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From Paris
O Palácio do Louvre foi a sede do governo monárquico francês desde a
época dos Capetos medievais até o reinado de Luís XIV. A transformação
do complexo de edifícios em museu iniciou em 1692, quando Luís XIV
ordenou a criação de uma galeria de esculturas antigas na Sala das
Cariátides. No mesmo ano, o palácio, então desabitado, tendo a corte
se transferido para Versalhes, recebeu a Academia Francesa, e logo a
Academia de Belas Letras e a Academia Real de Pintura e Escultura
também ali se instalaram. No prédio também aconteceram, a partir de
1699, os tradicionais salões de arte promovidos pela Academia de
Pintura e Escultura, que atraíam multidões. De início organizados na
Grande Galeria, os salões de 1725 em diante passaram a acontecer do
Salão Quadrado (Salon Carré), de onde derivou o nome destas exposições
- Salão.
Por outro lado, entre 1750 e 1785 espaços no Palácio de Luxemburgo
foram reservados para exibição de obras-primas selecionadas das
coleções reais, numa exposição que teve grande sucesso. Em vista
disso, o Marquês de Marigny, Superintendente Geral dos Edifícios do
Rei, e seu sucessor, o Conde de Angivillier, desenvolveram a idéia de
tornar o Louvre um museu permanente. O projeto se transformou em lei
em 6 de maio de 1791, quando a Assembléia Revolucionária decretou que
o palácio deveria ser um repositório de todos os monumentos das
ciências e das artes.
Assim, foi o museu inaugurado como Museu Central das Artes em 10 de
agosto de 1793, com um acervo formado principalmente por pinturas
confiscadas à família real e aos aristocratas que haviam fugido da
Revolução Francesa, exibidas na Grande Galeria e no Salão Quadrado. O
público tinha acesso gratuito, mas apenas nos fins de semana, ficando
os outros dias reservados para o trabalho dos artistas que desejavam
ali estudar as obras dos grandes mestres, determinação que ficaria em
vigor até 1855. Gradualmente a coleção foi expandida e ocupou muitas
outras salas do complexo.
No período imperial o museu adotou o nome de Museu Napoleão, sendo
Dominique-Vivant Denon seu primeiro diretor. Napoleão ordenou reformas
e embelezamentos no edifício, e suas conquistas sobre outros países
renderam uma grande quantidade de novas peças para o Louvre, embora
com a queda do imperador em 1815 as nações espoliadas reclamassem seus
tesouros, despovoando as galerias do museu.
Em 1824 foi criado o Museu da Escultura Moderna na Galeria
d'Angoulême, com cinco salas para exibição de peças provenientes do
Museu dos Monumentos Franceses e do Palácio de Versalhes. Em 1826
Champollion se tornou o diretor do novo Departamento de Antiguidades
Egípcias. No ano seguinte foi criado o Museu Carlos X no primeiro
pavimento da ala sul do Cour Carré, com uma coleção de antigüidades
egípcias, bronzes antigos, vasos etruscos e artes decorativas
medievais e renascentistas, ao mesmo tempo em que na ala norte se
instalava o Museu da Marinha.
A "Mona Lisa", de Leonardo da Vinci, óleo sobre madeira de álamo, 1503-19, provavelmente concluída enquanto o artista estava na corte de Francisco I. É uma das obras mais conhecidas do acervo do museu.
Alexandros de Antioquia: a Vênus de Milo, outra das peças-símbolo do
Louvre.
Por um breve período, entre 1838 e 1848, uma importante coleção mais
de 400 pinturas espanholas foi mostrada na Galeria Espanhola, criada
por Luís Filipe, até ser vendida em Londres poucos anos depois. Não
obstante, a presença desta coleção na França, que pouco conhecia da
arte espanhola, foi uma influência decisiva sobre artistas como Corot
e Manet.
Com o desenvolvimento da arqueologia e novas escavações e aquisições
no Oriente, uma quantidade de relíquias da antigüidade foi
transportada para o museu, dando origem à fundação no Louvre do
primeiro museu de Assiriologia da Europa, inaugurado em 1847. Este foi
seguido em breve pela criação do Museu Mexicano, do Museu Etnográfico
e do Museu da Argélia, atendendo ao gosto pelo exótico que se tornava
uma voga na época, e ao crescente interesse dos estudiosos pelas artes
tradicionais de outros povos, sendo instalados no Pavilhão de
Beauvais. Também nesta época se acrescentaram três novas grandes
galerias ricamente decoradas.
Sob Napoleão III foi aberto o Museu dos Soberanos na Colunata de
Perrault, dedicado a exibir as relíquias da monarquia francesa desde
Childerico I até Napoleão, constituindo um acréscimo importantíssimo
ao Departamento de Artes Decorativas. Também foi terminada a ala
norte, ligando o Louvre e o Palácio das Tulherias, incluindo outras
alas menores internas e pátios, conformando o Cour Napoleon,
finalizado em 1857, com decoração acabada em 1861. Outro acréscimo
importante foi a aquisição da coleção do Marquês de Campana, com mais
de 11 mil peças de pintura, artes decorativas, esculturas e
antigüidades, formando o Museu Napoleão III. Durante a Comuna de Paris
o Palácio das Tulherias, um grande símbolo da monarquia, foi
incendiado, e o fogo chegou a ameaçar o Louvre.
