudicava nas eleições.Lançou o livro chamado Tragico Black Out, onde entre outras revelações bombasticas pregava o naturismo (nudismo) e a alimentação vegetariana. Lançou um segundo livro chamado A Verdade Nua, onde publicou as bases do naturismo. O livro foi recolhido pelas autoridades e a segunda edição foi vendida por reembolso postal. Criou o PNB, Partido Naturista Brasileiro (imagina isso na decada de 50!!), com o dinheiro arrecadado com as apresentações que fazia semi nua nas escadarias do Teatro Municipal na Cinelandia. Os familiares politicos conseguiram proibir o partido.

 

Teve um caso com o Ministro da Marinha e conseguiu uma ilha onde iria morar pelo resto da vida, a conhecida Ilha do Sol, onde fundou seu clube de naturismo.

 

O clube tinha regras muito duras como:

 

As roupas deviam ser deixadas na entrada, junto ao pequeno cais de madeira. Era terminantemente proibido levar bebidas alcoólicas, proferir palavrões ou praticar sexo na colônia. A diferença entre naturalismo e libertinagem era veementemente ressaltada: ‘Aqui não é rendez-vous nem motel. Se querem farra e sexo, fiquem nos seus apartamentos em Copacabana’.

 

Em 1967 foi assassinada pelos irmãos Alfredo Teixeira Dias e Mozart “Gaguinho" que armaram uma emboscada para ela fazendo-a entrar no barco deles para supostamente pegar o dela que estava à deriva. Foi assassinada com golpes na cabeça. Seu vigia teve o mesmo fim. Os seus copros so foram encontrados submersos nas águas da Baia da Guanbara, proximos à Ilha do Sol, 13 dias depois, quando os assassinos já presos confessaram o crime e apontaram o local dos cadaveres.

 

Na foto acima, Luz del Fuego foi flagrada por Aymore Varella, fotografo da Manchete, na Cinelandia. Acompanhda por dois homens causou rebuliço nos que estavam no local. Foi tamanha a confisão que ela entrou novamente em seu carro e a policia teve que usar do cassetete para dispersar o povo.

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Taken on September 20, 2005