as coisas às vezes traduzem-se em palavras. outras vezes não.
traduzem-se em sentires. em imagens. em silêncios contemplativos. às vezes estamos mesmo no meio dos lugares que visitámos vezes sem conta nesse reino estranho e desconexo que é o dos sonhos. e gostávamos que outras coisas fossem assim tão simples.
às vezes há os espectadores ou coparticipantes do costume, encorajadores e presentes. outras vezes (inconscientemente ou por força das circunstâncias) não. e percorremos o caminho [pseudo]sozinhos. e não faz mal, porque há espaço tanto para a solidão como para a amalgamação, enquanto caminhamos. desde que saibamos aprender que a beleza indelével do caminho supera a forma como o atravessamos.