Depois de longa hesitação entre a reconstrução do palácio perdido ou
sua demolição, decidiu-se por esta, marcando o início do Louvre
moderno. Foram reconstruídas as extremidades do antigo Palácio das
Tulherias, hoje os Pavilhões de Flora e Marsan, e duplicou-se a ala
norte. Escavações no Oriente trouxeram novas peças para o Departamento
de Antigüidades do Oriente Próximo recentemente criado, sendo
apresentadas ao público em 1888 em salas novas.
O início do século XX viu nascer o Museu de Artes Decorativas, criado
em função das Exposições Universais de Paris. Na seqüência, uma grande
doação da Baronesa Delort de Gléon, e mais a reunião de outras peças
similares anteriormente dispersas nas seções de artes decorativas,
levou em 1922 à abertura de uma galeria exclusivamente para Arte
Islâmica no Pavilhão do Relógio, e logo o diretor dos Museus
Nacionais, Henri Verne, lançou um plano ambicioso de expandir os
espaços disponíveis para arte no palácio, que até então abrigava
também diversos escritórios da administração pública. Assim foram
reorganizadas várias galerias para escultura antiga, escultura
européia, pinturas, arte egípcia e do Oriente Próximo, e artes
decorativas.
Com a eclosão da II Guerra Mundial as coleções foram evacuadas, com
exceção das peças mais pesadas, que permaneceram protegidas por sacos
de areia. O acervo foi inicialmente depositado no Castelo de Chambord
e a seguir foi disperso entre vários locais, permanecendo
constantemente em mudança, por medidas de segurança. Mesmo esvaziado,
o museu reabriu ao público em 1940 com uma coleção de cópias em gesso
de estátuas célebres. Em 1943, com a coleção ampliada, o Museu da
Marinha por transferido para o Palácio de Chaillot.
Depois da guerra se iniciou um plano para reorganização geral de todas
as coleções estatais de arte. A coleção de arte asiática do Louvre foi
designada para o Museu Guimet, e foi incorporado o pavilhão do Jeu de
Paume como Museu do Impressionismo. Com a saída do Ministério das
Finanças do Pavilhão de Flora em 1961, tornou-se livre um grande
espaço adicional, possibilitando a melhor acomodação de seções de
pintura, desenhos e do Departamento de Escultura, instalando-se também
laboratórios de restauro e oficinas. Os espaços liberados foram
inaugurados oficialmente em 1968 com uma exposição de arte gótica da
Europa.
A década de 1970 foi marcada pela crescente necessidade de adequar os
espaços de exposição aos novos conceitos museológicos e de se oferecer
melhores instalações para os visitantes. Destarte, em 1981 o
presidente François Mitterrand lançou o projeto do Grande Louvre, para
devotar o palácio do Louvre em sua inteireza às artes. Como
conseqüência, os escritórios do Ministério das Finanças que ainda
permaneciam na Ala Richelieu foram deslocados para outros edifícios e
finalmente o Louvre pôde dispor de todos os seus espaços. Foram
iniciadas grandes renovações em todo o museu, cujo coroamento visível
é a Grande Pirâmide que ora serve de entrada principal. A
reestruturação do acervo, mais coleções do Museu Nacional de Arte
Moderna, deram origem ao Museu d'Orsay.
Enquanto isso, as reformas continuavam no complexo principal em torno
do Cour Carré, com a reforma da Ala Richelieu, a inauguração da Ala
Sackler para antigüidades do Oriente Próximo e a abertura de grandes
espaços novos para as antigüidades egípcias. Em 1996 foi anunciada a
criação de um museu para a arte étnica, inaugurado em 2000 no Pavillon
des Sessions com cerca de 100 peças representativas de suas culturas,
e continua em curso a reacomodação de todo o Departamento de Arte
Islâmica.
Padmacara, jefsilog, Audrǝy G., gille33, and 617 other people added this photo to their favorites.
View 20 more comments
Alan Chew 4 months ago | reply
Nice reflection
mirella cotella 4 months ago | reply
What a great nightshot!!
Jean de la Tête 4 months ago | reply
Exellent capture!!
Admin invited to:

Lines 彡Curves
彡and Shadows
NoelChandler 3 months ago | reply
Fantastic shot
azrudin 3 months ago | reply
beautiful..amazing work!
jmaphotography 3 months ago | reply
Gorgeous shot!
Manos Eleftheroglou (Photography) 3 months ago | reply
Superb!
leonard__Zo 3 months ago | reply
superbe lowkey, c'est très propre!
roman free horizon '45 3 months ago | reply
beautiful setting and excellent image light
serene start to the week
cheer up .......................... hello @ @ @ ***
Spreeuw (Jan) 3 months ago | reply
Great shot!
MoodyGoat 3 months ago | reply
Absolutely excellent!
Dreaming ... 3 months ago | reply
Its outstanding job, good work…
Hansis y Greta 3 months ago | reply
stunning capture
minou09 3 months ago | reply
magnifique travail .
del rio romero 3 months ago | reply
Vista en:

"Una imagen para Ti"
Silva's Aragorn1229 3 months ago | reply
Wonderful photo. Congrats on Explore. Well deserved.
Via the past week's most Interesting uploads at #4 on Fluidr
Lucien30 3 months ago | reply
super !
mayo2395 2 months ago | reply
Super! Sehr schön
Indigo Skies Photography 4 weeks ago | reply
Fantastic!
T46NSAS13 2 weeks ago | reply
very beautiful.